sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

ORTHOSTAT - Monolith of Time


Ano: 2019
Tipo: Full Length 
Nacional 

Tracklist: 

1. Ambaxtoi 
2. Qetesh 
3. Eridu 
4. Incitatus 
5. Baetylus 
6. The Will of Ningirsu 
7. Tezcatlipoca 
8. Orthostat 


Banda: 



David Lago - Guitarras, vocais
Rudolph Hille - Guitarras
Eduardo Rochinski - Baixo


Ficha Técnica:

Thiago Nogueira - Bateria, produção, mixagem, masterização
David Lago - Produção


Contatos:

Site Oficial:
Facebook: https://www.facebook.com/OrthostatDM
Instagram:
Assessoria: http://www.sanguefrioproducoes.com/ (Sangue Frio Produções)
E-mail: davidlago@live.com


Texto: “Metal Mark” Garcia


Introdução: Fazer Death Metal tradicional tem se tornado cada vez mais uma tendência para muitas bandas jovens no Brasil. Além disso, o “revival” dos anos 80 que anda acontecendo por estar, de certa forma, desencadeando isso como consequência do Efeito Borboleta. Por isso, nomes como o do trio ORTHOSTAT, de Jaraguá do Sul (SC), que chega com seu primeiro álbum, “Monolith of Time”.

Análise geral: O trio é especializado em fazer o que podemos chamar de Death Metal tradicional com enfoque “Old School”, ou seja, faz referência ao som que se popularizou entre o final dos anos 80 e a primeira metade da década de 90, com inspiração nos cenários da Inglaterra (as influências de BOLT THROWER e BENEDICTION são sensíveis) e dos Estados Unidos (os vocais tem um jeitão à lá INCANTATION). O que os diferencia da maioria é o uso de uma técnica mais apurada que essa vertente costuma apresentar.

Nos temas líricos, fala-se mais em antigas civilizações e outros assuntos relacionados, o que lhes dá um toque de personalidade.

Arranjos/composições: Bruto e cru, o grupo ainda carece de maior lapidação em termos musicais, pois está na média do que se costuma ouvir do gênero. É bom, com arranjos bem legais em termos de baixo e bateria, bons riffs e vocais competentes, mas carece de mais amadurecimento. O potencial para tanto eles têm, mostram personalidade nos arranjos técnicos e nas boas mudanças de ritmo, logo, o disco é bom e os ajustes são apenas uma questão de mais ensaios e shows para entrarem no ponto certo.

ORTHOSTAT
Qualidade sonora: “Monolith of Time”poderia ter rendido mais se a produção sonora fosse melhor. Não chega a ser algo ruim ou intragável como alguns discos dos anos 90, mas não é a ideal para o trabalho do grupo. Os timbres instrumentais poderiam soar melhor aos ouvidos, em especial o das guitarras (que ficaram ocos em alguns momentos). A banda é boa, e busca soar o mais orgânica possível, mas pode (e deve) melhorar.

Arte gráfica/capa: A arte da capa é muito boa, e nela se revela toda a inclinação do trio para os anos 90, pois ela tem aquela aura sinistra dos trabalhos de Dan Seagrave.

Destaques musicais: A qualidade sonora não chega a ser um tormento, logo, é possível perceber que as canções de “Monolith of Time” denunciam uma banda que tem talento mais que suficiente para fazer algo único. E se destacam entre as 8 composições:

“Ambaxtoi”: após uma longa introdução, temos uma canção brutal e com riffs de guitarra muito bons, além de boas mudanças de andamento, variando do veloz do Death Metal tradicional até passagens mais cadenciadas.

“Eridu”: riffs velozes e solos doentios vão sendo os destaques desse murro seco nos ouvidos, e tem-se uma canção mais simples e direta.

“Baetylus”: algumas partes pontuais Doom Death Metal à lá PARADISE LOST de seus primórdios são ótimas, mas no geral tem-se maior prevalência de ritmos velozes. Os vocais são legais, mas uma maior diversidade de timbres viria bem a calhar e enriqueceriam o trabalho do grupo.

“The Will of Ningirsu”: é uma canção empolgante devido à lá SLAYER das guitarras, e à pegada mais rápida em algumas partes.

“Tezcatlipoca”: uma faixa longa, com mais de 9 minutos de duração, cheia de todos os elementos que compõem o trabalho do trio, com muitas mudanças de ritmo, e a base rítmica ficou de primeira (a bateria, apesar de tocada por um músico convidado, está fantástica), sem mencionar que os solos mostram certa inclinação melodiosa (que merece ser explorada no futuro). E o fluxo de energia é absurdo.

Conclusão: O ORTHOSTAT é um bom nome, que tende a se aperfeiçoar mais e mais conforme a experiência for amadurecendo-os e lapidando sua música. E mesmo não sendo um clássico, “Monolith of Time” é daqueles discos que merecem ser ouvidos com muito carinho.

Nota: 75%


MONSTRATH - The World Serves to Evil


Ano: 2018
Tipo: Full Length
Nacional



Tracklist: 

1. Demon Sold 
2. Incubus in Church 
3. Hellkhan 
4. Child of God 
5. Malum Suscitat 
6. Stygian 
7. Crushed Faith 
8. Chains of the Soul 
9. Bag of Bones 
10. Perishing in Christ 


Banda: 


Loi Trejo - Vocais 
J. Lugger - Guitarras 
Ramírez Cortázar - Guitarras 
Morales Elmano - Baixo 
Niko Teixeira - Bateria 


Ficha Técnica: 

Tchelo Martins - Produção, mixagem, masterização 
Tiago Assolini - Mixagem, masterização 
Wagner Meirinho - Mixagem, masterização 


Contatos: 

Assessoria: http://www.sanguefrioproducoes.com/ (Sangue Frio Produções) 
E-mail: 

Texto: “Metal Mark” Garcia



Introdução: Apesar de ser uma vertente com raízes underground e já ter sido usado e abusado por inúmeras bandas, o Death Metal continua tendo forte “appeal” no Brasil, como mais e mais bandas novas que surgem e fazem algo no estilo. Mas é interessante ver que alguns surgem criando música à sua maneira, deixando um pouco os modelos de lado e buscando algo próprio. O quinteto MONSTRATH, de São Paulo, é um deles, chegando com seu primeiro álbum, “The World Serves to Evil”.

Análise geral: Um dos pontos mais chamativos é que, apesar da agressividade desmedida de seu trabalho musical, o grupo não abre mão de fazer algo mais técnico, com a adição de momentos com Groove pontuais, e mesmo alguns toques melodiosos (como se repara nos solos). Mas se falar nisso faz com que os cabelos dos mais puritanos fiquem de pé, não se preocupem: basicamente, a música deles poderia ser definida como uma mistura de MORBID ANGEL e NAPALM DEATH com a adição de elementos do antigo AT THE GATES. Mas não se prendam à comparação, pois eles têm personalidade se sobra. Por isso há uma busca por identidade musical (e eles estão no caminho certo).

Arranjos/composições: É preciso compreender que toda essa aura bruta nasce de um “set” de riffs de guitarra muito agressivos, mas de muito bom gosto. O aspecto técnico fica evidenciado pela base rítmica sólida, pesada e com bom trabalho (reparem a técnica do baixo em “Crushed Faith” como uma amostra disso), e os vocais usando timbres mais urrados que propriamente guturais. E se percebe em vários momentos que a banda não acumula elementos apenas de Death Metal (existem partes de guitarra que irão lembrar bastante o que a dupla Andy LaRocque e Pete Blakk fazia nos anos 80), o que enriquece sua música. Além disso, a diversidade rítmica e ótimos arranjos instrumentais se complementam de forma harmoniosa.

Qualidade sonora: Gravado nos estúdios Loud Factory e Audiolab Vintage Studio, a sonoridade do disco como um todo é muito boa, buscando mesclar agressividade e limpeza sem que um aspecto sobreponha o outro. E “The World Serves to Evil” soa pesado e bruto, mas com uma sustentação bem feita.

MONSTRATH
Arte gráfica/capa: A mensagem das letras do quinteto fica óbvia na capa, e o sentido do título é evidente, com o rosto dos líderes mundiais. A ideia: não importa, pois todos acabam servindo a algo ruim.

Destaques musicais: Brutal e bem feito, “The World Serves to Evil” chega a surpreender os ouvintes em muitos aspectos, e, além disso, a banda busca distribuir a inspiração em cada uma de suas canções, o que faz o disco soar homogêneo. Mas podem ser citadas algumas faixas como mera referência nas primeiras audições.

“Demon Sold”: o impacto de peso e velocidade inicial é evidente, com a base rítmica criando boas mudanças e contrastes (pois existem mudanças de tempos). Os vocais gritados estão ótimos, criando algo diferente do gutural comum, sem falar nos solos melodiosos das guitarras.

“Incubus in Church”: Intensa e bruta, mas com um feeling “Old School Death Metal” da Flórida. É uma canção mais direta, mas com uma aula dos vocais para quem se aventura pelas vertentes extremas do Metal.

“Child of God”: o primeiro Single da banda, e é uma canção em que prima por um andamento mais comportado, mais direto. Mas isso não impede baixo e bateria de criarem algumas passagens mais cadenciadas.

“Crushed Faith”: apesar do jeitão de Death Metal tradicional “made in Florida”, verão que existem passagens diferenciadas, influências que são alienígenas ao estilo. A debulhada no baixo vai lembrar os afoitos do que Alex Webster faz, mas novamente, a parte com solos é puro KING DIAMOND.

“Perishing in Christ”: fechando, uma pancadaria veloz e bruta, com uma energia abusivamente crua fluindo da canção. Há influências de Black Metal permeando a base rítmica e os riffs de guitarras, mas os vocais sustentam o lado mais Death Metal do grupo.

Conclusão: A verdade é que o MONSTRATH já nasceu com uma banda de alto nível, e dessa forma, faz com que a audição de “The World Serves to Evil” algo prazeroso aos fãs das vertentes extremas de Metal. Mas eles possuem talento para irem ainda mais longe.

Nota: 88%


Child of God”: http://bit.ly/2SQLHSJ



Spotify

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

ROADIE METAL VOLUME 11


Ano: 2019
Tipo: Coletânea Dupla
Selo: Roadie Metal Records
Nacional
  

Tracklist:

CD 01:

1. DEATH CHAOS - Through the Eyes of Brutality
2. RAVENOUS MOB - The Enemy Undying
3. LIVING LOUDER - The Crow
4. REFFUGO - Reffugo
5. BORN TO KILL - Goodbye Soldier
6. WARAGE - Torture
7. RHEGIA - Shadow Warrior
8. LUSFERUS - Luciférico Hino
9. ANGUERE - Cadeia
10. TIBERIUS PROJECT - You Bitch!
11. LIBERTAD - Closed Fists
12. SENTINELAS DO REI - Rios do Deserto
13. NOVO CHÃO - Terra Dos Homens
14. WAR MACHINE - A New Kind
15. WAR ETERNAL - Burning Alive

CD 02:

1. KRAKKENSPIT - Fear My Name
2. MEDICINE FOR PAIN - Vendida Como Bonecas
3. HEAVENLESS - The Reclaim
4. TORTURIZER - Slaughtersouse
5. DIALHARD - Now You’re Free
6. EPITAH - Something Better Than God
7. CROMATA - Resigned in Blood
8. MAMUTE - The End
9. THE DAMNED HUMAN FLASH - Inferno
10. IN SOULITARY - Hollow
11. LONEHUNTER - Eternal Time
12. ZERO HORA - Batina do Papa
13. CxDxM - Como Um Muro Inatingível
14. OBSCURED BY THE CLOUDS - Ethereal


Texto: “Metal Mark” Garcia


Introdução: Os anos 80 foram aqueles em que as coletâneas de bandas ganharam definitivamente espaço. Além de não serem tão caras (o investimento era mínimo em questões de estúdio e gravação, já que cada banda entrava com a canção pronta), o interessante era o conjunto da obra: muitas e muitas bandas juntas. E nomes como METALLICA, SLAYER, FLOTSAM AND JETSAM, RAVEN, VENOM, SARCÓFAGO, e outros acabaram ganhando notoriedade nelas; séries como “Metal Massacre”, “Warfare Noise”, “Lead Weight”, “Headthrashers Live” e inúmeras outras foram importantíssimas para a sedimentação do cenário mundial. Mesmo hoje, na era digital, elas continuam por aí, como a série “Roadie Metal” continua, chegando ao seu 11º volume.

Análise geral: Talvez esse seja o volume mais eclético de todos, indo de bandas de Heavy Metal tradicional ao Death/Black mais bruto possível, os dois discos mostram uma enorme diversidade musical, ou seja, muitas opções sonoras. Isso pode deixar os mais radicais com a pulga atrás da orelha, mas no geral, um fã de bom senso saberá aproveitar ao máximo esta coletânea que selecionou nomes de bom nível para nela estarem.

Qualidade sonora: Aqui começam a aparecer diferenças entre as canções, já que cada banda fez as coisas ao seu modo, justamente para se encaixar no próprio estilo que toca. No geral, o resultado é bom, e não se pode reclamar tanto.

Arte gráfica/capa: Como sempre, a arte é um primor, com uma capa muito bonita. O papersleeve (as famosas capas que imitam as dos antigos discos de vinil) usado ficou bem legal, dividido em duas partes, e cada disco tem seu próprio encarte, onde estão fotos e informações de contatos das bandas.

Destaques musicais: Em coletâneas, cada banda segue suas próprias regras em termos de composição, logo, isso pode criar oscilações no nível musical. Óbvio que entre as 29 canções existem momentos ótimos; outros que ainda necessitam de amadurecer um pouco mais (o que o tempo e ensaios ajudarão a sanar). Mas se destacam as seguintes bandas e respectivas canções:

DEATH CHAOS - “Through the Eyes of Brutality”: o quarteto destila um Death Metal tradicional recheado de elementos modernos. Boas mudanças de ritmo, guitarras de alto nível e vocais que são muito bons, mas que podem melhorar (alguns timbres não tão guturais ajudariam a diversificar o trabalho).

LIVING LOUDER - “The Crow”: Um toque do mais delicioso Classic Rock/Hard Rock setentista que se possa pedir. Mezzo LED ZEPPELIN, mezzo DEEP PURPLE e com muita personalidade, o trio cativa o ouvinte por suas linhas melódicas envolventes e de fácil assimilação.

REFFUGO - “Reffugo”: Bruta e cantada em português, é uma canção de Death Metal Old School direta e reta. Boas mudanças de ritmo e um trabalho ótimo em termos de baixo e bateria são sensíveis.

RHEGIA - “Shadow Warrior”: Uma banda de Heavy/Power Metal com nuances Prog Metal (reparem no baixo para terem a noção disso), com muito peso e boa técnica. Tem muito futuro, mas precisa ajustar mais os vocais, bem como precisam de uma gravação mais limpa.

LUSFERUS - “Luciférico Hino”: E chega a vez de um Black/Death ríspido e melodioso à lá DISSECTION, com ótimas partes de guitarra. O trabalho musical é cheio de mudanças de ambientação, indo do brutal ao suave sem problemas.

ANGUERE - “Cadeia”: Hardcore/Crossover sem dó dos ouvidos alheios, com um andamento mais cadenciado e com alguns “inserts” de ritmos regionais do Brasil (que nem sempre serão percebidos pelo ouvinte). Bons vocais e ótimas guitarras.

WAR MACHINE - “A New Kind”: Uma canção voltada aos tempos da NWOBHM, em especial ao IRON MAIDEN de “Iron Maiden”. É muito legal e empolgante, com ótimas partes de guitarras e baixo, mas o vocalista precisa dar uma melhorada (tem bom timbre, mas ainda precisa amadurecer no quesito agressividade).

No disco 2, tem mais:

KRAKKENSPIT - “Fear My Name”:É uma banda de Heavy Metal tradicional com um enfoque moderno, ou seja, tem aquela ambientação mais pesada e agressiva, com um jeitão ICED EARTH muito bom, com boa base rítmica, guitarras excelentes e vocais competentes. Só a qualidade sonora que pode dar uma melhorada no futuro.

HEAVENLESS - “The Reclaim”:A solidez do trabalho do grupo é bem conhecida. Aqui, apresentam um Thrash/Death Metal arrastado e muito pesado, com um trabalho bem forte de baixo e bateria, riffs gordurosos e vocais urrados de primeira.

TORTURIZER - “Slaughterhouse”:Outro que é bem conhecido, e que mostra enorme evolução em relação ao que se ouve no EP de estreia do trio. Agressivo, veloz e intenso, baixo, guitarras e bateria formam uma unidade sólida e bruta para que os vocais urrados sejam perfeitamente assentados.

DIALHARD - “Now You’re Free”: Um belo Hard ‘n’ Heavy da parte desse quinteto, que soa melodioso e intenso, capaz de tocar o ouvinte. Tudo soa muito bem, e os vocais são muito bons (restando apenas ajustar os tons mais agressivos, pois a vocalista é ótima), e realmente merecem um disco todo deles.

EPITAH - “Something Better Than God”: Excelentes ideias são apresentadas nessa canção, um Thrash Metal intenso e vigoroso à lá Bay Area, mas esbarram numa qualidade musical que deveria ser melhor (a música deles pede isso). Percebe-se que as guitarras e a bateria são de primeira.

MAMUTE - “The End”:Doom/Stoner poderoso e com muito Groove. Soa gorduroso e melódico, mas como a qualidade de gravação não ajuda tanto, ela ficou aquém do seu potencial, embora não a ponto de não se perceber a força das guitarras do grupo.

IN SOULITARY - “Hollow”: Um dos nomes mais fortes do Metal extremo do Brasil. Seu mix de Black/Thrash/Death com partes melodiosas é fabuloso, apresentando ótimos vocais, guitarras de primeira e cozinha rítmica excelente. Merecem mais que uma chance! Ouçam bem alto!

LONEHUNTER - “Eternal Time”: Um mix inteligente de Death Metal old School com aspectos modernos, boas partes mais técnicas e teclados sinistros. A gravação é fraca para o que eles fazem, mas se percebem algumas similaridades com o NOCTURNUS em “The Key”, logo, são uma banda promissora.

ZERO HORA - “Batina do Papa”: Tosqueira Punk Rock de raiz, direto, reto e uma bicuda nos ouvidos. É ótimo, tem muito futuro, mas uma melhorada na qualidade sonora ajudaria bastante (podem soar com crueza, mas mais bem definido), pois está um pouco embolado.

OBSCURED BY THE CLOUDS - “Ethereal”: E para fechar, um Doom Gótico de primeira, com aquela ambientação melancólica e densa, boas partes de teclados, ótimos vocais limpos (as partes guturais precisam de um “boost”). Mas a qualidade sonora fica devendo, pois em termos musicais, são uma ótima banda.

Conclusão: Óbvio que a maioria das bandas ainda precisa de uma evoluída no aspecto musical, a maioria tem que acertar na escolha da sonoridade mais correta para o que desejam, mas lembrando de que as clássicas coletâneas de Metal dos anos 80 (em especial, a “Metal Massacre”) eram baseadas em canções de Demo Tapes, até que está bom.

Às bandas que não foram citadas: não se decepcionem, pois ainda tem muito potencial a usar.

Parabéns à Roadie Metal por mais esse bom trabalho, que pode ser ouvido nas plataformas digitais abaixo:








Nota: 80%

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

SEPTICFLESH - Ophidian Wheel


Ano: 1997 (lançamento original) / 2019 (relançamento)
Tipo: Full Length
Nacional


Tracklist:

1. The Future Belongs to the Brave
2. The Ophidian Wheel
3. Phallic Litanies
4. Razor Blades of Guilt
5. Tartarus
6. On the Topmost Step of the Earth
7. Microcosmos (instrumental)
8. Geometry in Static
9. Shamanic Rite
10. Heaven Below
11. Enchantment (instrumental)
12. The Ophidian Wheel (Unreleased Mix)
13. Phallic Litanies (Unreleased Mix)
14. On the Topmost Step of the Earth (Unreleased Mix)


Banda:


Spiros - Baixo, vocais agressivos
Chris - Guitarras, teclados
Sotiris - Guitarras, vocais limpos, teclados


Ficha Técnica:

SepticFlesh - Produção
Lambros Sfiris - Produção, engenharia
Spiros Antoniou - Arte da capa
Natalie Rassoulis - Vocais (soprano)
Kostas - Bateria


Contatos:

Site Oficial: http://www.septicflesh.com/
Facebook: https://www.facebook.com/septicfleshband
Instagram: https://www.instagram.com/septicflesh_band/
Assessoria:
E-mail:

Texto: “Metal Mark” Garcia


Introdução/Momento Histórico: O ano de 1997 foi um período em que vários dos discos hoje considerados clássicos do Metal extremo vieram a este mundo. Nele, surgiram obras como “Anthems to the Welkin at Dusk”do EMPEROR, “Death Metal” do DISMEMBER, “Enthrone Darkness Triumphant”do DIMMU BORGIR “Enter the Moolinght Gate” do LORD BELIAL“A Dead Poem” do ROTTING CHRIST“The Olden Domain” do BORKNAGAR, CHILDREN OF BODOM lançava “Something Wild”, IMMORTAL vinha detonando tímpanos com Blizzard Beasts, o DEICIDE classicava com Serpents of the Light, seguido pelo HYPOCRISY com “The Final Chapter, entre tantos que merecem menção honrosa, mas a lista seria longa demais.

Capa original
Pode-se dizer que, em termos de popularidade, foi um dos anos em que mais se consumiu Metal extremo no mundo. Mas nem todos os discos receberam a mesma atenção, e alguns ótimos trabalhos ficaram relegados ao segundo plano. E um deles é “Ophidian Wheel”, terceiro álbum do grupo grego SEPTICFLESH (na época, ainda chamado SEPTIC FLESH), que a Cold Art Industry Records coloca nas prateleiras das lojas brasileiras em uma versão muito bonita.

Análise geral: Após dois discos com uma sonoridade mais experimental (o que se ouvia em “Mystic Places of Dawn" de 1994, e em “Έσοπτρον”de 1995), aqui o grupo resolveu criar algo mais direto em termos de Death Metal. Mas em “Ophidian Wheel” existe a presença de elementos de Gothic Rock, melodias bem feitas e orquestrações, além de vocais soprano dando aquele toque sinfônico ao som bem trabalhado e brutal da banda. Existem momentos mais agressivos e com toda a carga musical do Death Metal, há outros em que toda a estética refinada e mais consensual adotada para este álbum se tornam um mirante para o que eles iriam fazer no futuro. Ou seja, este disco é de onde o que se conhecerá nas obras futuras do grupo começa a se tornar real.

Arranjos/composições: Se antes a banda tinha problemas em deixar sua música mais coesa, eles desapareceram. Todo o trabalho feito por eles para ajustar composições e arranjos fica evidenciado em cada canção, nos ajustes que mantém a coerência do disco como um todo. Poderia se dizer que “Ophidian Wheel” é um dos primeiros discos de Death Metal sinfônico, já que essa fusão, para aqueles anos, era algo bem diferente. O uso de melodias mais soturnas, os contrastes de vocais masculinos guturais e limpos, e femininos em soprano, belíssimas orquestrações de teclados e um trabalho rítmico sólido e diversificado fazem de “Ophidian Wheel” um excelente trabalho. Poderia se dizer (com as devidas noções de que esta comparação não é uma verdade absoluta ou fechada) que ele seria o THERION seria se tivesse continuado no Death Metal.

Qualidade sonora: Tendo em vista que este disco foi gravado e mixado no Praxis Studio entre Outubro e Novembro de 1996, e que foi lançado em 1997, a sonoridade dele, embora bem melhor que seus antecessores, soa um pouco mais crua que o necessário, algo que era muito comum para aquela época. Mas mesmo assim, ela está bem acima de média, buscando equilibrar peso, agressividade e clareza em proporções iguais. Ainda era uma época onde tudo estava sendo construído, logo, é uma qualidade ótima, e até hoje soa bem aos ouvidos.

Edição brasileira da Cold Art Industry Records

Arte gráfica/capa: Eis o filé dessa versão. Ela é baseada na arte do relançamento de 2013, mas a edição nacional tem alguns itens muito legais: o primeiro é um slipcase muito bem feito e que protege o jewelcase interior. Além disso, tem-se como itens exclusivos da pré-venda calendário, adesivo e um pôster tamanho A4. Tudo adicional e que ainda pode ser adquirido pela internet.



Destaques musicais: Diferente e extremamente sedutor, esta versão de “Ophidian Whell” tem 3 músicas bônus em relação à edição original. E apesar da qualidade das canções ser nivelada por cima, destacam-se:

“The Future Belongs to the Brave”: uma faixa de abertura que tem 70% dela voltada ao Death Metal puro e simples, mas com algumas mudanças de ritmo ótimas, além de passagens cheias de teclados e com vocais femininos que dão toques de beleza à canção.

“The Ophidian Wheel”: a aura sinfônico-melódica de primeira se mescla a elementos de Gothic Rock aqui e ali (por isso a estruturação das linhas de guitarra soa simples em muitos momentos). E justamente as partes das guitarras se destacam, dando um toque de sutileza muito bem vindo ao que já é ótimo.

“Phallic Litanies”: passagens onde vocais limpos e sopranos contrastam dando um toque quase que Pop/New Age ao som bruto e agressivo do grupo. Em poucas palavras, seria o encontro perfeito entre a brutalidade do CANNIBAL CORPSE com o refinamento do MOONSPELL de “Irreligious”.

“Razor Blades of Guilt”: algumas melodias mais melancólicas surgem nos arranjos de guitarras, remetendo ao Doom/Death Metal. As partes mais arrastadas dão destaque a baixo (que está excelente) e bateria.

“Geometry in Static”: esta é uma canção onde partes velozes com blast beats se entremeiam com momentos que beiram o Death/Black Metal moderno (e isso alguns anos antes do estilo ser canonizado) e outros mais suaves (onde os vocais femininos ganham maior expressividade). Novamente, uma faixa que privilegia bastante os vocais.

“Shamanic Rite”: mais interiorizada e climática, alguns vocais remetem ao Oriental Metal, embora toda estruturação melódica seja de Symphonic Death Metal, com belíssimas partes de bateria e guitarras.

“Heaven Below”: a profundidade melancólica do Gothic Rock novamente fica evidente por conta das melodias. Belíssima partes de guitarras mais uma vez.

As canções bônus são mixagens alternativas para “The Ophidian Wheel”, “Phallic Litanies”e “On the Topmost Step of the Earth”, cada uma delas com suas próprias belezas, e ainda bem que o relançamento de 2013 trouxe-as à luz.

Conclusão: Desta forma, se atesta que “Ophidian Wheel” realmente merecia esta edição, pois é a guinada do SEPTICFLESH para seu estilo atual, e que o grupo merece uma maior atenção dos headbangers brasileiros que gostam das vertentes extremas. E verdade seja dita: esses gregos ainda tem muita lenha para queimar.

Nota: 98%


Ophidian Wheel”:  http://bit.ly/2SHjZHY



Spotify

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

FRED MIKA - Withdrawal Symptoms

Ano: 2019
Tipo: Full Length
Selo: Rock Company 

Nacional 

Tracklist: 

1. The Coming of Symptoms 
2. Wired In 
3. Artwork Nightmare 
4. Sly Side Effect 
5. Silence in Heaven 
6. Saints Spirits & Slaves Sinners 
7. First Day Without You (acoustic version) 
8. Sharppia 
9. Dawning of Aquarius 
10. Second Skin Arena 
11. Miss Misery 


Banda: 


Fred Mika - Bateria, percussão, talkbox


Ficha Técnica:

Andre Adonis (SUNROAD) - Guitarras, baixo, teclados, vocais em “Silence in Heaven” e “Miss Misery”
Carl Dixon (CONEY HATCH, APRIL WINE, GUESS WHO) - Vocais em “Wired In”
Michael Vöss (MAD MAX, CASANOVA, M.S.G., PHANTOM V) - Vocais em “Artwork Nightmare”
Haig Berberian (DOGMAN) - Vocais em “Sly Side Effect”
Daniel Vargas (ADELLAIDE) - Vocais em “First Day Without You (acoustic version)”
Tito Falaschi - Backing vocals em “First Day Without You (acoustic version)”
Rod Marenna (MARENNA) - Vocais em “Saints Spirits & Slaves Sinners”
Steph Honde (HOLLYWOOD MONSTERS) - Vocais em “Sharppia”
Mario Pastore (PASTORE) - Vocais em “Second Skin Arena”



Contatos:

Site Oficial:
Facebook: https://www.facebook.com/officialmusikrecords
Instagram:
Assessoria: http://roadie-metal.com/press/ (Roadie Metal Press)
E-mail: musikrecordsmk@hotmail.com

Texto: “Metal Mark” Garcia



Introdução: Os famosos “álbuns solo” de artistas conhecidos, em geral, são ferramentas utilizadas para que o mesmo se expresse de forma diferente do que os fãs estão acostumados nos trabalhos principais dos mesmos. Por isso, podem existir choques, reações estranhas e outros. Mas em geral, quando o músico é experiente, sempre vem coisa de qualidade. E é tudo isso e mais um pouco que “Withdrawal Symptoms” nos dá. E é o primeiro disco solo do baterista guianense FRED MIKA.

Análise geral: Basicamente, Fred está envolvido com música desde 1984, tendo sido cantor, além de ter passado pela guitarra e piano antes de se tornar baterista, tendo como sua banda principal o SUNROAD, banda especializada em um Hard/Glam . Só que em “Withdrawal Symptoms” tem-se um trabalho que transita pelo Hard/Glam e o AOR, com alguns momentos que chegam bem próximos do Classic Rock e mesmo alguns flertes de leve com o Hard Pop. Ou seja, é algo musicalmente acessível, mas bem feito e de alto nível. Aliás, é algo para fã nenhum de boa música botar defeito.

Arranjos/composições: As diferenças entre este disco de Fred e o trabalho do SUNROAD residem na questão de peso: em sua banda principal, a banda tem inclinações ao Hard Rock/Classic Rock da virada dos 70 para os 80 com um enfoque moderno; já este álbum tem linhas melódicas bem mais acessíveis, e mesmo longe de soar datado, está com uma envoltória dos anos 80, a era máxima do Hard/AOR. Os arranjos se encaixam como um quebra-cabeça, gerando canções melodiosas e acessíveis (algumas com suas doses de peso), os ritmos são seguros e com boa dose de peso, guitarras com riffs melodiosos e solos bem feitos, mas nos vocais reside uma mágica: são todos convidados ilustres, de bandas nacionais e internacionais, que emprestaram seu talento a “Withdrawal Symptoms”. Por isso, essa vida esplendorosa flui das canções, e é impossível resistir.

Qualidade sonora: Um pouco mais cru (existe aquela sensação de “fumaça” quando se houve as canções) que o necessário para este tipo de música, a sonoridade que flui de “Withdrawal Symptoms” busca soar moderna e com um toque essencial de peso (o que conseguiram de fato). Está de bom nível ao ponto de se entender o que é tocado, bem como as melodias ficam bem claras, mas um pouco mais de limpeza ajudaria o trabalho a soar mais grandioso.

Arte gráfica/capa: Usando contrastes de azul e vermelho sobre uma foto de Fred, a capa por si é chamativa e ficou muito boa, algo encorpado e direto, mas é o jeito das artes desse gênero.

Destaques musicais: Elogiar o que se ouve em “Withdrawal Symptoms”.é fazer chover no molhado. O disco inteiro é ótimo, com todas as canções sendo preciosas e merecendo citação, mas por mera referência ao leitor, são citadas as seguintes:

“Wired In”: Um forte clima “anos 80” permeia a canção, que por si é extremamente acessível, além de possuir um andamento em ritmo comportado, e um refrão excelente (e que vocais).

“Artwork Nightmare”: Mais dinâmica e pesada que a anterior pelo foco estar mais nas guitarras que nos teclados, a acessibilidade musical não diminui, os arranjos são excelentes, e tudo funciona justinho.

“Sly Side Effect”: Esta puxa mais para Glam Metal californiano dos anos 80, embora com uma pegada pesada e instigante. Há algo de KISS fase Glam nessa canção por conta do uso uma base rítmica sólida e pesada.

“Saints Spirits & Slaves Sinners”: Rebuscando o peso e crueza do Hard/AOR do final dos anos 70 nas melodias, a força melodiosa chega a ser assombrosa. E os teclados se entremeiam muito bem com os teclados, e novamente um refrão marcante e acessível.

“Dawning of Aquarius”: Muito peso e boa dose de agressividade nas guitarras, sem que a estética e dinâmica acessível do trabalho como um todo seja perdida. E novamente os vocais se destacam bastante.

“Second Skin Arena”: Eis a faixa mais pesada e moderna do disco, mas mesmo assim, as linhas melódicas mostram contrastes sublimes. Novamente os vocais se destacam bastante (mas quando se fala em Mario Pastore, chega a ser desnecessário maiores menções).

“Miss Misery”: Quase um Sleasy Rock ultrajante e pesado, esta aqui tem um ritmo arrastado, azedo e intenso, com linhas melódicas criadas pelas guitarras que relembram os momentos mais comerciais do BLACK SABBATH.

Conclusão: A verdade é que “Withdrawal Symptoms” é um disco envolvente, precioso em suas melodias e expressão. Logo, esperemos que Fred não pare nele e que um sucessor já esteja sendo planejado.

Nota: 93%


Artwork Nightmare”: http://bit.ly/2V10XsC



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