quinta-feira, 14 de março de 2019

DEE SNIDER - Sick Mutha F**ckers: Live in the USA


Ano: 2019 
Tipo: Full Length 
Nacional 


Tracklist: 

1. What You Don’t Know (Sure Can Hurt You) 
2. The Kids Are Back 
3. Stay Hungry 
4. Destroyer 
5. I Am (I’m Me) 
6. You Can’t Stop Rock ‘N’ Roll 
7. Medley: Come Out and Play, The Pack, I Believe in Rock ‘N’ Roll, Be Chrool To Your Scuel 
8. We’re Gonna Make It 
9. I Wanna Rock 
10. Wake Up (The Sleeping Giant) 
11. Burn in Hell 
12. Shoot ‘Em Down 
13. Under the Blade 
14. We’re Not Gonna Take It 
15. The Price 
16. S.M.F. 


Banda: 


Dee Snider - Vocais 
Spike - Guitarras, backing vocals 
Keith Alexander - Guitarra base, backing vocals 
Derek “The “Skull” Tailer - Baixo, backing vocals 
Charlie Mills - Bateria, backing vocals 


Ficha Técnica: 

Denny McNerney - Engenharia, Mixagem 
Dave “Iron Road” Marfield - Arte, layout 


Contatos: 

Assessoria: coallier@aol.com (Coallier Entertainment) 
E-mail: 


Texto: “Metal Mark” Garcia



Análise geral: É estranho como, nos tempos atuais, muitos discos ao vivo que andaram escondidos por anos, começam a aparecer (ou reaparecer, no caso de relançamentos). Nos últimos anos, isso se tornou já fato, mas ainda bem que é assim, pois grandes trabalhos que merecem aplausos, enfim, chegam aos fãs.

E a Shinigami Records nos trouxe mais um desses discos ao vivo preciosos, que é “Sick Mutha F**ckers: Live in the USA”, disco ao vivo de DEE SNIDER gravado em 1995 e lançado em 1996, que originalmente se chamava “Twisted Forever - SMF’s Live”. Sim, estamos diante de um relançamento, com uma nova arte, e dessa vez, disponível para todos.

Antes de tudo, é preciso explicar que, na época, Deehavia encerrado as atividades do WIDOWMAKER, e resolveu sair em uma turnê pelos EUA tocando apenas clássicos do TWISTED SISTER, inclusive com a participação do finado A. J. Pero em alguns shows (não nesse especificamente). Sim, isso mesmo: só clássicos do TWISTED SISTER, e com performances brilhantes.


“Aovivabilidade”: Bem, quem conhece Dee Snider há anos sabe que altos níveis de energia são a marca registrada de seus shows, seja com qual banda for.

A verdade é que “Sick Mutha F**ckers: Live in the USA” mostra o mesmo “feeling” ao vivo, sem muitas edições digitais, apenas uma captação, engenharia e mixagem que não vieram para potencializar o som, apenas para mostrar o que ocorreu.

Ou seja, é um disco ao vivo 100% ao vivo!


Qualidade sonora: Justamente pela captação e mixagem terem sido feitas de forma que o conteúdo musical soe o mais próximo possível do que o grupo mostrou no show. A sonoridade é autêntica, inclusive com a participação do público bem óbvia aos ouvidos.


Arte gráfica/capa: Neste “remake” do disco original, temos capa nova, arte nova, e tudo em um formato Digipak muito bonito, evidenciando a figura icônica de Dee Snider.

Setlist: Ah, não é possível... Perguntar ou comentar esse setlist seria algo leviano para qualquer fã de Metal que conheça o trabalho do finado TWISTED SISTER. Aliás, que se diga de passagem: Deesempre foi uma força criativa enorme no quinteto, e a banda que o acompanhava levou a sério tocar estas músicas o mais próximo possível do original (reparem no som de guitarra mais seco no início de “What You Don’t Know (Sure Can Hurt You)”para ter uma ideia clara desse aspecto).

O que é admissível falar desse setlist: faltaram alguns clássicos, mas isso teria que transformar o show de mais de uma hora (1:13:13, sendo mais exato) teria que virar um show de 3 horas! E lembrando que nem mesmo “Stay Hungry Live” ou “Live At Wacken - The Reunion” possuem um show tão longo quanto o que é apresentado em Sick Mutha F**ckers: Live in the USA.

Aliás, pode-se dizer que as canções escolhidas são o suprassumo do que o finado TWISTED SISTER gravou em seus 5 discos (até mesmo do tão criticado “Love is for the Suckers” existe material presente, no caso, “Wake Up (The Sleeping Giant)”). 

O disco já começa com uma trinca clássica de peso: “What You Don’t Know (Sure Can Hurt You)”(a energia deve explodir os medidores de volume, já que além de Dee estar ótimo, o público recebe a banda gritando efusivamente), “The Kids Are Back” (um Hard ‘n’ Roll pesado e empolgante) e “Stay Hungry” (veloz e cheia de energia, que ao vivo soa ainda mais poderosa que em estúdio, é aquela mistura do peso do Heavy Metal com as melodias e refrão grudento do Hard/Glam). Após um discurso cheio de palavrões, como costumeiro de Dee Snider (e que já lhe causou problemas legais nos anos 80), vem o peso cadenciado e bruto de “Destroyer” (baixo e bateria estão perfeitos). Para equilibrar as coisas, vem a acessível e empolgante “I Am (I’m Me)” e a clássica “You Can’t Stop Rock ‘N’ Roll” (um hino à rebeldia recheado de guitarras excelentes). Para economizar tempo de show, em seguida tem-se um medley de canções de “Come Out and Play”, com trechos da faixa-título, de “Leader of the Pack” (um cover do THE SHANGRI-LAS, e que no disco é chamada simplesmente de “The Pack”), “I Believe in Rock ‘N’ Roll”, e a engraçadinha “Be Chrool To Your Scuel” (um divertido Rock básico à lá anos 50, que aqui ficou mais seco, sem os instrumentos de sopro da versão original de estúdio). Agora, a pancadaria entra em cena com o peso empolgante de “We’re Gonna Make It” e da famigerada “I Wanna Rock” (uma das mais icônicas canções do TS de todos os tempos). Recebida com aplausos, “Wake Up (The Sleeping Giant)” é uma pancada pesada à lá AC/DC, com um refrão de primeira e uma energia enorme. Mais um hino do grupo vem em seguida, a pesada e densa “Burn in Hell” (cheia de boas mudanças de ritmo), e na sequência, a acessível e grudenta “Shoot ‘Em Down”. Depois desse momento de diversão, vem a dobradinha que o PMRC perseguiu nos anos 80: a vibrante e polêmica “Under the Blade” (que guitarras!), e o maior clássico do grupo, “We’re Not Gonna Take It” (essa inclusive foi listada no “Filthy Fifteen” do PMRC), onde o público participa bastante. Para dar um “break”, temos a semi-balada “The Price”, e fechando, o tributo aos fãs em “S.M.F.”(que era o nome do fã-clube do TS nos anos 80), uma tijolada bem agressiva e com uma energia toda própria (outra que fica mais explosiva ao vivo que na versão de estúdio).

Pode parecer uma análise de um disco do TWISTED SISTER, mesmo com a menção de fatos da carreira do grupo, mas não seria Dee o herdeiro de todo esse legado, uma vez que os companheiros da formação clássica parecem estar sem planos de trabalharem com banda tão cedo? Tirem suas próprias conclusões.


Conclusão: No mais, “Sick Mutha F**ckers: Live in the USA” é um senhor disco ao vivo que mostra o quanto DEE SNIDER esteve ativo enquanto seus companheiros no TWISTED SISTER estiveram mais quietos nos anos 90. E merece aplausos!

Nota: 98%


We’re Not Gonna Take It



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