segunda-feira, 26 de novembro de 2018

EPICA - Epica vs Attack on Titan Songs


Ano: 2018
Tipo: Full Length
Nacional


Tracklist:

1. 紅蓮の弓矢 / Crimson Bow and Arrow
2. 自由の翼 / Wings of Freedom
3. もしこの壁の中が一軒の家だとしたら / If Inside These Walls Was a House
4. 心臓を捧げよ! / Dedicate Your Heart!
5. 紅蓮の弓矢 / Crimson Bow and Arrow (instrumental)
6. 自由の翼 / Wings of Freedom (instrumental)
7. もしこの壁の中が一軒の家だとしたら / If Inside These Walls Was a House (instrumental)
8. 心臓を捧げよ! / Dedicate Your Heart! (instrumental)


Banda:


Simone Simons - Vocais
Mark Jansen - Guitarra base, vocais agressivos
Isaac Delahaye - Guitarra solo, vocais agressivos
Rob van der Loo - Baixo
Coen Janssen - Teclados
Ariën van Weesenbeek - Bateria, vocais agressivos


Ficha Técnica:

Joost van den Broek - Produção, engenharia, edição, mixagem
Darius van Helfteren - Masterização
Jos Driessen - Engenharia, edição


Contatos:

Site Oficial: http://www.epica.nl/
Assessoria:
E-mail:

Texto: “Metal Mark” Garcia


É fato corriqueiro que o Japão é um dos maiores consumidores de Metal de todo o mundo, não importando qual gênero de que se fale. E vez por outra, vemos trabalhos de bandas do ocidente que têm profundas ligações com o país. É esse o caso do EP “Epica Vs Attack on Titans Songs”, novo trabalho do grupo holandês EPICA.

Realmente, eles são “workaholics” do Metal, buscando sempre novos desafios.

Este EP é todo de canções da banda japonesa LINKED HORIZON, cujo líder, Revo, é um grande fã do sexteto e lhes pediu versões Metal de suas canções. Os holandeses aceitaram e fizeram tudo ao seu modo. Logo, temos um trabalho que é basicamente Simphonic Metal, mas adornado com orquestrações e elementos grandiosos de ópera, mais o acento oriental original. Óbvio que existe consensualidade entre o que temos aqui e o trabalho do EPICA, mas os fãs notarão algo diferente do usual nas linhas melódicas, e excelente da mesma forma. Aliás, é interessante ver como o grupo conseguiu imprimir partes extremas no trabalho dos nipônicos (que tem maior acessibilidade musical).

Simplificando: “Epica Vs Attack on Titans Songs” é mais um trabalho excelente do EPICA, e que nos dá uma dimensão diferente do que todos estão acostumados.

A verdade seja dita: produzir qualquer coisa da banda nunca é simples, ainda mais tão cheio de partes orquestrais e elementos operísticos. Mas eles fizeram, e em grande forma, pois a qualidade sonora é excelente, permitindo ao ouvinte ter compreensão profunda do que está sendo tocando, sempre com timbres instrumentais excelentes.

Na arte gráfica, diferentemente do que a banda usualmente apresenta, se tem algo mais simples, direto e funcional.

Não dá para não dizer que o EPICA fez algo apenas por fazer. A grandiosidade melódica e complexidade do casamento de arranjos de elementos clássicos com outros vindos do Metal são de deixar deixam o ouvinte boquiaberto. Mesmo quem não é fã tem que se render ao talento da banda, pois não existe um momento eu seja neste disco que se possa dizer que é descartável ou cansativo. Tudo nele funciona, tem motivo de estar ali, e seria difícil imaginar a beleza harmônica do grupo sem algo que é exibido aos ouvidos tão claramente.

Uma introdução grandiosa dá partida à 紅蓮の弓矢 / Crimson Bow and Arrow”, uma canção cuja linha melódica não chega a ser complexa, e é surpreendente o uso de contrastes entre a voz robusta e aveludada de Simone, os urros guturais aqui e ali e os corais. E contrastes belos de partes grandiosas, outras mais pesadas (e envolventes) e outras mais introspectivas surge em 自由の翼/ Wings of Freedom” é outro momento excelente do disco, com guitarras ótimas e teclados providenciais. Introspectiva e profunda, “もしこの壁の中が一軒の家だとしたら/ If Inside These Walls Was a House” até o meio é guiada pelos vocais melodiosos de Simone e ambientações de teclado, mas logo ganha mais peso e um ritmo cadenciado (que ressalta bem o trabalho de baixo e bateria). “心臓を捧げよ! / Dedicate Your Heart!” é uma canção em que doces melodias e momentos de corais operísticos se alternam, mas como as guitarras estão bem nela. As próximas canções são versões instrumentais das anteriores, logo, se percebe maior ênfase em guitarras, baixo, bateria e teclados, sem deixar o lado sinfônico de lado, mas se percebe ainda melhor como o grupo capricha milimetricamente em seus arranjos musicais.

No mais, “Epica Vs Attack on Titan Songs” vem saciar os fãs do EPICA, que andam ansiosos por um novo disco do grupo. Só que explorando fronteiras dessa forma, o sexteto tende a se tornar um pilar fundamental do gênero em todo mundo.

Nota: 94%




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SINSÆNUM - Repulsion for Humanity


Ano: 2018
Tipo: Full Length
Nacional


Tracklist:

1. Repulsion for Humanity
2. Final Resolve
3. Sworn to Hell
4. I Stand Alone
5. Rise of the Light Bearer
6. Manifestation of Ignorance
7. Sacred Martyr
8. My Swan Song
9. Nuit Noire
10. Insects
11. Forsaken


Banda:


Sean Zatorsky - Vocais
Attila Csihar - Vocais
Frédéric Leclercq - Guitarras, baixo, teclados
Stéphane Buriez - Guitarras
Heimoth - Baixo
Joey Jordison - Bateria


Ficha Técnica:

Stéphane Buriez - Produção
Frédéric Leclercq - Produção
Sinsænum - Produção
Francis Caste - Mixagem, masterização
Lauren Hart (ONCE HUMAN) - Vocais em “Sacred Martyr”
Pierre le Pape - Orquestrações em “Forsaken”
Tambours du Bronx - Percussões em “Final Resolve”
Travis Smith - Artwork


Contatos:

Assessoria:
E-mail:

Texto: “Metal Mark” Garcia


Em 2016, o mundo do Metal levou uma enorme sacolejada: estava surgindo um projeto musical que reunia músicos que passaram por nomes como METALLICA, MINISTRY, SATYRICON, SLIPKNOT, ROB ZOMBIE, LOUDBLAST, DRAGONFORCE, MAYHEM, TORMENTOR, ABORYM, KEEP OF KALESSIN, entre outros. Óbvio que muitos fãs de Metal ficaram na expectativa do que o SINSÆNUM, um esforço colaborativo internacional (com músicos dos EUA, França e Hungria) poderia oferecer, e os ouvidos de muitos ficaram apitando devido ao primeiro disco deles, “Echoes of the Tortured”, de 2016. Mas quem pensou que o projeto ficaria só naquele álbum pode ir mudando o discurso: lá vem o sexteto de novo descendo a marreta em “Repulsion for Humanity”, segundo “full length” deles, e que chega ao Brasil pela parceria da Shinigami Records com a earMUSIC.

Comparando os dois trabalhos, se percebe apenas que “Repulsion for Humanity” soa mais maduro que seu antecessor, mais consensual e com sua música se apresentando mais sólida. Ainda é o mesmo Death/Black Metal de antes, cheio de energia e com boa dose de técnica, com ótimas mudanças de ritmo e certo toque “Old School Death Metal” no que se refere aos solos de guitarra. A diferença maior é que as melodias soturnas de antes ficaram mais evidentes, dando um acabamento melhor às canções. Mas não se preocupem: o nível de qualidade continua o mesmo, se é que não melhorou!

É, podem preparando os pescoços, pois é impossível segurar a cabeça quando esse disco começa a tocar, tamanha empolgação que flui dele.

Fonte: @maximetaccardiartworks
Como se pode esperar de um grupo com integrantes tão calejados, óbvio que a qualidade sonora de “Repulsion for Humanity” é um amálgama de agressividade crua com definição, ou seja, é uma brutalidade artesanal, mas costurada de forma que conseguimos entender tudo que é tocado, ou seja, algo de alto nível. Ou seja, é uma mistura bem feita de timbres sujos e orgânicos (que dão esse impacto agressivo que o disco tem) com um trabalho de mixagem e masterização bem cuidados. Por isso soa agressivo de doer os ossos, mas sem estar embolado.

Na arte gráfica, tudo ficou ótimo: da capa que tem uma aura “Velha Guarda” (impossível não estabelecer paralelos entre ela e alguns trabalhos de Death Metal dos anos 90) a um encarte muito bem feito, com uma diagramação inteligente e uma boa escolha da paleta de cores usadas. Sim, tudo em termos estéticos visuais é de primeira, mas e a música?

Mesmo (ainda) não estando entre os grandes nomes do Metal extremo, o trabalho do SINSÆNUM não perde em nada quando comparado aos seus pares. E tal afirmação é pavimentada por momentos como “Repulsion for Humanity” (brutal, veloz na maior parte do tempo, com refrão marcante e é recheada com riffs extremos de qualidade), “Final Resolve” (cadenciada, com uma pegada envolvente e momentos excelentes de baixo e bateria), “Sworn to Hell” (outra em que os tempos são cadenciados na maior parte do tempo, e onde se percebe que os solos de guitarra possuem um forte acento melódico), “Rise of the Light Bearer” (outra em que a técnica de baixo e bateria é abusivamente técnica, mas sustentando o desempenho fenomenal dos vocais), “Sacred Martyr” (o ritmo é deliciosamente envolvente, daqueles que a cabeça se move sozinha, sem que se perceba, e, além disso, os contrastes entre vocais guturais e timbres rasgados ficaram excelentes), “My Swan Song” (outra vez a banda usa de ritmos mais arrastados, ressaltando bastante as guitarras), “Nuit Noire” (essa com algo de Black Metal mais evidenciado, mesmo com o alinhavo mais técnico), e “Forsaken” (longa e bem trabalhada, a quantidade de variações rítmicas é enorme, sem falar no uso inteligente de orquestrações sinistras e teclados providenciais, e o uso de partes mais introspectivas encaixou como uma luva na canção). São apenas algumas, mas o melhor é ouvir o disco de ponta a ponta.

Ou seja, é melhor que o SINSÆNUM deixe de ser visto como apenas um projeto, e seja encarado com extrema seriedade. “Repulsion for Humanity” os credencia para o time de cima, sem sombra de dúvidas!

Nota: 98%







METAL ALLEGIANCE - Volume II: Power Drunk Majesty


Ano: 2018
Tipo: Full Length
Nacional


Tracklist:

1. The Accuser
2. Bound by Silence
3. Mother of Sin
4. Terminal Illusion
5. King with a Paper Crown
6. Voodoo of the Godsend
7. Liars & Thieves
8. Impulse Control
9. Power Drunk Majesty (Part I)
10. Power Drunk Majesty (Part II)


Banda:


Alex Skolnick - Guitarras, backing vocals
David Ellefson - Baixo, guitarra base adicional em “Voodoo of the Godsend”, backing vocals
Mark Menghi - Baixo, backing vocals
Mike Portnoy - Bateria


Ficha Técnica:

Trevor Strnad (THE BLACK DAHLIA MURDER) - Vocais em “The Accuser”
John Bush (ARMORED SAINT) - Vocais em “Bound By Silence”
Bobby “Blitz” Ellsworth (OVERKILL) - Vocais em “Mother of Sin”
Mark Tornillo (ACCEPT) - Vocais em “Terminal Illusion”
Johan Hegg   (AMON AMARTH) - Vocais em “King with a Paper Crown”
Max Cavalera (SOULFLY, CAVALERA CONSPIRACY) - Vocais em “Voodoo of the Godsend”
Troy Sanders (MASTODON) - Vocais em “Liars & Thieves”
Mark Osegueda (DEATH ANGEL) - Vocais em “Impulse Control” e “Power Drunk Majesty (Part I)”, backing vocals em “King With a Paper Crown” e “Power Drunk Majesty (Part II)”
Floor Jansen (NIGHTWISH) - Vocais em “Power Drunk Majesty (Part II)”
Andreas Kisser (SEPULTURA) - Guitarra solo adicional em “The Accuser”, “Mother of Sin”
Nita Strauss (ALICE COOPER, THE IRON MAIDENS) - Guitarra solo adicional em “King With a Paper Crown”
Joe Satriani - Guitarra solo adicional em “Power Drunk Majesty (Part II)”
Mark Menghi - Produção
Alex Skolnick - Produção
Mark Lewis - Mixagem, masterização
Marcelo Vasco - Artwork


Contatos:

Assessoria:

Texto: “Metal Mark” Garcia


Apostar em projetos musicais em períodos longos (ou seja, mais de um disco) virou algo comum nos dias atuais, já que as modernas tecnologias de gravação e taxas de conexão de internet cada vez maiores ampliaram opções. Não há mais aquela coisa de ficar em apenas um trabalho se a coisa vinga. E é o caso do METAL ALLEGIANCE, que chega ao seu segundo “full length”, o ótimo “Volume II: Power Drunk Majesty”, que temos à mão graças à parceria da Shinigami Records com a Nuclear Blast Brasil.

A verdade é: o grupo foi idealizado pelo baixista/compositor Mark Menghi, e que reúne como membros permanentes (além do próprio Mark) Alex Skolnick, David Ellefson, e Mike Portnoy. O estilo musical do grupo fica entre o Metal tradicional moderno e o Thrash Metal (muitas vezes, com toques de groove aqui e ali), o que nas mãos de músicos como os supracitados ganham magia e identidade próprias, e podemos dizer que aferem uma qualidade enorme. Mas um dos fatores mais legais é justamente que não existe um vocalista fixo no grupo, tendo vocalistas diferentes em cada uma das canções. Óbvio que temos gente da Velha Guarda, alguns da Nova Guarda, e assim, a diversão ao ouvir “Volume II: Power Drunk Majesty” está mais que garantida.

Óbvio que a qualidade sonora de um disco assim tem que ser algo que beira a perfeição, logo, Mark eAlex chamaram a responsabilidade de produzir o disco para eles mesmos, tendo Mark Lewis trabalhando na mixagem e masterização. O resultado é uma sonoridade bem feita, agressiva e moderna, mas mantendo a clareza em um nível bem alto, sem mencionar que os timbres instrumentais foram escolhidos cuidadosamente. Na arte, o trabalho artístico de Marcelo Vasco (da PR2 Design) é sempre algo belo e de primeira (embora o encarte seja mais simples).

O METAL ALLEGIANCEnão faz algo que seja novo, apenas tem uma diferenciada pela mistura de influências. Mas o conjunto de melodias da banda é de primeira, sem mencionar que, apesar da técnica de cada integrante ser reconhecida (exceto a de Markpor motivos óbvios), a preferência é por algo mais direto, funcional e que grude nos ouvidos. E isso não dá para negar: eles são mestres, com ótimos arranjos e refrães estratégicos, embora nada soe enlatado devido a excessivos polimentos.

10 canções de puro prazer em forma de Metal é o que nos é oferecido, todas elas excelentes.

E é impossível não se render em momentos como The Accuser” e sua energia Thrash/Heavy Metal (a bateria está fantástica em termos de peso e técnica), a pegada ganchuda de “Bound by Silence” (um típico ritmo de Thrash Metal norte americano, com guitarras de primeira nos riffs e solos), a oscilação entre velocidade e cadência de “Mother of Sin”, o impacto pesado e melodioso de “Terminal Illusion”, a força técnica e com ótimos arranjos de “King with a Paper Crown” (que refrão!!!), a modernidade Thrash/Groove de “Voodoo of the Godsend”, a simplicidade funcional e opressiva de “Liars & Thieves”, o jeito mais anos 80 no “approach” energético e técnico de “Impulse Control” (reparem bem nos backing vocals), a pegada em ritmo nem veloz e nem lento de “Power Drunk Majesty (Part I)”, e o capricho harmonioso e cheio de contrastes de “Power Drunk Majesty (Part II)”. Ah, sobre os vocais: não são mencionados porque só tem feras no projeto, só cantores que, se não são de conhecimento no mainstream, já são lendários para os fãs de Metal.

Óbvio que uma canção com a participação de todos os vocalistas envolvidos no disco, como foi o cover de “We Rock” (do DIO) do primeiro álbum fez um pouco de falta, mas não se pode de forma alguma dizer que “Power Drunk Majesty (Part I)” não seja um discão.

Hora de cair dentro!

Nota: 93%






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