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terça-feira, 7 de agosto de 2018

THE GARD (Prog/Heavy Metal - Campinas/SP)



Início de atividades: 2010

Discos lançados: Madhouse

Formação  atual: 

Beck Norder - Vocais, baixo
Allan Oliveira - Guitarras
Lucas - Bateria

Cidade/Estado: Campinas/SP



MG: Como a banda começou?O que os incentivou a formarem uma banda?

Allan Oliveira: A THE GARD já existia com algumas formações diferentes antes dessa que lançou o álbum e está junta desde 2010. A ideia era nos expressar através do Rock, que é o estilo que nos une. Sempre quisemos compor nossa própria música e fazer nossa arte. E, então, acabamos nos encontrando em um bar em Indaiatuba e conversando sobre este anseio.


MG: Quais as maiores dificuldades que estão enfrentando no cenário?

Allan: Encontrar espaços adequados para apresentarmos nosso show, isto é, com equipamentos de som bons, um bom espaço para receber o público, que pague dignamente os músicos (proporcional ao público), que coloque atrações autorais em dias “bons” (sexta-feira, sábado e quinta-feira) e em horários bons (20h – 00h).


MG: Como estão as condições em sua cidade em termos de Metal/Rock? Conseguem tocar com regularidade? A estrutura é boa?


Allan: Infelizmente a maior parte dos bares e casas de show só querem contratar bandas cover. As bandas de música autoral aparecem em dias em que já não há movimento (domingos a tarde, quarta-feira), sem falar que o cachê, quando tem, não paga nem o transporte dos músicos.


MG: Hoje em dia, muitos gostam de declarar o fim do Metal, já que grandes nomes estão partindo, e outros parando. Mas e vocês, que são uma banda, como encaram esse tipo de comentário?

Allan: Na década de 60, quando os Beatles começaram a tocar, falava-se que a era da música com guitarras, o rock, estava para acabar. Depois de quase 60 anos, o rock ainda é um estilo musical revelador e que atrai muitos fãs. Os tempos são outros, e a maneira de consumir essa música também mudou ao decorrer do tempo... A música ainda existe, só estamos nos adaptando a isso de ver a primeira geração de roqueiros partirem.


MG: Em termos de Brasil, o que ainda falta para o cenário dar certo? Qual sua opinião?

Allan: Acho que falta mais eventos culturais promovidos gratuitamente para a população. E que esses eventos articulem com artistas locais para que possam se apresentar. Cidades grandes têm grande população, consequentemente mais público, mais bandas, por isso deveriam ter mais eventos.


MG: Deixem sua mensagem final para os leitores.

Allan -Escutem nosso álbum “Madhouse”! Se você é fã de rock, música bem trabalhada e que misture sonoridades de outros estilos musicais, escute “Madhouse”! Se você quer uma prova que o Rock está vivo, com mais pegada e com muita criatividade para mostrar, escute “Madhouse”! Escute “Madhouse”!

Mais Informações:
www.thegardband.com
www.facebook.com/thegardband
www.youtube.com/thegardband
www.soundcloud.com/thegardband
www.instagram.com/thegard_band



BLIXTEN (Heavy Metal - Araraquara e São Carlos/SP)



Início de atividades: Setembro de 2013 

Discos lançados: "Stay Heavy" (EP - 2018)

Formação  atual: 

Kelly Hipólito  - Vocais
Miguel Arruda - Guitarras
Aron Marmorato - Baixo
Murilo Deriggi - Bateria

Cidade/Estado: Araraquara e São Carlos - SP



MG: Como a banda começou? O que os incentivou a formarem uma banda?


Kelly Hipólito: A banda começou num misto de vontade e liberdade.

Já estive em banda durante muito tempo, sempre tocando cover, minhas composições ficavam de lado. Queria ter uma banda que tivesse a minha cara, as minhas inspirações, que fosse eu ali nas músicas e nada mais. A BLIXTEN já teve várias formações, e sempre pareceu que a gente não tinha seu lugar definido na cena. A banda estava escondida dentro da própria banda. Até encontrar os meninos que fazem parte da formação de hoje. E está dando super certo, a BLIXTEN agora tem cara de BLIXTEN.


MG:Quais as maiores dificuldades que estão enfrentando no cenário?

Kelly: Os contratantes são as maiores dificuldades. Porque o público tá aí, sempre esteve.

Muitos não querem dar uma ajuda de custo na viagem de uma banda que vem de fora, ficam naquela de dar apenas uma porcentagem da entrada, ou querem te pagar com bebida. Quem entra nessa vida de corpo e alma, sabe o quanto isso dói. Gastamos dinheiro pra várias coisas, ensaios, figurino, instrumentos, aulas, gravações e tantos outros detalhes que fazem a diferença. Aquele litrão que você oferece no final do show não vai nos ajudar.


MG:Como estão as condições em sua cidade em termos de Metal/Rock? Conseguem tocar com regularidade? A estrutura é boa?

Kelly: Tem muita banda ótima, muito músico sensacional.

A última vez que tocamos em Araraquara foi em junho, na seletiva para o Araraquara Rock, então não foi 100% um show, foi uma competição.

Tem um pessoal por aqui que sempre está fazendo evento para as bandas tocarem, mas é sempre o mesmo estilo, Hardcore (o que na verdade a maioria das bandas daqui são assim), sempre que posso compareço para prestigiar as bandas dos amigos, mas no caso de tocar, não dá pra enfiar ovo cozido no meio de sorvete, porque você sabe que não vai dar certo.

Temos poucas casas de shows com uma boa estrutura, não vou citar nomes.

Em São Carlos precisamos tocar mais…


MG:Hoje em dia, muitos gostam de declarar o fim do Metal, já que grandes nomes estão partindo, e outros parando. Mas e vocês, que são uma banda, como encaram esse tipo de comentário?



Kelly: É um grande absurdo, talvez é porque o pessoal esteja tão acostumado com os clássicos que esqueceram do novo. Já tive essa visão pobre da cena, a BLIXTEN me proporcionou ver tudo isso de forma diferente. Você não precisa repetir a mesma fórmula que uma banda que você curte usou lá nos anos 80, esqueça isso, deu certo uma vez, e pronto, acabou.

Eu sou uma grande fã de Twisted Sister, Anthrax, Dio e Warlock, aprendi muito com eles, e tenho um pouco de cada deles na hora que eu canto, assim como os meninos tem o deles na hora de tocar, mas quando a gente se junta pra criar, somos nós quatro sendo apenas nós. Toda vez que subimos ao palco, mostramos que o Heavy Metal não morreu, e nunca irá, ele apenas volta mais forte.


MG:Em termos de Brasil, o que ainda falta para o cenário dar certo? Qual sua opinião?


Kelly: Aquilo que eu falei anteriormente… Além dos contratantes, é o público parar de sentir falta dos clássicos e ver que o novo também é sensacional, cheio de fúria, sua banda clássica também foi uma banda nova se descobrindo.



MG:Deixem sua mensagem final para os leitores.

Kelly: Permaneçam verdadeiros naquilo que vocês acreditam.

Lute com toda a garra, defendam aquilo que vocês praticam.

Stay heavy, stay hard, stay true as steel!



Mais Informações: 



terça-feira, 10 de julho de 2018

FUSILEER (Thrash Metal - Guarapuava/PR)


Início de atividades: 2010
Discos lançados: War Triumph (EP)
Formação atual: Kiko (baixo, vocais), Fernando (guitarras), Adilson (bateria)
Cidade/Estado: Guarapuava/PR


MG: Como a banda começou? O que o incentivou a formarem uma banda?

Kiko: A banda começou em setembro 2010 com o nome de Immortality dois irmãos e um primo que pensavam em fazer um Heavy Metal tradicional com o passar do tempo o som foi ficando mais pesado e aí houve uma reformulação do estilo passando então a se chamar FUSILEER e adotando o Thrash Metal a partir de 2014.


MG: Falem um pouco sobre este atual álbum. Como foi feita a parte de composição, gravação e lançamento?

Kiko: O “War Triumph” é uma Demo com 6 músicas bem Thrash Metal Old School fizemos tudo com o sangue Thrash nas veias mesmo, gravada e mixada em apenas 2 meses e lançada sem nenhum selo ou apoio totalmente independente alcançou lugares que a banda não imaginava que ia chegar.


MG: Quais as maiores dificuldades que estão enfrentando no cenário?

Kiko: As dificuldades são as mesmas de sempre lugares que abram as portas pra bandas dependentes para o underground e principalmente os que se dizem tão a favor do movimento mais querem que as bandas paguem pra tocar; todos ganham em um evento segurança, bar, organizador e na maioria das vezes a banda não, uma banda tem custos (e não são poucos) acredito que esta seja a maior dificuldade.


MG: Como estão as condições em sua cidade em termos de Metal/Rock? Conseguem tocar com regularidade? A estrutura é boa?

Kiko: As coisas não são tão simples assim em qualquer parte mais acredito que para o tamanho da cidade aqui é bem movimentado o cenário underground. Tem uma estrutura ótima quando se propõe a fazer algum evento aqui por aqui. Estamos tocando bem ultimamente e a ideia é aumentar esse número de shows assim que saia o novo álbum!!!


MG: Hoje em dia, muitos gostam de declarar o fim do Metal, já que grandes nomes estão partindo, e outros parando. Mas e vocês, que são uma banda, como encaram esse tipo de comentário?

Kiko: Tudo tem que ser renovado, lendas são lendas jamais serão esquecidas, mas tem muita coisa boa por aí. Somos fãs de Metal também, não cabe a nós só criticar mais também ter esperança e o que gostamos de ouvir e fazer tenha seu reconhecimento, como já diz a música do VIOLATOR, uma das referências para nós no Underground: “The Plague Never Dies”.


MG: Em termos de Brasil, o que ainda falta para o cenário dar certo? Qual sua opinião?            

Kiko: A minha opinião é que devemos valorizar e respeitar o que temos em nosso país tem bandas que são ótimas ou tão quanto as chamadas “gringas”.


MG: A banda já trabalha em um novo álbum certo? Fale um pouco mais dele para os nossos leitores.


Kiko: Estamos trabalhando a quase um ano já desde a composição,gravação e mixagem já estamos em fase final acertando alguns detalhes. Tudo foi feito bem planejado sem pressa para que o resultado seja o melhor possível. O álbum conta com 8 músicas todas seguindo a linha Thrash Metal,a sonoridade e qualidade de som bem produzidas em questão do primeiro trabalho estamos bem satisfeitos com o que está sendo feito.

Quem conhece a banda pode se preparar para a pancada sonora!!!


MG: Além deste novo material, quais são os projetos futuros da banda?

Kiko: A princípio é o lançamento deste álbum aí vamos planejar um sistema de divulgação em massa, toda banda quer alçar lugares mais altos acredito eu.

MG: Deixem sua mensagem final para os leitores.

Kiko: Agradecemos o apoio de quem está sempre acompanhando a banda as críticas o público que sempre incentiva e quer saber quando sai o novo CD pode ter certeza que vai valer a pena a espera.

Agradecemos ao Patrick (Sangue Frio Produções) que é um dos idealizadores desse projeto ao Thiago (Fug Design) pela arte e também ao Alessandro (Space K Studio) pela parceria paciência e apoio para que o resultado final seja o melhor possível, e principalmente ao espaço que nos permitiram para essa entrevista.

E a mensagem que deixamos é que o Metal precisa de nós e resta a nós não deixar esse estilo morrer o underground corre em nossas veias!

“Thrash 'till Death”.


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quinta-feira, 28 de junho de 2018

DIVULSOR (Death Metal - Curitiba/PR)




Início de atividades: 2015
Discos lançados: “Defiled Corridors of Ruptured Oblivion” (EP)
Formação atual: Bruno Schmidt – Vocais, guitarras, programação de bateria
Cidade/Estado: Curitiba - PR


BD: Como a banda começou? O que o incentivou a formar uma ‘one man band’?

Bruno Schmidt: Olá, primeiramente obrigado pela oportunidade de estar no Heavy Metal Thunder! Olha sempre toquei em outras bandas de metal, mas o DIVULSOR começou a tomar forma eu compus riffs mais velozes e queria gravar e tocar ao vivo, mas todos sabem da dificuldade em manter uma formação fixa em banda. Não penso como sendo uma one-man-band na verdade, mais como Death Metal mesmo.


BD: Falem um pouco sobre este atual EP. Como foi feita a parte de composição, gravação e lançamento?

Bruno: A composição do EP “Defiled Corridors of Ruptured Oblivion” foi um apanhado de ideias antigas e novas, cada riff me vem na cabeça com uma bateria específica e então monto tudo. Gravação acabou tomando um pouco mais de tempo que pensei, mas não será o caso do full length que está por vir esse ano. Lançamento por enquanto somente a Sevared Records nos EUA lançou o EP, mas creio também que pro próximo trabalho a distribuição será um pouco maior.


BD: Quais as maiores dificuldades que está enfrentando no cenário?

Bruno: Bem as dificuldades são as coisas dos underground, que é o que todos conhecem, mas não me queixo muito porque todos tem sido bem receptivos com o DIVULSOR, nos lugares que vou tocar e as pessoas não conhecem o som, mas acabo recebendo bastante apoio e o público tem gostado. As dificuldades também são aquelas coisas do país, estradas ruins, correios péssimos, com atraso de envio, essas coisas.


BD: Como estão as condições em sua cidade em termos de Metal/Rock? Conseguem tocar com regularidade? A estrutura é boa?

Bruno: Olha aqui em Curitiba tem poucos lugares na verdade, antigamente tinham mais casas, tenho tocado com alguma frequência, mas tenho tocado mais em outras cidades do que aqui.


BD: Hoje em dia, muitos gostam de declarar o fim do Metal, já que grandes nomes estão partindo, e outros parando. Mas e você, como encara esse tipo de comentário?

Bruno: É triste ver nomes grandes e importantes se aposentando ou integrantes morrendo, sou curioso para saber quais serão os nomes que estarão tocando daqui a vamos dizer, 20 anos. Morrendo não está, na verdade vejo que o metal nunca esteve tão popular quanto hoje.


BD: Em termos de Brasil, o que ainda falta para o cenário dar certo? Qual sua opinião?

Bruno: No Brasil o Metal se vira do jeito que pode, antigamente era tudo mais difícil, hoje estamos muito mais na rota de shows, temos disponibilidade de equipamentos melhores. Tem muita pilantragem e preguiça de investir em qualidade de estrutura eu vejo, e os problemas corriqueiros do país agravam tudo isso. 


BD: A banda já trabalha em um novo álbum certo? Fale um pouco mais dele para os nossos leitores.

Bruno: Bem no momento as demos estão terminadas e será um disco de curta duração, em torno de 30 min, mais brutal e não vejo a hora de apresentar essas músicas novas.


BD: Além deste novo material, quais são os projetos futuros da banda?

Bruno: Olha, a prioridade do DIVULSOR é fazer shows e permanecer dentro do circuito Death Metal.


BD: Deixe sua mensagem final para os leitores.

Bruno: Mais uma obrigado pelo espaço concebido no Heavy Metal Thunder Brasil, aos leitores que forem curiosos em ouvir, o som do DIVULSOR está disponível nas plataformas online, adquirir em formato físico do EP comigo e interesse para shows também é só entrar em contato. Valeu pela força e pelo apoio às bandas autorais aí.


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terça-feira, 19 de dezembro de 2017

EDEN SEED (Thrash/Heavy/Metal Eclético - São Paulo/SP)


Banda: EDEN SEED

Estilo: Thrash Metal/Heavy Metal/Eclético mas sempre Metal

Início de atividades:29/06/2016

Discos lançados: EP “Rising Up” / Single “Maria Candelária”

Formação atual: Luis Henrique (Vocal), Gisele Marie Rocha (Guitarras), Matheus Manente (Baixo), Marcos Henrique (Bateria)

Cidade/Estado: São Paulo (SP)

Influências musicais: Cada vez se torna mais estranho e algo incômodo falar sobre as influências do EDEN SEED, porque a banda tem incontáveis influências, nem todas são de metal, muitas são incompreensíveis e a banda é realmente eclética, embora seja sempre extremamente pesada. Eu (Gisele Marie Rocha) poderia citar aqui PANTERA, MEGADETH, BLACK SABBATH, JUDAS PRIEST, OZZY, ANTHRAX, mas isto é muito pouco e limitador para citar o grande e variado número de influências da banda.


BD: Como a banda começou? O que os incentivou a formarem uma banda?

Gisele Marie Rocha:O EDEN SEED só surgiu devido à minha insatisfação em relação à atuação da banda que eu tocava antes. Então eu saí daquela banda em agosto de 2015 decidida a formar uma nova banda para mim, uma nova banda de metal, com horizontes musicais mais amplos, pesada como todo o meu trabalho até hoje, e mais atuante. Bem, música é o meu trabalho, a minha profissão e a minha vida, e eu acredito que todos os membros da banda também sentem isto, e é por isso que temos uma banda.


BD: Quais as maiores dificuldades que estão enfrentando no cenário?

Gisele: Tocar em uma banda de Metal no Brasil já é por si só uma dificuldade, mas nós acreditamos de fato na globalização e no alcance mundial através da internet. O cenário no Brasil está difícil porque os espaços para banda autoral são ou limitados ou ineficientes, e o público brasileiro é extremamente colonizado, mas os objetivos do EDEN SEED sempre foram relacionados ao mercado mundial, então seguimos em frente.


BD: Como estão as condições em sua cidade em termos de Metal/Rock? Conseguem tocar com regularidade? A estrutura é boa?

Gisele: A estrutura nunca é boa no Brasil, em qualquer cidade. São Paulo não foge à regra, e tudo isto é agravado pela situação difícil do cenário econômico atual. Temos feito shows com certa frequência, mas como o EDEN SEED é uma banda muito nova e nós estamos no momento concentrados na produção do nosso primeiro full álbum, que deverá ser lançado no começo de 2018, então eu acho que vamos começar a encarar shows mesmo a partir do ano que vem.


BD: Hoje em dia, muitos gostam de declarar o fim do Metal, já que grandes nomes estão partindo, e outros parando. Mas e vocês, que são uma banda, como encaram esse tipo de comentário?

Gisele: Isto é um tipo de comentário de quem parou no tempo e está olhando para trás em vez de olhar para frente. O Metal é um estilo de música, que nunca irá acabar. Quantas vezes será que o fim do blues, do rock em geral, do jazz, da música erudita, foi declarado? No entanto, todos estes estilos de música continuam mais vivos do que nunca e sempre estarão vivos. Assim é com o Metal, que no fim das contas é um estilo musical, como estes que eu citei! Metal nunca vai acabar! Metal não é moda, é música.


BD: Em termos de Brasil, o que ainda falta para o cenário dar certo? Qual sua opinião?

Gisele: O que é dar certo? O Brasil já passou por fases em que o cenário musical em geral, e isto transcende o Metal, era tão bom quanto em qualquer outro canto do mundo, como Europa, Estados Unidos, Ásia... O problema não é o Metal em si, mas sim o cenário brasileiro atual, onde você tem pouco espaço para a arte em geral no país, uma população com poucas oportunidades de variação cultural, cuja atenção e capacidade cognitiva é bem direcionada para descartáveis e coisas fugazes. Mas falando especificamente em termos de Metal, falta muita coisa, falta a atuação realmente profissional de pessoas e equipes que atuam no cenário, falta sempre a união de bandas e público, mas a mudança está em todos nós que atuamos no cenário Metal e não estamos fazendo a nossa parte, todos nós, músicos, produtores, bookmakers, empresários, casas de shows, etc...


BD: Deixem sua mensagem final para os leitores.

Gisele: Não adianta ficar reclamando da realidade se você não tem uma atuação positiva e não faz a sua parte! Cultive e exercite a consciência, opinião própria, senso crítico, seja você mesmo, e paz para todos!


Links para contatos:
EDEN SEED – PÁGINA OFICIAL NO FACEBOOK: https://www.facebook.com/EdenSeedBand/

EDEN SEED – SITE OFICIAL: http://www.eden-seedband.com/

Links para audição: https://soundcloud.com/eden-seed

OBS.: se a banda possuir discos no Bandcamp, Soundcloud, e clipes oficiais, coloque-os aqui.
EDEN SEED – CANAL DA BANDA NO YOUTUBE: https://www.youtube.com/channel/UCt2y9oH-Z3gMv2fDOAhm7Uw

BANDCAMP: https://edenseed.bandcamp.com/


Vejam o vídeo para “No Violence”, novo Single do EDEN SEED:

SAND CRUSADER (Death Metal Progressivo - Belém/PA)


Estilo: Death Metal Progressivo

Início de atividades: 2016

Discos lançados: "Sand Crusader"

Formação atual:
Wael Daou - guitarra
Tiago Belem - bateria
Gleyson Souza - baixo
Edu Lobo - vocal

Cidade/Estado: Belém/PA

Influências musicais: DEATH, Jason Becker.


BD: Como a banda começou? O que os incentivou a formarem uma banda?

Wael Daou: A banda começou com o intuito de tocar o álbum recém lançado do guitarrista Wael Daou, e com o passar do tempo foi tomando proporções maiores a cada show! Hoje estamos em processo de composição de um novo disco.


BD: Quais as maiores dificuldades que estão enfrentando no cenário?

Wael: Locais para shows, estrutura e incentivo, falta de cachês e dificuldade em vender material autoral.


BD: Como estão as condições em sua cidade em termos de Metal/Rock? Conseguem tocar com regularidade? A estrutura é boa?

Wael: Temos pessoas focadas e esforçadas pra fazer com que cena ande! Graças a elas estamos conseguindo nos apresentar. A cena autoral em Belém é enorme e cheia de bandas incríveis esperando oportunidades.


BD: Hoje em dia, muitos gostam de declarar o fim do Metal, já que grandes nomes estão partindo, e outros parando. Mas e vocês, que são uma banda, como encaram esse tipo de comentário?

Wael: O Metal é um estilo de vida... um modo de pensar e nunca morrerá! Basta o público se interessar por bandas novas e dar espaço a elas.


BD: Em termos de Brasil, o que ainda falta para o cenário dar certo? Qual sua opinião?

Wael: Apoio do público. Artista de modo geral no Brasil e no mundo não é valorizado até que estoure...


BD: Deixem sua mensagem final para os leitores.

Wael: Apoie a cena local e consuma os seus produtos! Isso ajuda a banda a manter suas atividades!




Vejam o vídeo de "Thorns of Joy", do disco "Sand Crusader":

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

CANÁBICOS (Metal/Rock Alternativo - Araguari/MG)


Início de atividades: 2013

Discos lançados: “La Bomba” (2013), “Reféns da Pátria” (2014), “Alienígenas” (2015), “Intenso” (2017)

Formação atual: Clandestino (vocal), Murcego González (guitarra e vocal), M.M.(guitarra), Mestre Mustafá (Bateria), Pablo Vieira (baixo)


BD: Como a banda começou? O que os incentivou a formarem uma banda

Murcego Gonzales - A banda começou em 2013; eu e o Clandestino temos uma parceria nas composições há quase uns 20 anos, já haviamos tocado junto em outros projetos e estávamos com um disco gravado (La bomba), porém sem nome e sem banda. Foi quando tivemos a ideia do nome Canábicos! Apresentamos o material para os caras, sabíamos da competência e qualidade musical deles, fizemos o convite e estamos juntos até hoje com quatro discos já gravados.


BD: Quais as maiores dificuldades que estão enfrentando no cenário?

Murcego - As dificuldades são várias, vão desde o lado financeiro até as oportunidades pra se tocar em eventos legais e bem produzidos. Gravar um disco de qualidade em um bom estúdio com um bom produtor requer investimento, os cachês provenientes dos shows ajudam, mas mesmo assim ainda temos que por a mão no bolso e completar (risos).  Ganhar espaço em grandes eventos e festivais também é complicado, tem muita banda de qualidade para pouco evento. Esse ano tocamos em alguns dos grandes como o Goiânia Noise, Festival Timbre e Festival Triangulice, todos com excelente público, estrutura e organização. Tocar nesses eventos é um dos principais objetivos e a grande recompensa.


BD: Como estão as condições em sua cidade em termos de Metal/Rock? Conseguem tocar com regularidade? A estrutura é boa?

Murcego - As condições aqui não são muito favoráveis, cidade pequena do interior (risos). Tem pouco espaço, pouco apoio também, apenas um pub com estrutura legal, mas a gente acaba organizando alguns eventos e festivais pra somar. Tocamos com uma certa regularidade pela região do triângulo mineiro, em outros estados os shows são mais esporádicos, mas essa frequência vem aumentando assim como o reconhecimento. Estamos bem satisfeitos.


BD: Hoje em dia, muitos gostam de declarar o fim do Metal, já que grandes nomes estão partindo, e outros parando. Mas e vocês, que são uma banda, como encaram esse tipo de comentário?

Murcego - Acho muito injusto declararem o "fim do Metal" porque os grandes ícones deste estilo estão partindo. Suas obras continuam aqui, estão servindo e vão continuar sendo referência para várias bandas dentro do universo do rock/metal. Eu, particularmente, adoro ouvir sons setentistas de vários artistas que já se foram e usamos muito dessas referências nas composições do Canábicos. Entendo que é quase impossível criar algo que não tenha relação com o que gostamos de ouvir, os ícones se vão, mas o Metal, o Rock e suas obras ficam!


BD: Em termos de Brasil, o que ainda falta para o cenário dar certo? Qual sua opinião?

Clandestino - Acho que principalmente o apoio da grande mídia. A proporção e disseminação do rock/metal em rádios e emissoras é quase nula comparada a outros estilos musicais. O cenário sobrevive devido à persistência dos adoradores do estilo, das bandas e organizadores de eventos que fazem o que podem pra promover e vitalizar a cultura rock/metal.


BD: Deixem sua mensagem final para os leitores

Clandestino - Curtam bastante o Intenso, mas também podem se preparar para o nosso novo disco porque estamos nos esforçando muito pra que seja o ponto alto da nossa carreira até aqui! É Noise!


Mais Informações:
www.monstrodiscos.com.br


Veja o vídeo de “Planeta Estranho”:

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

THUNDERSPELL (Heavy Metal - Belém/PA)


Início de atividades: 2010

Discos lançados: “Battle Scream” (2015)

Formação atual: Hugo Andrey (guitarra), Leo Rodrigues (vocal), Bruno Tavares (guitarra), Paulo Wallace (Bateria), Bruno Gibson (baixo)

Cidade/Estado: Belém/PA




BD: Como a banda começou? O que os incentivou a formarem uma banda?

A Banda foi formada na cidade de Belém do Pará no ano de 2010 pelo Hugo Andrey. Por possuir um gosto muito forte por bandas de heavy metal, Hugo Andrey que também tocava e uma banda antiga e muito conhecida na cena local e nacional chamada Retaliatory (Death/Thrash), decidiu formar o THUNDERSPELL após sua saída do Retaliatory. No início da banda ocorreram muitas mudanças de integrantes, o que era natural pois o THUNDERSPELL buscava pessoas que se identificassem com a proposta musical da mesma. Após alguns anos de busca, a banda encontra estabilidade com a entrada de músicos experientes oriundos de outras bandas da cena local do metal paraense. Ficando assim com a atual formação com: Bruno Tavares (guitarra), Leo Rodrigues (vocal), Bruno Gibson (baixo), Paulo Wallace (Bateria) e Hugowar Andrey (guitarra).


BD: Quais as maiores dificuldades que estão enfrentando no cenário?

A maior dificuldade que percebemos é a distância e o auto custo de passagens, pois moramos na região norte. Existem muitos Headbangers espalhados pelo Brasil que gostariam de nos verem tocando na sua cidade, só que a falta de apoio e a instabilidade financeira do país é uma triste realidade e torna muito difícil um produtor underground bancar tudo sozinho. Porém não desanimamos e sempre procuramos alternativas viáveis para que possam tornar possível levar o nosso som para todos os cantos do país.


BD: Como estão as condições em sua cidade em termos de Metal/Rock? Conseguem tocar com regularidade? A estrutura é boa?

Apesar de muitos dizerem que a cena está fraca em Belém eu vejo de outra forma. Acredito que a cena está muito forte e em plena ascensão. Muitas bandas locais produzindo materiais com nível profissional altíssimo, entre elas posso destacar: Methademic, Sand Crusader, Empeiria, Retaliatory, Opera Queen, etc. Durante a BATTLE SCREAM TOUR mantivemos uma boa média de shows tocamos em várias cidades e estados, que foi uma grata surpresa pois esse é o nosso primeiro álbum lançado e a aceitação por parte dos Metalheads por onde passamos foi incrível. Não temos o que reclamar da estrutura de Belém quanto das cidades por onde passamos, pois todas ofereceram um excelente suporte para banda.


BD: Hoje em dia, muitos gostam de declarar o fim do Metal, já que grandes nomes estão partindo, e outros parando. Mas e vocês, que são uma banda, como encaram esse tipo de comentário?

O Metal não está morrendo e nunca morrerá enquanto existirem os verdadeiros metalheads que apoiam o movimento. É claro que está ocorrendo uma transformação e uma transição natural, pois mais cedo ou mais tarde os grandes ícones do Heavy Metal mundial iram parar. Cabe as futuras gerações propagar a herança e o legado que elas estão deixando para nós. Comentários pessimistas e comparações saudosistas sempre haverão, o chamado confronto de gerações. Mas o Metal nunca morrerá.


BD: Em termos de Brasil, o que ainda falta para o cenário dar certo? Qual sua opinião?

Esse é um assunto complicado, pois envolve vários fatores, mas o principal de todos seria a falta de Apoio, seja por parte de empresas privadas, governo, mídia, público em geral etc. Falta também o próprio Headbanger brasileiro acreditar nas bandas do seu país, e valorizar verdadeiramente o que é produzido aqui.


BD: Deixem sua mensagem final para os leitores.

Queria agradecer o espaço, iniciativas assim são muito importantes para as bandas undergrounds poderem mostrarem o seu trabalho. Se você ficou interessado é só procurar o THUNDERSPELL nas redes sociais (Facebook, YouTube, etc). Temos um álbum “Battle Scream” lançado de forma independente em 2015, quem quiser adquirir é só entrar em contato com a gente.

Valeu!

HEAVY METAL WILL NEVER DIE!


Links para contatos:



Links para audição:

Let Me Live Metal (clipe): https://www.youtube.com/watch?v=-fBhn82BzwM   
FirePower (Raven Cover) (clipe): https://www.youtube.com/watch?v=77DBHekXcW8  
Black Flames (clipe): https://youtu.be/8u14PUXT7P0
Entrevista2: https://youtu.be/DNL62qIhRg0

Veja o vídeo de “Shadow Zone”:

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

ESCARNNIA (Thrash/Death Metal - Palmas/TO)


Início de atividades: 2012
Discos lançados: “Humanity Isolated”
Formação atual: Ismahell (vocais, guitarra), Samuel (bateria), Natanael (baixo) e Valber (guitarra)
Cidade/Estado: Palmas/TO


BD: Como a banda começou? O que os incentivou a formarem uma banda?

Samuel Santos: A banda surgiu de um desejo já antigo, desde jovem montava uma banda ou outra, mas nunca vingava, então em 2012 conseguimos finalmente a primeira formação, nesse mesmo ano fizemos a nossa primeira apresentação e foi insano superou nossas expectativas, nosso primeiro baterista não pode continuar e somente em 2013 a banda firmou a formação que dura ate hoje, nesse meio tempo fizemos grandes shows ao lado de bandas com TEST, DISGRACE AND TERROR, HEIA, MEGAHERTZ e WORST onde o guitarrista Tiago Hóspedenos deu a oportunidade de gravarmos primeiro álbum.


BD: Falem um pouco sobre este atual álbum. Como foi feita a parte de composição, gravação e lançamento?

Samuel: Gravamos em Sumaré/SP, no estúdio Lamparina a gravação e a masterização foi de Tiago Hóspede, guitarrista da banda (WORST).

Todas as letras foram escritas pelo nosso vocalista Ismael Santana, em nossas músicas, falamos sobre a vida cotidiana e sobre como as indignações mundiais sobre uma religião que eles tomaram e também sobre o mal das guerras.

Lançamos no inicio de 2017 onde convidamos bandas locais, o evento foi um sucesso fãs das cidades vizinhas compareceram em peso, foi um lançamento caloroso e bastante empolgante.


BD: Quais as maiores dificuldades que estão enfrentando no cenário?

Samuel: A burocracia para participar em muitos eventos no Brasil, a parte financeira contribui diretamente, e grandes bandas acabam por não conseguirem conciliar banda com a vida social.


BD: Como estão as condições em sua cidade em termos de Metal/Rock? Conseguem tocar com regularidade? A estrutura é boa?

Samuel: Dentro da cena Tocantinense já tocamos desde palcos com ótima estrutura ate o mais underground possível, já participamos dos maiores eventos do nosso estado e sempre fomos bem recebidos e em questão do movimento atual em comparação há anos atrás deu uma esfriada geral.


BD: Hoje em dia, muitos gostam de declarar o fim do Metal, já que grandes nomes estão partindo, e outros parando. Mas e vocês, que são uma banda, como encaram esse tipo de comentário?

Samuel: No Brasil é bastante complicado manter uma banda na cena underground, por falta de incentivo e pela questão financeira, tendo em vista que para uma banda ganhar destaque grande importância.


BD: Em termos de Brasil, o que ainda falta para o cenário dar certo? Qual sua opinião?

Samuel: Os fãs do gênero valorizarem mais as bandas locais, comprar matérias das bandas e ir aos shows, e isso de uma certa forma dar incentivo para que as bandas possam prosseguir.


BD: Fale um pouco dos recentes videoclipes/webclipes lançados. Como foi trabalhar neles e produzi-los?

Samuel Santos: O primeiro que foi da musica “Total Death” serviu de grande importância na divulgação do nosso trabalho de estreia, foi bastante cansativo a produção mas o resultado foi bem gratificante.



BD: Quais são os projetos futuros da banda?

Samuel: Estamos organizando nossa primeira turnê, nossos planos estão focados no lançamento do nosso primeiro álbum e pretendemos ser reconhecidos pelo mundo, estamos trabalhando para isso, é tornar-se real.


BD: Deixem sua mensagem final para os leitores.

Samuel: Agradecemos primeiramente a todos que acompanham nosso trabalho e que nos acompanham nessa jornada e que de alguma forma nos apoiam pelas redes sociais ou indo aos shows, muito obrigado Headbangers!!


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Veja o vídeo para “Total Death”: