quarta-feira, 6 de novembro de 2019

SONATA ARCTICA - Talviyö


Ano: 2019
Tipo: Full Length
Nacional


Tracklist:

1. Message from the Sun
2. Whirlwind
3. Cold
4. Storm the Armada
5. The Last of the Lambs
6. Who Failed the Most
7. Ismo’s Got Good Reactors (instrumental)
8. Demon’s Cage
9. A Little Less Understanding
10. The Raven Still Flies with You
11. The Garden


Banda:


Tony Kakko - Vocais, Teclados, Programação, Orquestrações, Ukulele, Percussão
Elias Viljanen - Guitarras
Henrik Klingenberg - Teclados, Backing Vocals
Pasi Kauppinen - Baixo, Backing Vocals
Tommy Portimo - Bateria


Ficha Técnica:

Sonata Arctica - Produção
Mikko Tegelman - Produção, Gravação, Mixagem
Svante Forsbäck - Masterização
Pasi Kauppinen - Gravação, Mixagem
Onni Wiljami - Arte da Capa
Janne Pitkänen - Layout
Mari-Anneli Sarkkinen - Backing Vocals
Teemu Koskela - Backing Vocals
Marja Hakala - Backing Vocals
Mia K. - Backing Vocals
Outi V. - Backing Vocals
Hilla - Vocais adicionais
R. K. - Vocais adicionais
Jussi Tegelman - Efeitos de vento em “Whirlwind”


Contatos:

Assessoria:
E-mail:

Indicação: fãs de Power Metal, STRATOVARIUS, BATTLE BEAST, EDGUY, ANGRA, RHAPSODY OF FIRE


Introdução:

Existem aquelas bandas que sempre são perseguidas, mas que se mantém firmes em sua proposta e, mesmo quando erram, arcam com as consequências.

Seja por justiça ou recalque, o fato é que o quinteto finlandês SONATA ARCTICA sempre foi bastante espinafrado no Brasil. Mas mesmo assim, sempre tiveram renome e moral, além de uma imensa legião de fãs. E agora, mostrando o quanto têm moral por aqui, a Shinigami Records e a parceira Nuclear Blast Brasil bateram o pé e lançaram “Talviyö” (mais recente disco do grupo) no Brasil.


Análise geral:

A verdade é que “Talviyö” (que significa “noite de inverno” em finlandês) continua o estilo que a banda tem delineado há alguns anos, especialmente em “The Ninth Hour”: o bom e velho Power Metal de sempre, agora mais amadurecido, menos veloz e ainda mais melódico e acessível que antes.

Mas se a banda perdeu em termos de velocidade, ganhou em elegância. Pode-se dizer que alguns toques de AOR entraram na sonoridade do grupo, o que os permite alcançar um público mais amplo.

Basicamente, é um disco feito na medida certa, e muito bem equilibrado.


Arranjos/composições:

A qualidade musical do grupo continua inquestionável, só que a maior amplitude de influências permite ao quinteto. De certa forma, uma das primeiras coisas que salta os olhos é que “Talviyö” é um disco solto, espontâneo e vindo da mais pura inspiração.

Óbvio que o minimalismo ainda se faz presente em alguns momentos, em outros, o velho “insight” Power Metal dá as caras, mas sem perder o jeito mais acessível (uma ouvida em “Message from the Sun” deixa isso bem claro).

Além disso, tudo está muito bem conectado, pois vocais, guitarras, baixo, teclados e bateria estão justos em seus arranjos, se mesclando de forma harmoniosa.


SONATA ARCTICA
Qualidade sonora:

A banda já queria trabalhar com Mikko Tegelman desde “The Nineth Hour” (o que não pode acontecer por conflitos de agendas), e agora, fica justificado o motivo: a clareza sonora, a disponibilização dos instrumentos (sinal de uma mixagem muito bem feita), a timbragem dos instrumentos, tudo ficou perfeito. Tanto o lado pesado quanto a estética melodiosa encorpada estão claros aos ouvidos.

Ou seja, tudo funcionou perfeitamente no estúdio.


Arte gráfica/capa:

Onni Wiljami criou uma belíssima arte gráfica para a capa, com um painel que ilustra uma noite nevada (trabalhado em um formato Digipack de 3 páginas), uma planície bem conhecida para os finlandeses que convivem com as temperaturas extremamente baixas próximas ao círculo polar ártico.


Destaques musicais:

“Talviyö” não é um disco pretencioso, nem soa como tal. A espontaneidade que transpira de suas composições é sinal de amadurecimento dos integrantes do quinteto, bem como a força da formação (que está junta desde 2013). E embora não seja um disco conceitual, existem ligações entre as letras.

As belas e grudentas melodias de “Message from the Sun” abrem o disco, com uma canção rica em detalhes, mas bem acessível (e que belo trabalho de vocais e backing vocals, sem mencionar o refrão que não sai mais da mente do ouvinte), seguida da madura e pesada “Whirlwind” (que lindos teclados, ricos em termos de arranjos subjetivos, sem mencionar outro refrão excelente). A climática e apoteótica “Storm the Armada” mostra tempos mais comportados e é mais simples em termos técnicos, mas mostra um trabalho ótimo de baixo e bateria (bem como de vocais femininos). Também mais acessível (apesar da ambientação Progressiva) é “Who Failed the Most”, outra com arranjos bem acessíveis (e simples demais de se cantar junto). Revistando os elementos do passado, tem-se a instrumental “Ismo’s Got Good Reactors”, onde partes próximas ao que os fãs de “Silence” (primeiro disco de sucesso do grupo) gostam, especialmente no que tange a riffs e solos de guitarras. Uma paulada Power/Prog com toques AOR é ouvida em “A Little Less Understanding”, uma música memorável e também bem simples de ser assimilada (e que vocais!). E a sutileza aveludada de “The Raven Still Flies with You” é permeada de melodias aconchegantes que se agarram aos ouvintes, sempre com ótimas partes de teclados.

Estas, em um primeiro momento, servem para introduzir o ouvinte a “Talviyö”, mas o disco inteiro é ótimo.


Conclusão:

Pode-se aferir que quem gosta dos finlandeses, vai adorar “Talviyö”. Os que sempre os depreciaram vão continuar a fazê-lo. Mas para aqueles que são capazes de um olhar mais profundo, perceberão que o SONATA ARCTICA lançou mais um grande disco, e fugindo do ponto comum do Power Metal clássico, mostram que ainda vão durar muito tempo.

E que a polêmica continue...


Nota: 9,3/10,0

Texto: “Metal Mark” Garcia


Cold



Who Failed the Most


terça-feira, 5 de novembro de 2019

TURILLI/LIONE RHAPSODY - Zero Gravity (Rebirth and Evolution)


Ano: 2019
Tipo: Full Length
Nacional


Tracklist:

1. Phoenix Rising
2. D.N.A. (Demon and Angel)
3. Zero Gravity
4. Fast Radio Burst
5. Decoding the Multiverse
6. Origins (instrumental)
7. Multidimensional
8. Amata Immortale
9. I Am
10. Arcanum (Da Vinci’s Enigma)
11. Oceano (bonus - Cover de Josh Groban)           


Banda:


Fabio Lione - Vocais
Luca Turilli - Guitarras, Teclados
Dominique Leurquin - Guitarras
Patrice Guers - Baixo
Alex Holzwarth - Bateria


Ficha Técnica:

Fabio Lione - Produção
Luca Turilli - Produção
Stefan Heilemann - Arte da Capa
Simone Mularoni - Gravação, Mixagem, Masterização
Arne Wiegand - Violão, Mandolin, Piano
Joost van den Broek - Teclados em “Oceano”
Alessandro Conti - Corais em “Zero Gravity”
Emilie Ragni - Backing Vocals em “Phoenix Rising”, “D. N. A. (Demon and Angel)”, “Zero Gravity”, “Multidimensional”, “Amata Immortale” e “Arcanum (Da Vinci's Enigma)”, Corais em “Zero Gravity”
Simone Mularoni - Guitarra Base, Guitarra Solo em “Fast radio Burst” e “I Am”
Elize Ryd - Vocais em “D. N. A. (Demon and Angel)”
Mark Basile - Corais em “Zero Gravity”, Vocais em “I Am”
Sascha Paeth - Baixo em “Oceano”


Contatos:

Assessoria:
E-mail:

Indicação: fãs de Symphonic Metal, RHAPSODY OF FIRE e VISION DIVINE, e outros.


Introdução:

Alguns discos possuem estórias inusitadas por trás dos bastidores.

Em 2017, depois de 8 anos sem se encontrarem, Fabio Lione e Luca Turilli (ambos conhecidos por terem tomado parte na formação clássica do RHAPSODY OF FIRE) resolveram excursionar em comemoração pelos 20 anos do lançamento de “Legendary Tales”. E isso acabou levando ambos a formarem o TURILLI/LIONE RHAPSODY, pois viram que ainda tinham muito a dizer musicalmente, e por isso, agora chega o debut do grupo, “Zero Gravity (Rebirth and Evolution)”, que acaba de sair por aqui graças aos esforços entre a Shinigami Records e a Nuclear Blast Brasil.


Análise geral:

Óbvio que as comparações com o RHAPSODY OF FIRE serão automáticas. E não são de todo falsas, uma vez que Luca e Fabio imprimiram suas marcas na banda antes de saírem (bem como os outros membros também tocaram no grupo), só que o Symphonic Metal apresentado nesta nova empreitada é bem mais rica em termos de diversidade musical, e mesmo modernidade (basta ver que existem partes de teclado com arranjos mais modernos). Ou seja, mesmo com elementos que remetem ao passado, há algo de diferente, novo e deliciosamente instigador nas canções de “Zero Gravity (Rebirth and Evolution)”.

Além disso, o foco agora fica mais nas guitarras e vocais, algo óbvio, embora nenhum dos outros instrumentos fique escondido ou sem ser valorizado.


Arranjos/composições:

Óbvio que a riqueza sonora é algo já esperado quando os nomes de Fabio e Luca são mencionados. E isso transpira nos arranjos multifacetados de cada uma das músicas, com muitas mudanças de ambientações, indo do agressivo sinfônico ao introspectivo e profundo. E isso sem mencionar os toques de Ethnic Music, Prog Metal e outros.

Falar no nível de detalhamento em “Zero Gravity (Rebirth and Evolution)” é ter que mencionar o minimalismo, logo, melhor apenas dizer que nada soa artificial, mecânico ou excessivo. Até mesmo toques extremamente melodramáticos surgem nas canções.

Ah, sim: as letras fogem do padrão, pois ao invés de mais “Dungeons & Dragons”, os temas tratam de ciência, psicologia, espiritualidade e outros.


TURILLI/LIONE RHAPSODY ao vivo
Qualidade sonora:

O nível de exigência de Fabio e Luca fica claro na sonoridade.

Ambos produziram o disco, tendo Simone Mularoni na gravação, mixagem e masterização, transformando os anseios da banda em uma qualidade sonora que é perfeita: clara e limpa de uma forma que tudo pode ser ouvido, absorvido e entendido em problemas. Mas o lado pesado do grupo está bem evidenciado (especialmente pela timbragem moderna das guitarras e baixo).


Arte gráfica/capa:

A arte da capa já ilustra que em ““Zero Gravity (Rebirth and Evolution)”, os temas de dragões, capa e espada foram abandonados. Como já mencionado, o enfoque é todo em temas como ciência e mesmo espiritualidade. E tudo ficou muito bem feito, bonito, mas com um enfoque mais simples no encarte.

Um lindo trabalho de Stefan Heilemann, diga-se de passagem.


Destaques musicais:

11 canções aguardam o ouvinte. Cada uma delas é uma gema preciosa, ainda mais com as presenças de convidados Elize Ryd (do AMARANTHE), Mark Basile (DGM), Sascha Paeth (produtor musical e membro do AVANTASIA) e Arne Wiegand (do SANTIANO).

“Phoenix Rising” abre o disco com uma mistura de momentos sinfônicos e partes cheias de mudanças de tempo com jeito de Prog Metal (os vocais estão perfeitos, com boa diversidade de timbres e uma interpretação linda, e sem mencionar os corais, os vocais femininos e backing vocals e alguns toques de Ethnic Music), seguida pela grudenta e moderna “D.N.A. (Demon and Angel)” (recheada por guitarras excelentes, refrão marcante e teclados grandiosos). Com um jeito Prog/Rock eclético à lá QUEEN vem “Zero Gravity” (baixo e bateria mostram bastante sua técnica e pegada pesada). A beleza e classe dos pianos dá um toque extra de classe sinfônica à “Decoding the Multiverse” (cheia de contrastes de momentos mais lentos com outros grandiosos). Em “I Am”, mais contrastes de luz e sombras (ou seja, mudanças de momentos mais introspectivos e outros mais pesados), rica em elementos sinfônicos e modernos (e outra aula dos vocais). Em “Arcanum (Da Vinci’s Enigma)”, temos uma canção cantada em italiano (como foi em “Amata Immortale”), pesada e sinfônica, permeada por guitarras ótimas e teclados que criam ótimas ambientações. E o cover da banda para “Oceano”, do cantor norte-americano Josh Groban é linda e encaixou no contexto musical do disco (e que a termo de curiosidade, se encontra em “Closer”, segundo disco do cantor, lançado em 2003).

Todas são ótimas, mas estas se destacam.


Conclusão:

Aos fãs que vierem buscando algo do passado do RHAPSODY OF FIRE, melhor desistirem. “Zero Gravity (Rebirth and Evolution)” é mesmo uma nova gênese para Luca e Fabio.

Mas aos que possuem bom gosto, ouça e aproveitem essa viagem metafísica em formato Symphonic Metal.


Nota: 10,0/10,0

Texto: “Metal Mark” Garcia


Phoenix Rising



Zero Gravity

THE RODS - Brotherhood of Metal


Ano: 2019
Tipo: Full Length
Nacional


Tracklist:

1. Brotherhood of Metal
2. Everybody’s Rockin’
3. Smoke on the Horizon
4. Louder Than Loud
5. Tyrant King
6. Party All Night
7. Tonight We Ride
8. 1982
9. Hell on Earth
10. The Devil Made Me Do It
11. Evil in Me           


Banda:


David “Rock” Feinstein - Guitarras, Vocais
Garry Bordonaro - Baixo
Carl Canedy - Bateria, Vocais


Ficha Técnica:

The Rods - Produção
Chris Collier - Mixagem, Masterização
Eric Philippe - Arte da Capa
Lonnie Park - Teclados, Vocais


Contatos:

Instagram:
Assessoria:

Indicação: fãs de Metal tradicional, OMEN, MOTÖRHEAD, RIOT V, e de U. S. Metal em geral


Introdução:

Quando se fala do cenário Metal dos EUA, antes da explosão ainda na primeira metade dos anos 80, alguns grupos deram indícios que algo viria a acontecer. Bandas como BLUE ÖYSTER CULT, RIOT (hoje RIOT V) nos anos 70 já mostravam que algo estava surgindo: o U. S. Metal, um jeito de fazer Metal que seria influenciado pelo Hard Rock e Metal dos anos 70, mais influências de JUDAS PRIEST e mesmo da NWOBHM. E pode-se aferir que um dos fundadores do som característico do cenário norte-americano é, sem sombra de dúvidas, o THE RODS, trio de Cortland (Nova York). E com uma resiliência digna de sua geração, lá vem o grupo com mais uma pancada nos ouvidos, o excelente “Brotherhood of Metal”, que a Shinigami Records acaba de lançar no Brasil.


Análise geral:

Basicamente, em “Brotherhood of Metal”, o grupo não mostra nenhuma alteração profunda em seu estilo, ou seja, é a mesma forma de Metal tradicional do cenário dos Estados Unidos (que tem por característica primordial o apego a linhas melódicas grudentas, vindas do Hard Rock; e boa técnica musical), apenas atualizada para os tempos atuais. De novo, são ouvidas algumas partes de teclados, recurso que o grupo não usava desde “Heavier Than Thou” de 1986 (que são evidentes da introdução de “Brotherhood of Metal” e em “Everybody’s Rockin’”). O que está um pouquinho (só um pouquinho) mais evidente é o lado melodioso de sua música, o que não deixa a agressividade de lado.

Traduzindo: de um lado, a banda não exagera na técnica (embora mostrem ótimo domínio de seus instrumentos em alguns momentos), e de outro, mostra conjuntos de melodias de fácil assimilação pelo ouvinte, além de refrães marcantes. Os teclados não chegam a alterar o que a banda mostra desde seu início, apenas se encaixam de forma perfeita nos momentos mais necessários.


Arranjos/composições:

Falar de arranjos com um grupo com quase 40 anos de vida nas costas é quase desnecessário.

Tudo funciona perfeitamente, como uma máquina bem lubrificada, com os arranjos se encaixando bem uns nos outros, riffs de guitarras grudando nos ouvidos, solos eficazes, baixo mostrando peso (e mesmo algumas partes mais técnicas, como se pode ouvir em “Tonight We Ride”), e a bateria mostra peso e energia (e também boa técnica, com viradas bem sacadas e conduções nos dois bumbos em momentos providenciais), e vocais crus e diretos.

Precisa mais que isso?


Qualidade sonora:

Fugindo um pouco do usual para bandas da velha guarda, o trio soube modernizar a sonoridade.

Óbvio que a banda ainda toca de forma bem orgânica e simples (como um ensaio em estúdio, onde plugaram os instrumentos e tocaram à vera), com uma timbragem completamente tradicional dos anos 80 (ou seja, sem muitos exageros). Mas o nível de limpeza é enorme, se equiparando às melhores produções dos dias de hoje.

Ou seja, mistura a sonoridade clássica do grupo, apenas com um “insight” moderno, que deu vida às canções.


Arte gráfica/capa:

A arte da capa, para quem ainda não conhece bem o THE RODS, é uma referência ao clássico “Wild Dogs”, de 1982 (que por um milagre, chegou a ser lançado no Brasil, sendo item de colecionador em LP). E é bom dizer que a Shinigami Records disponibilizou o disco nas versões Jewelcase e Digipack.


Destaques musicais:

Para quem sempre achou que o THE RODS tem o status de banda “cult” pelo fato de David ser primo do saudoso Ronnie James Dio (e chegaram a tocar juntos no ELF), estas 11 canções vão mostrar como é enorme este equívoco. Além disso, é uma mostra como muitas bandas ditas “old school” apenas copiam quem entende do riscado.

Uma longa introdução melodiosa e lenta precede a pancadaria peso-pesado de “Brotherhood of Metal”, uma canção climática e com ótimo trabalho de Carl e Garry na base rítmica (e que refrão marcante, onde teclados temperam as melodias). Aquele típico Hard ‘n’ Heavy “Made in USA” surge em “Everybody’s Rockin’” (cheia de riffs e solos de primeira, além de outro refrão que gruda nos ouvidos) e “Smoke on the Horizon” (peso colossal, e alguns contornos de Classic Rock são claros graças aos teclados). Um bom exemplo como a energia grudenta do Hard Rock está no DNA do U. S. Metal pode ser ouvido claramente em “Louder Than Loud”. Já pegando mais pesado simples e eficiente “Tyrant King” conquista o ouvinte rapidamente. Apresentando o groove tão comum das bandas norte americanas da segunda metade dos anos 70, “Party All Night” é outra canção com refrão excelente (reparem como o baixo de Garry mostra ótima técnica). Se estiver pronto para bater cabeça com tempos não tão velozes assim, “Tonight We Ride” foi feita para você, pois é um grude de peso e melodia. Em “1982”, outro Hard ‘n’ Heavy escandaloso e pesado de doer os dentes, onde o grupo fala de si nas letras, em uma autobiografia de primeira (e com detalhes que muitos não sabem). Mais pesada e com uma energia de “dirty Rock ‘n’ Roll”, a forte “Hell on Earth” vem para ganhar o ouvinte com suas melodias excelentes e vocais (e a bateria de Carl está ótima), assim como “The Devil Made Me Do It” (onde a velocidade diminui e se tem uma clara influência de AC/DC). Rebuscando um pouco mais o passado do grupo em termos de andamentos e peso, “Evil in Me” é aquela canção que todo jovem deveria ouvir, pois é uma ode à rebeldia, sem falar que o refrão marca como ferro em brasa, e que linhas melódicas pesadas!

É, o THE RODS mostram o motivo de serem uma banda tão respeitada no underground...


Conclusão:

Ao ouvir “Brotherhood of Metal”, fica a impressão que o THE RODS merece mais reconhecimento, já que depois de tantos anos, ainda criam um disco tão viciante!

Parabéns, e thank you, David, Garry and Carl for such fine piece of Metal!


Nota: 10,0/10,0

Texto: “Metal Mark” Garcia


Louder Than Loud

segunda-feira, 4 de novembro de 2019

THE 69 EYES - West End


Ano: 2019
Tipo: Full Length
Nacional


Tracklist:

1. Two Horns Up
2. 27 & Done
3. Black Orchid
4. Change
5. Burn Witch Burn
6. Cheyenna
7. The Last House on the Left
8. Death & Desire
9. Outsiders
10. Be Here Now
11. Hell Has no Mercy


Banda:


Jyrki69 - Vocais
Bazie - Guitarras
Timo-Timo - Guitarras
Archzie - Baixo
Jussi69 - Bateria
           

Ficha Técnica:

Johnny Lee Michaelis - Produção, Gravação, Mixagem, Teclados, Cordas, Programação, Percussão
Svante Forshäck - Masterização
Dani Filth - Vocais e Backing Vocals em “Two Horns Up” e “The Last House on the Left”
Wednesday 13 (Joseph Poole) - Vocais e Backing Vocals em “The Last House on the Left”
Calico Cooper - Vocais e Backing Vocals em “The Last House on the Left”


Contatos:

Site Oficial: http://69eyes.com
Assessoria:
E-mail:


Indicação: fãs de Gothic Rock, THE SISTERS OF MERCY, FIELDS OF THE NEPHILIM, MOONSPELL, TIAMAT, THE MISSION


Introdução:

Certas vezes, é extremamente trabalhoso para muitos que rotular o que uma banda musicalmente. Quanto maior o “background” musical de uma pessoa, esse tipo de coisa se torna um desafio, pois os ouvidos percebem sutilezas e toques vindos de outros gêneros musicais.

No caso do quinteto finlandês THE 69 EYES, é ainda pior, pois como se pode ouvir no mais recente trabalho do grupo, “West End” (lançado no Brasil recentemente pela Shinigami Records em parceria com a Nuclear Blast Brasil), o amplo espectro de influências da banda converge para algo único.


Análise geral:

O quinteto coloca no caldeirão Gothic Rock, Hard Rock, Glam Rock/Metal, Dark Rock, e mesmo alguns toques de Post-Punk e Classic Rock em sua música. É até difícil de explicar como tantos estilos puderam contribuir para a construção de algo musicalmente simples de ser assimilado. Sim, é fato que a música do quinteto é baseada em melodias bem simples de serem assimiladas, mas com boas doses da melancolia do Gothic Rock, e isso com a energia do Sleaze Rock.

Aliás, diga-se de passagem: não é difícil ficar viciado em “West End”.


Arranjos/composições:

O THE 69 EYES não rebusca em termos técnicos. Longe disso, a música é baseada em arranjos simples, mas sempre mantendo um jeito melódico grudento que não tem como resistir. Mas cuidado: isso não significa que o grupo toque um disco de um fôlego só, ou mesmo que as canções sejam semelhantes entre si.

O que se ouve em “West End” é algo realmente criativo, e afastado de modelos musicais já erodidos. Pode-se dizer que o grupo sabe criar riffs memoráveis, solos melodiosos e marcantes, uma base rítmica sólida, e um ótimo trabalho de vocais (que remete diretamente a nomes como Carl MacCoy, Andrew Eldritch e Wayne Hussey). Mas a criatividade é ouvida em teclados, cordas e outros que vão surgindo em certos momentos. E isso tudo resulta em uma música feita com ótimas melodias e refrães marcantes. É ouvir e se apaixonar.


Qualidade sonora:

É um dos pontos onde “West End” se mostra vencedor.

O trabalho de Johnny Lee Michaelis (produção, gravação e mixagem) e Svante Forshäck (masterização) consegue deixar tudo soando claro, limpo e compreensível, mas com timbres que permitem que as músicas soem distorcidas nas medidas certas. E sem falar que o brilho moderno e atual deu um “boost” às canções.


Arte gráfica/capa:

A banda optou por uma capa simples, com a foto de balões negros, algo que realmente dá uma ambientação visual bem soturna. O encarte, em formato pôster, tem as letras de um lado, e do outro, uma foto do grupo.


THE 69 EYES
Destaques musicais:

11 excelentes músicas aguardam os fãs, e isso sem mencionar que a presença de Dani Filth (do CRADLE OF FILTH) em “Two Horns Up” e “The Last House on the Left”, do cantor Joseph Poole (mais conhecido como Wednesday 13, bem conhecido por seu trabalho com o MURDERDOLLS e outros) em “The Last House on the Left”, e de Calico Cooper (filha de Alice Cooper e vocalista do BEASTÖ BLANCÖ) também em “The Last House on the Left” deram um sabor diferenciado a “West End”.

“Two Horns Up” é o típico Glam Rock com doses de Gothic, onde se ouvem vocais de primeira (tanto os de Jyrki69 como os de Dani), seguida do acessível Sleaze Gothic Rock “27 & Done” (que refrão e guitarras). Com um jeito mais voltado ao Post-Punk (apesar da distorção Hard/Glam das guitarras), “Black Orchid” ainda mostra alguns pianos muito bem encaixados. Em “Change”, ótimas partes de teclados preenchem a ambientação mais soturna e melancólica criada pelas guitarras. Pondo tudo abaixo, vem a ótima “Burn Witch Burn”, cheia de energia e mostrando peso (uma contribuição de baixo e bateria, que estão ótimos), seguida do Rock direto e denso em “Cheyenna” (reparem que guitarras pesadas). E graças às participações especiais em “The Last House on the Left”, tem-se um monstro de Frankenstein Gothic com muito peso (e não tem como não destacar os vocais). Mais amena e melancolicamente melodiosa, tem-se “Death & Desire”, um típico Gothic Rock com uma aura “noir” de excelência (novamente os vocais mostram toda sua expressividade). Misturando a acessibilidade do Gothic Rock com a distorção do Hard/Glam, “Outsiders” é a típica canção que gruda nos ouvidos e não solta mais. “Be Here Now” explicita ainda mais fundo no lado Gothic Rock/Post-Punk do grupo, e “Hell Has no Mercy” (a saideira) vem fechar o disco com uma pegada ainda mais melancólica, mas mesmo assim, cheia de melodias grudentas.

Ou seja: “West End” é para ser ouvido de ponta a ponta!


Conclusão:

“West End” é viciante e excelente. E não é à toa que o THE 69 EYES tem uma legião de fãs por aqui, que podem ter acesso a esse disco mais facilmente agora.


Nota: 10,0/10,0

Texto: “Metal Mark” Garcia


Two Horns Up

MEMORIAM - Requiem for Mankind


Ano: 2019
Tipo: Full Length
Nacional


Tracklist:

1. Shell Shock
2. Undefeated
3. Never the Victim
4. Austerity Kills
5. In the Midst of Desolation
6. Refuse to Be Led
7. The Veteran
8. Requiem for Mankind
9. Fixed Bayonets
10. Interment (instrumental)


Banda:


Karl Willetts - Vocais
Scott Fairfax - Guitarras
Frank Healy - Baixo
Andy Whale - Bateria


Ficha Técnica:

Russ Russell - Produção, Mixagem, Masterização
Dan Seagrave - Arte da capa
Marcelo Vasco - Design, Layout


Contatos:

Instagram:
Assessoria:
E-mail:


Indicação: para fãs de BOLT THROWER, BENEDICTION, e Death Metal dos anos 90 em geral


Introdução:

Metal à moda antiga (ou Old School, se preferirem dessa forma) é algo que, para ser feito, ou é algo que você carrega em seu interior, ou você copia de alguém. Por isso muitas bandas soam forçadas aos ouvintes mais experientes, pois não adianta ser bom músico, tem que ter isso em si. E é simples para quem já faz isso há mais tempo, pois já viveu algum movimento.

No Death Metal, por exemplo, muitos tentam pegar aquela sonoridade tão costumeira da primeira metade dos anos 90 e refazer, mas soa em muitos casos, artificial. Já os que são daqueles tempos, é algo que conseguem, pois está no sangue. É o caso do quarteto inglês MEMORIAM, que apesar de ser jovem (foi fundado em 2016), seus músicos são experiente e calejados de muitos anos tocando o gênero. Por isso, “Requiem for Mankind” (terceiro disco do grupo) soa tão bem aos ouvidos, e como foi lançado por aqui via Shinigami Records/Nuclear Blast Brasil, é uma boa pedida para os fãs mais ávidos.


Análise geral:

Para quem ainda não sabe, BOLT THROWER, BENEDICTION, CEREBRAL FIX, NAPALM DEATH e SACRILEGE são bandas que estão nos currículos de seus integrantes, logo, já se percebe que fazer Death Metal é como eles mesmos.

Em “Requiem for Mankind”, tem-se uma autêntica aula de como se fazer Death Metal dos anos 90 com uma sonoridade adaptada para os novos tempos. Todos os elementos mais básicos estão em suas composições, e o “feeling” atual vem da gravação. Ou seja, aquela crueza musical quase pueril está aqui, e soando jovem e vigorosa.


Arranjos/composições:

Como citado acima, todos os elementos mais conhecidos do Death Metal à moda antiga estão aqui: ritmo com velocidade sem exageros, boas mudanças de tempos, vocais urrados de uma forma bem clássica (quem conhece o trabalho de Karl, sabe como ele evoluiu com o passar dos anos), guitarras tecendo riffs pesados e brutos, e tudo funcionando como uma máquina bem azeitada.

O que diferencia o quarteto de “emuladores” atuais é a espontaneidade. Sim, pois “Requiem for Mankind” não soa forçado ou pretensioso, mas mesmo com seu jeito clássico, é atual, e vivo. Aliás, vivo e feroz!


MEMORIAM ao vivo
Qualidade sonora:

A banda não abriu mão de buscar algo de mais qualidade para a sonorização de “Requiem for Mankind”, pois Russ Russell (que tem trabalhos com NAPALM DEATH, DIMMU BORGIR, AT THE GATES, AMORPHIS e outros em seu currículo) é quem colocou a mão na massa.

Resultado: a crueza sonora clássica do Death Metal está ali, mas os ouvintes perceberão que vem do conjunto de timbres instrumentais usados pelo quarteto, pois a sonoridade está clara e bem definida, permitindo que a música do quarteto seja assimilada facilmente. Ou seja, tem-se o melhor dos dois mundos.


Arte gráfica/capa:

Só de falar o nome do mestre Dan Seagrave deveria ser mais que suficiente para se ter uma ideia do que a arte da capa expressa. Mais à moda antiga impossível. Além disso, o trabalho de Marcelo Vasco no layout e design deu um brilho todo especial. E sem falar que a Shinigami Records tem usado bastante o recurso do “obi” em seus lançamentos.


Destaques musicais:

Até o número de canções reflete a essência Old School do quarteto: 10 amassa crânios capazes de deixar pescoços e ouvidos doendo com facilidade.

“Shell Shock” parece ser uma canção simples e direta, mas algumas mudanças de ritmo se mostram providenciais (o que mostra que baixo e bateria estão bem, sem exagerar demais na técnica ou velocidade); um ritmo em andamento mediano aguarda o ouvinte na brutal “Undefeated” (que é permeada por ótimos riffs de guitarra); algumas melodias sinistras e brutas surgem nas guitarras durante “Never the Victim”, mostrando a versatilidade do grupo; a ambientação soturna e diferenciada de “Refuse to Be Led” é outro ponto alto (com baixo e bateria mostrando mais uma vez sua força); o jeito sedutor à moda antiga de “Requiem for Mankind” (uma canção realmente permeada por elementos dos anos 90, especialmente nos riffs e vocais) e “Fixed Bayonets” (impossível não se empolgar com essas harmonias). E a instrumental “Interment” revelam melodias cruas e soturnas que não são tão usuais nesse jeito de se fazer Death Metal, mas que não destoam do contexto do disco.

Estas são as melhores, embora o disco inteiro seja uma aula de autenticidade (e integridade) musical.


Conclusão:

Se a velha regra de “o terceiro disco é à vera”, o MEMORIAM passa no teste com louvor. É ouvir “Requiem for Mankind” e ter esta certeza.


Nota: 9,1/10,0

Texto: “Metal Mark” Garcia

Shell Shock



Requiem for Mankind

sábado, 2 de novembro de 2019

GUILHERME COSTA - Light of Revelations



Ano: 2019
Tipo: Full Length
Selo: Independente
Nacional


Tracklist:

1. Fight Against Myself 
2. Bloody Wars
3. Inside my Mind
4. Rising Star 
5. The Sound of Hope
6. A Invitation to the Soul
7. Light of Revelations
8. Homeland
9. Come On and Play (bônus)
10. The Beginning of a Journey (bônus)
11. The King’s Last Speech (bônus)


Banda:



Guilherme Costa - Guitarras, Baixo, Bateria, Teclados


Ficha Técnica:

Gus Monsanto - Produção, Vocais em “Fight Agaisnt Myself” e “Light of Revelation”
Celo Oliveira - Produção
Jefferson Gonçalves - Vocais em “Rising Star”


Contatos:

Site Oficial:
Assessoria:
E-mail:

Texto: “Metal Mark” Garcia


Introdução:

Alguns guitarristas percebem que, para alcançar um público mais amplo, é necessário se expressar não apenas com seis cordas. Infelizmente, salvo raros casos, poucos “guitar orientated albums” conseguem alcançar ouvintes que não sejam outros guitarristas. É um meio musical difícil de penetrar, mas não impossível.

E nisso, o guitarrista GUILHERME COSTA mostra-se um nome e tanto, pois seu mais recente trabalho, o álbum “Light of Revelations” foge às regras.


Análise geral:

O que existe no CD é uma mistura de temas instrumentais e alguns cantados, logo, consegue fundi o que há de melhor dos dois mundos: quem é um ouvinte comum vai gostar do que é exibido nas faixas cantadas (e mesmo nas instrumentais), e quem gosta de apreciar o aspecto técnico das seis cordas vai gostar, pois o estilo de Guilherme é bem versátil.

Além disso, a expressividade musical da guitarra foge à regra ‘ótimo para guitarristas, chato para ouvintes comuns’. Longe de ser meramente um guitarrista de Metal e Rock, há um evidente jeitão Fusion Rock evidente, e um toque eclético interessante (como a ambientação ‘noir’ de “Inside my Mind”).

Traduzindo: é um disco que satisfará a todos, sem exceção.


Arranjos/composições:

Como um guitarrista com boa formação acadêmica (Guilherme é formado em Licenciatura em Educação Musical Escolar pela UEMG), o que se houve em termos musicais é um estilo de tocar sólido e cheio de ‘feeling’, totalmente focado em criar boas composições, e não aulas de ‘shreds’ para exercitar egos inflados. E não seria nenhum pecado dizer que “Light of Revelation” tende a ir de encontro ao gosto musical de muitos. Rock, Blues, Pop, Jazz, Metal, tem de tudo um pouco, mas sempre de forma coesa.

Além disso, é interessante como as canções são bem arranjadas, proporcionando passagens dinâmicas e outras que se agarram aos ouvidos. Sim, algo tão encolvente que dá vontade de ouvir 10, 20 vezes seguidas.


Qualidade sonora:

Gus Montsanto e Celo Oliveira produziram o disco no Dalva 1 Studios, em Niterói (RJ). E mesmo para os mais exigentes e catadores de piolhos (ou seja, aqueles que adoram analisar a sonoridade de um disco ponto a ponto) não terão do que reclamar: a sonoridade é forte, vigorosa e pesada, mas clara e muito inteligível.

Poderia ser melhor? Sim, mas já está ótima.


Arte gráfica/capa:

A colaboração entre Bruno Bavose (fotografia) e a Ana Morais (artista gráfico) criou uma capa interessante, que pode ser uma representação dos contrastes dos sentimentos humanos, da inconstância que nos permeia.


Destaques musicais:

Com maior tempo para expor suas ideias em forma de música, Guilherme acertou a mão, fazendo de “Light of Revelation” uma experiência ótima.

“Fight Against Myself” é pesada e cantada, permeada por um feeling melodioso e moderno, e cheia de energia, enquanto a instrumental “Bloody Wars” já tem um jeito mais Metal (não é de estranhar um jeitão meio Maiden nas guitarras dobradas). Já “Inside my Mind” (outra faixa instrumental) mostra um clima bem ‘boate noir’, com um jeito mais melancólico. As belíssimas melodias de “Rising Star” (mais uma cantada) são comoventes, justamente porque há contrastes de partes limpas e distorcidas. Um Hard com toques Prog Metal instrumental e pegajoso é o que se tem em “The Sound of Hope”, enquanto algo mais Folk/acústico e aconchegante dá as caras em “A Invitation to the Soul”. Mais pesada e voltada ao Power Metal sinfônico é “Light of Revelations”, outra cantada, e que tende a conquistar os ouvintes por suas melodias. Agora, todo o lado Fusion Rock do disco surge em “Homeland”, ou seja, surge a fluência técnica minimalista nos arranjos de guitarras, mas que não sobrecarregam os sentidos (inclusive se percebem ‘inserts’ de música brasileira aqui e ali).

Na versão física do disco, ainda existem 3 bônus: as canções do EP “Come On and Play”, que são a própria faixa-título, “The Beginning of a Journey” e “The King’s Last Speech”, justamente um presente para quem não conseguiu o EP.


Conclusão:

O jeito mais simples e acessível aos que não são fãs de discos para guitarristas de “Light of Revelation” é uma grata surpresa, e mostra que GUILHERME COSTA é um artista impressionante, que merece espaço em qualquer coleção de discos que se preze.


Nota: 8,6/10,0

Fight Against Myself