sexta-feira, 1 de março de 2019

SOILWORK - Verkligheten


Ano: 2019
Tipo: Full Length
Nacional

Tracklist:

1. Verkligheten
2. Arrival
3. Bleeder Despoiler
4. Full Moon Shoals
5. The Nurturing Glance
6. When the Universe Spoke
7. Stålfågel
8. The Wolves are Back in Town
9. Witan
10. The Ageless Whisper
11. Needles and Kin 
12. You Aquiver

“Underworld” Bonus EP

13. Summerburned and Winterblown
14. In this Master’s Tale
15. The Undying Eye
16. Needles and Kin (versão original)


Banda:



Björn “Speed” Strid - Vocais
David Andersson - Guitarras, baixo, piano
Sylvain Coudret - Guitarras
Sven Karlsson - Teclados
Bastian Thusgaard - Bateria, percussão


Ficha Técnica:

Thomas “PLEC” Johansson - Produção, gravação, mixagem, masterização 
Jan Rechberger - Gravação, vocais em “Needles and Kin”
Björn "Speed" Strid - Gravação dos vocais, produção dos vocais 
Valnoir - Arte da capa, layout, arte adicional 
Tobias Green - Emblema
Åsa-Hanna Carlsson - Violoncelo em “Arrival”, “Bleeder Despoiler”, “Full Moon Shoals”, “When the Universe Spoke”, “The Ageless Whisper” e “Needles and Kin” 
Taylor Nordberg - Backing vocals (exceto em “The Undying Eye”)
Dave Sheldon - Backing vocals em “You Aquiver”
Alissa White-Gluz - Backing vocals “Stålfågel”
Tomi Joutsen - Vocais em “Needles and Kin”


Contatos:

Site Oficial: https://www.soilwork.org/
Facebook: https://www.facebook.com/soilwork/
Instagram: https://www.instagram.com/soilwork/
Assessoria:
E-mail:

Texto: “Metal Mark” Garcia


Introdução: Quanto mais o tempo passa, a tendência é que uma banda de renome venha a cometer erros, e lançar um disco mais fraco em consequência de tudo que pode acontecer quando os músicos estão entre eles mesmos. As pressões externas e internas podem acabar destroçando uma banda, menos se estivermos falando do quinteto sueco SOILWORK, pois parece que a realidade serve de combustível para eles serem criativos. Por isso, “Verkligheten” (que é o termo sueco para “realidade”) já nasceu como um dos 10 melhores discos do ano. Aliás, pode se dizer que é um forte candidato a clássico, sem exageros. E ainda bem que a parceria entre a Shinigami Records e a Nuclear Blast Brasil tornou facilitou o acesso a tal obra.


Análise geral: É fato que o grupo vem mudando as regras do jogo dentro do que se convencionou chamar de Melodic Death Metal sueco. Sem perder as raízes nessa vertente específica, o grupo foi adicionando elementos de Groove, melodias que podem remeter mnemonicamente aos anos 60 e 70. Não é simples descrever o que eles fazem.

Em “Verkligheten”, existem momentos extremos intensos (como estão evidenciados em “Full Moon Shoals”), mas sempre com ótima técnica (os contrastes entre as linhas de teclados e guitarras chegam ao brilhantismo). E junto a isso, a entrada de Bastian Thusgaardna bateria parece ter trazido sangue e frescor novos ao trabalho da banda. E sem negar a natureza do que fazem atualmente, “Verkligheten” vem resgatar algumas coisas do passado.

Basicamente, não há como respirar direito durante a execução desse disco. Em uma analogia, parece uma pista em que se dirige em baixa velocidade porque só se sabe onde a curva leva após entrar nela, ou seja, “Verkligheten” é sinuoso, profundo e cheio de energia. É cativante, técnico, diversificado e deliciosamente envolvente. È um álbum que leva o ouvinte ao prazer, e como aquele “game” que quanto mais se joga, mais se descobre e se acostuma às dificuldades, quanto mais se ouve, mais se descobre de suas belezas.

Slipcase de “Verkligheten”
Arranjos/composições: Ao se falar do SOILWORK, é necessário ter em mente que o grupo é bem amorfo, que o que é pode deixar de ser em poucos momentos. Ou seja, impera uma diversidade de ritmos, preenchida com arranjos minimalistas e fortes.

Óbvio que os mais atentos perceberão que certa influência (especialmente nos momentos mais envolventes e nas ambientações) do THE NIGHT FLIGHT ORCHESTRA permeando o disco (o que não seria de estranhar por conta da presença de Björn “Speed” Strid e de David Andersson como compositores e músicos em ambos).

Além disso, é bom que se diga: apesar das canções não terem “buracos” (ou seja, partes em que se sente a ausência de arranjos, ou mesmo notas musicais que deveriam estar ali), o nível de inspiração transcende o que já haviam feito em “The Ride Majestic”.

Qualidade sonora: Trabalhando pela primeira vez com Thomas “PLEC” Johansson (o mesmo que já trabalhou com bandas como SCAR SYMMETRY, DYNAZTY, NUCLEAR ASSAULT, ONSLAUGHT, entre outros, e ele fez a produção, gravação, mixagem e masterização), sendo que “Speed” produziu a parte dos vocais. É desnecessário dizer que tudo ficou absolutamente perfeito, mesmo com o uso de timbres de guitarra modernos (sim, a definição de notas é bem clara) que tenderiam a embolar a sonoridade. 

Limpo, agressivo e melodioso nas proporções certas, “Verkligheten” ainda consegue soar com um toque de crueza, deixando as partes mais extremas soando muito bem. E isso sem um baixista fixo (David gravou as partes de baixo no disco).


Arte gráfica/capa: A capa é assinada pelo artista francês Valnoir (pseudônimo de Jean-Emmanuel Simoulin, que já fez artes para AMORPHIS, BEHEMOTH, PARADISE LOST, ALCEST, MORBID ANGEL e muitos outros), dando um toque expressionista interessante. Já o emblema do Slipcase (sim a versão nacional tem um) é de Tobias Green.


Destaques musicais: A melhor ideia nessa hora é dizer “eu desisto”, pois de tão apaixonante que “Verkligheten” é. E sem mencionar que a versão brazuca ainda tem de bônus o EP “Underworld”.

Mas por mero preciosismo, as melhores para as primeiras audições são:

“Arrival”: Muitas ambientações, indo do extremo (que é o lado mais presente na canção, especialmente pelos “blast beats” da bateria) ao suave e melancólico sem pudores ou dificuldades. E os vocais dão um show especial por usarem mudanças de tons (suave e gutural) inesperadas.

“Bleeder Despoiler”: o início grudento tem um Groove forte herdado do Hard Rock clássico, mas é mais uma canção com fortes traços do Melodic Death Metal original da banda, mas tem-se nela uma aula de interpretação dos vocais (e que show de baixo e bateria).

“Full Moon Shoals”: Aqui, o grupo já mostra mais ênfase de seu lado melodioso (embora existam partes extremas pontuais), sendo toda a estrutura melódica extremamente simples de ser assimilada. Os vocais guturais aparecem, mas em menor proporção, permitindo uma melhor evolução em termos de melodias (e como o contraste entre partes distorcidas agressivas e mais ternas das guitarras soa bem).

“The Nurturing Glance”: Imaginem mesclar uma pegada e jeito de Death Metal com harmonias de harmonias de Hard Rock anos 80. É isso que esta é essencialmente, e mais uma vez, uma canção que vai grudar nos ouvidos por dias, especialmente pelos arranjos de guitarras estarem ótimos.

“When the Universe Spoke”: pronto, a pancadaria desembestou de vez, com todo aquele jeito Melodic Death Metal sueco de raiz, quase que um “back to the roots” ao que fizeram nos tempos de “Natural Born Chaos”, sem perder de vista toda experiência adquirida desde então.

“Stålfågel”: E enfim, chegou o dia em que o Death Metal se encontrou com as melodias ganchudas do AOR/Pop típico dos anos 80. Sim é o que esta música mostra aos ouvintes. Simples, direta, andamento comportado e mais lento, é uma das canções mais acessíveis do disco, e que partes de teclados, refrão e solo de guitarra! Ah, nos backing vocals, a presença de Alissa White-Gluz (do ARCH ENEMY).

SOILWORK ao vivo.
“The Wolves are Back in Town”: novamente, o quinteto nos mostra um “blend” de momentos extremos pontuais (riffs e vocais guturais), sobre uma ótima estruturação harmônica, e mais uma vez, um refrão que não esquece mais depois da primeira ouvida.

“Witan”: A mesma estrutura musical de “Stålfågel”, apenas com mais presença de partes extremas de Death Metal puro e simples (inclusive com conduções brutas de baixo e bateria).

“The Ageless Whisper”: um típico Hard Rock cheio de melodias e glamour com vocais guturais (embora partes limpas estejam presentes também) e alguns toques mais agressivos nas guitarras. Poderia até dizer que estamos diante de um MOTLËY CRÜE ou DEF LEPPARD Death Metal.

“Needles and Kin”: guitarras tipicamente Death Metal sueco tecem ótimas melodias, com a base rítmica alternando entre partes velozes extremas e outras mais amenas. O toque especial se dá pela presença dos vocais de Tomi Joutsen (do AMORPHIS) contrastando com os de “Speed”.

“You Aquiver”: uma introdução quase que de Post Punk abre a canção. A criatividade é alta, especialmente porque os riffs de guitarras acertaram estão ótimos. É uma canção que poderia estar em discos de bandas de Hard Rock dos anos 70 sem medo (há partes em que influências como de BLUE ÖYSTER CULT são sensíveis).

Aqui, se encerram as faixas de “Verkligheten” (cuja faixa título só não foi citada por ser uma introdução instrumental). Começa as canções do EP “Underworld”, que aparentemente são mais agressivas e diretas (embora do jeito do SOILWORK, ou seja, existem melodias e vocais limpos).

“Summerburned and Winterblown”: uma pegada 80% extrema permeia a canção, com uma velocidade que remete ao Death Metal sueco tradicional, embora algumas partes voltadas ao Melodic Death Metal do quinteto surjam aqui e ali. Belo trabalho da bateria, especialmente nos bumbos.

“In this Master’s Tale”: duetos á lá IRON MAIDEN começam a canção, mas logo a essência melódica rascante do grupo aparece. Pode-se, inclusive, aferir que seria uma canção bem “old school” do grupo.

“The Undying Eye”: simples, direta e forte, os “blast beats” se fazem presente, embora algumas partes de guitarra e de teclados criem uma linha melódica quase que Hard anos 70.

“Needles and Kin”: basicamente, pouca coisa muda em relação à anterior, mas o que lhe dá valor é que esta tem apenas “Speed”nos vocais.

Ou seja, não há momentos fracos. “Verkligheten” nasceu um disco que se ouve de ponta a ponta sem medo.


Conclusão: O SOILWORK é daquelas bandas que vão crescendo e melhorando conforme o tempo vai passando. E pelo que é apresentado em “Verkligheten”, eles ainda irão longe, e possivelmente, popularizar o gênero e alcançar públicos maiores.

Nota: +100%


“Full Moon Shoals”: http://bit.ly/2VoHD90



“Stålfågel”:  http://bit.ly/2Eqh9gp



“Witan”: http://bit.ly/2Nz6q7y




Spotify

TOBIAS SAMMET'S AVANTASIA - Moonglow



Ano: 2019 
Tipo: Full Length 
Selo: Shinigami Records / Nuclear Blast Brasil 
Nacional 


Tracklist: 

1. Ghost in the Moon 
2. Book of Shallows 
3. Moonglow 
4. The Raven Child 
5. Starlight 
6. Invincible 
7. Alchemy 
8. The Piper at the Gates of Dawn 
9. Lavender 
10. Requiem for a Dream 
11. Maniac 
12. Heart (faixa bônus) 


Banda: 


Tobias Sammet - Vocal, baixo, teclados 
Sascha Paeth - Guitarra, baixo, teclados 
Michael Rodenberg - Orquestrações, teclados 


Ficha Técnica: 

Tobias Sammet - Produção 
Sascha Paeth - Produção, mixagem 
Michael Rodenberg - Masterização 
Alexander Jansson - Arte da capa 
John Atkinson Grimshaw - Arte do encarte 
Mille Petrozza - Vocais em “Book of Shallows” 
Ronnie Atkins - Vocais “Book of Shallows”, “Starlight” e “The Piper at the Gates of Dawn” 
Jørn Lande - Vocais em “Book of Shallows”, “The Raven Child” e “The Piper at the Gates of Dawn” 
Hansi Kürsch - Vocais em “Book of Shallows” e “The Raven Child” 
Eric Martin - Vocais em “The Piper at the Gates of Dawn” e “Maniac” 
Geoff Tate - Vocais em “Invincible”, “Alchemy” e “The Piper at the Gates of Dawn” 
Michael Kiske - Vocais em “Requiem for a Dream” 
Bob Catley - Vocais em “The Piper at the Gates of Dawn” e “Lavender” 
Candice Night - Vocais femininos em “Moonglow” 
Nadia Birkenstock - Harpa celta 
Oliver Hartmann - Guitarra solo, guitarras adicionais, backing vocals 
Alvin Le Bass - Backing vocals 
Billy King - Backing vocals 
Bridget Fogle - Backing vocals 
Herbie Langhans - Backing vocals 
Lerato Sebele - Backing vocals 
Stokely Van Dall - Backing vocals 
Felix Bohnke - Bateria 


Contatos: 

Site Oficial: www.avantasia.net 
Assessoria: 
E-mail: 

Texto: “Metal Mark” Garcia



Introdução: Mesmo após o fim do modismo de Heavy/Power Metal melodioso que se fez presente entre o final dos anos 90 e meados da década passada, alguns grupos daquela leva e que tiveram destaque continuam por aí, lançando seus álbuns. Um deles é o TOBIAS SAMMET'S AVANTASIA (apenas AVANTASIA para simplificar), projeto paralelo do vocalista Tobias Sammet (do EDGUY), que nasceu em 2002 e encerrou atividades em 2002 (a ideia original era para ser apenas um projeto de dois discos), mas foi reformado e continua por aí. E eis que seu mais novo trabalho, “Moonglow”, acaba de sair no Brasil pela parceria Shinigami Records/Nuclear Blast Brasil de forma simultânea com o exterior.


Jørn Lande e Tobias Sammet
Análise geral: Basicamente, a ideia do conceito musical de “Moonglow” não dista dos seus predecessores: cheio de convidados especiais famosos (na maioria vocalistas), e um jeitão de Ópera Rock. No que tange a abordagem musical, tem-se uma música melodiosa, obviamente o mesmo Heavy/Power Metal que todos já conhecem, mas com uma aura de melancolia, um toque sombrio que faz a ligação entre as canções e seus conteúdos líricos (cujo tema mais central é o deslocamento de cada ser de seu devido lugar no mundo, como se eles não tivessem um lugar para si mesmos, e buscassem na escuridão seu espaço). Por isso há uma beleza enorme que flui do disco, além de partes grudentas (de certa forma, toques de Hard Rock e Glam surgem aqui e ali), e tudo com uma elaboração de cair o queixo, mas sem deixar de ser algo de simples assimilação.

Ao mesmo tempo, também como já mostrado em seus antecessores, há um toque evidente de Pop Rock e Power Pop que deixa as canções mais acessíveis, para atingir um público maior, mas que criam “ganchos” que prendem a atenção dos ouvintes.

Ou seja, “Moonglow”é mais um ótimo trabalho do AVANTASIA.


Arranjos/composições: Como já mencionado acima, “Moonglow”é muito bem elaborado, com tudo se encaixando perfeitamente, mesmo a sequência das músicas. A verdade é que a inspiração permeia cada canção, levando-as por meio de crescendos grandiosos e partes mais interiorizadas, sempre com arranjos belíssimos, uma base rítmica sólida e guitarras de primeira, fora as ambientações perfeitas dos teclados.

Mas se acreditam que isso deixou as canções carregadas, se engana: elas não deixam de ser fáceis de serem assimiladas pelas nossas mentes, pois nada aqui tem aquele jeito pedante que muitos grupos do gênero fazem questão de ostentar. Não, de forma alguma: tudo aqui foi feito para ser equilibrado, e não uma exibição de autoindulgência.



Qualidade sonora: Novamente o trio central do grupo, formado por Tobias (produção), Sascha Paeth (guitarras, produção, mixagem) e Michael Rodenberg (masterização, orquestrações, teclados) fez todo o trabalho de estúdio, criando uma sonoridade cristalina, moderna e pesada, onde toda as linhas instrumentais fiquem bem audíveis, e com bons timbres. Tudo feito de maneira que cada canção tenha seu “appeal” correto.


Arte gráfica/capa: A capa de Alexander Jansson é ótima, transpirando a mesma aura densa e melancólica que permeia as músicas, mas sendo bela.


AVANTASIA ao vivo
Destaques musicais: Óbvio que existirão comparações entre o material que está em “Moonglow” e os discos anteriores da parte de muitos. Mas as canções do disco são ótimas, todas com seus segredos que esperam apenas seus ouvidos para serem desvendados.

As melhores:

“Ghost in the Moon”: oscilando entre partes extremamente acessíveis (quase que mostrando elementos de Power Pop dos anos 80), os mais de 9 minutos passam bem rápido. O refrão é maravilhoso, sem mencionar que os vocais estão excelentes, sejam nas partes mais brandas ou nas mais agitadas.

“Book of Shallows”: aqui já se ouve uma aproximação mais agressiva, com guitarras ótimas. É uma canção muito boa, e o contraste entre os vocais é um atrativo e tanto.

“Moonglow”: a força melodiosa é envolvente, mas é uma canção que realmente é acessível aos fãs de fora do cenário Metal. Até mesmo sua estruturação harmônica é simples, e um refrão daqueles que não se esquece depois de uma audição.

“The Raven Child”: basicamente é uma canção quase que cinematográfica devido ao número de ambientações e passagens com ritmos diferentes. Mas o que se espera de um Heavy/Power Metal ganchudo e repleto de vocais e backing vocals lindos?

“Invincible”: uma linda “Power Ballad” focada em vocais, teclados e pianos cheia de contrastes entre partes mais calmas e outras grandiosas.

“The Piper at the Gates of Dawn”: mais uma vez, o clima Heavy/Power Metal retorna. E como de praxe na banda, os cantos e contracantos são algo fenomenal, tendo suporte de teclados inteligentes (e próximos ao Pop Rock) e guitarras muito bem sacadas.

“Requiem for a Dream”: outra que vai pelo caminho do Heavy/Power Metal com certo toque de AOR/Pop no refrão (que envolve o ouvinte logo de primeira, sem dar espaço a críticas negativas). Belos riffs, ótimo contraste dos vocais.

“Maniac”: quem tem boa cultura musical, vai reconhecer esta canção de Michael Sembello, que é um velho hit Pop dos anos 80 e que fez parte da trilha sonora do filme “Footloose”. Aqui, ela ganhou um jeito mais grandioso e moderno, mas mantendo a energia e apelo da original.

A versão brasileira ainda tem um bônus em “Heart”, que é descaradamente Pop/AOR, mas linda e com uma energia cativante.


Conclusão: Muitos vão reclamar de “Moonglow”, outros vão idolatrar, mas a verdade é simplesmente a mesma sempre: o AVANTASIAainda tem seu lugar de destaque merecidamente, logo, ouçam sem contra-indicações.

Nota: 93%


“Moonglow”: http://bit.ly/2EDyUuf



“The Raven Child”:  http://bit.ly/2H47TBM



Spotify

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

DIE APOKALYPTISCHEN REITER - Der Rote Reiter



Ano: 2017 (Lançamento original) / 2019 (Lançamento brasileiro)
Tipo: Full Length
Selo: Shinigami Records / Nuclear Blast Brasil
Nacional


Tracklist:

1. Wir Sind Zurück
2. Der Rote Reiter
3. Auf Und Nieder
4. Folgt Uns
5. Hört Mich An
6. The Great Experience of Ecstasy
7. Franz Weiss
8. Die Freiheit Ist Eine Pflicht
9. Herz In Flammen
10. Brüder Auf Leben Und Tod
11. Ich Bin Weg
12. Ich Nehm Dir Deine Welt
13. Ich Werd Bleiben


Banda:


Fuchs - Vocais, guitarras
Ady - Guitarras
Volk-Man - Baixo
Dr. Pest - Teclados
Sir G. - Bateria


Ficha Técnica:

Eike Freese - Mixagem, masterização, engenharia de som
Alexander Dietz - Mixagem, masterização, engenharia de som, vocais adicionais em “Folgt Uns” e “Franz Weiss” 
Francesca Camilla Rossi - Vocais adicionais em “Die Freiheit Ist Eine Pflicht” e “Brüder Auf Leben Und Tod”
André Eichholz - Vocais adicionais em “Brüder Auf Leben Und Tod”
René Liedtke - Vocais adicionais em “Brüder Auf Leben Und Tod”


Contatos:

Site Oficial: www.reitermania.de
Assessoria: 

Texto: “Metal Mark” Garcia



Introdução: Seguir modelos musicais já estabelecidos é fazer algo que pode ser previsto pelo ouvinte, ou seja, é algo chato, sem surpresas. Nisso, alguns grupos sempre vêm desafiar nossos instintos. Alguns fãs do “mais do mesmo” adoram depreciar quem faz isso, mas para os de mente aberta e que buscam aqueles que criam algo, bandas como experiente quinteto o alemão DIE APOKALYPTISCHEN REITER são preciosas, e saberão como ninguém apreciar a beleza de “Der Rote Reiter”, disco mais recente deles (lançado em 2017) que a Shinigami Records trouxe para o Brasil graças à dobradinha com a Nuclear Blast Brasil.


Análise geral: Se é a primeira vez que o leitor lida com o D.A.R. (usemos uma sigla para ajudar), é bom estar preparado para o nível de ecleticismo. A música do grupo se baseia no uso de elementos das vertentes de Metal extremo, mais a adição de melodias épicas (e mesmo alguns toques de Folk) e leves nuances de Metal Industrial e de sonoridades modernas. Basicamente, é como fosse possível juntar AMON AMARTH, HEAVEN SHALL BURN, IN EXTREMO, SLAYER, RAMMSTEIN, IMPALED NAZARENE, WATAIN e outros dentro de um liquidificador musical, e saísse essa sonoridade forte, vigorosa, pesada, agressiva e permeada de modernidade e bom gosto.

Sim, é algo diferente, inovador e que faz bem aos ouvidos e corações!


Arranjos/composições: É bom que não se prender a uma fórmula de abordagem no que tange “Der Roter Reiter”, pois a todo o momento, algo diferente surge do nada, e tudo vira de ponta a cabeça. A diferença é que eles conseguem fazer tudo soar coeso, consensual e, ao mesmo tempo, rascante e sedutor.

A dinâmica entre os arranjos é perfeita, fundamental para tamanha quantidade de influências resultem em algo sólido. Não é apenas juntar um quebra-cabeça sonoro tão diversificado, mas fazê-lo funcionar. E isso eles fazem com maestria.


DIE APOKALYPTISCHEN REITER
Qualidade sonora: O quinteto produziu o trabalho em colaboração com a dupla Eike Freese e Alexander Dietz (este último é integrante do HEAVEN SHALL BURN), dupla que já deu um “up” no trabalho de grupos como DEEP PURPLE e GAMMA RAY, além do próprio HEAVEN SHALL BURN. Dessa forma, eles conseguiram montar uma qualidade sonora e tanto para “Der Roter Reiter”. É algo moderno, pesado, agressivo, mas limpo e que permite que tudo seja compreendido perfeitamente, inclusive as linhas melódicas do grupo (que são vitais para “Folgt Uns”). Além disso, a escolha dos timbres foi perfeita.


Arte gráfica/capa: A capa do disco tem uma arte muito bonita, evocando um lado mais épico, e com contrastes de cores bem simples. Algo funcional e que deixa todas as atenções presas somente à música.


Destaques musicais: O D.A.R. criou um disco realmente fantástico. “Der Rote Reiter” é diferente, e totalmente imprevisível. O que encontra em uma canção pode não ser visto nas outras, mas sem que o grupo mostre-se dispersivo. Nada disso, existe uma forte ligação entre as 13 canções do disco, e as melhores são:

“Wir Sind Zurück”: uma paulada que mistura elementos de Melodic Death Metal, Industrial e muita adrenalina. As guitarras tecem riffs incríveis e solos melódicos, acompanhadas de vocais agressivos incríveis.

“Der Rote Reiter”: as mudanças de ritmo são ótimas, com vocais guturais ótimos, mas a beleza está justamente nas variações criadas por baixo e bateria, que mostram muito boa técnica.

“Auf Und Nieder”: Mais melodiosa e ganchuda, certos toques de Post Punk e Industrial se tornam mais evidentes, graças às linhas harmônicas bem feitas e de extrema facilidade em serem assimiladas. Teclados muito bem encaixados, sendo eles que criam a ambientação Industrial.

“Hört Mich An”: um dos momentos em que o lado Industrial da banda fica evidenciado, com harmonias muito bem feitas, bons contrastes entre os vocais normais e guturais. A ênfase nos teclados também ficou ótima.

“The Great Experience of Ecstasy”: a mais pura expressão do caos. Misturadas partes de Black Metal à lá GORGOROTH com sequências dadas em pianos sinistros e guitarras melodiosas.

“Franz Weiss”: um Hardcore melódico e acessível na linha da escola alemã do gênero. É uma canção mais simples, direta e bem fácil de ser consumida por fãs de música mais comum.

“Herz in Flammen”: outro momento do disco em que a banda beira o Melodic Death Metal com uma ambientação completamente inebriante aos sentidos do ouvinte, com um refrão muito bom.

“Ich Bin Weg”: Mais uma canção com uma ambientação melódica e acessível, com um ritmo não veloz, permitindo o surgimento de partes mais introspectivas onde os violões e vocais fazem bonito.

“Ich Nehm Dir Deine Welt”: a mais longa canção do CD, com mais de seis minutos de duração. Existem momentos Progressivos introspectivos com vocais macios e predominância de teclados e pianos, mas no geral, é uma pancadaria melodiosa de primeira, daquelas que entram nos ouvidos e não saem mais. E que trabalho primoroso das guitarras e da base rítmica do grupo.


Conclusão: DIE APOKALYPTISCHEN REITER ainda não é um nome de grande sucesso no Brasil. Mas isso deve começar a mudar com essa versão nacional de “Der Rote Reiter”.

Além do mais, é uma superbanda, daquele tipo que coloca os retrógrados para reclamar, e os que gostam de novidades diferentes recebem de braços abertos.

Nota: 94%


“Der Rote Reiter”: http://bit.ly/2H4nfpI



“Die Freiheit Ist Eine Pflicht”: http://bit.ly/2IJLRGR



Spotify

terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

RHAPSODY OF FIRE - The Eighth Mountain


Ano: 2019
Tipo: Full Length
Importado


Tracklist:

1. Abyss of Pain (instro)
2. Seven Heroic Deeds
3. Master of Peace
4. Rain of Fury
5. White Wizard
6. Warrior Heart
7. The Courage to Forgive
8. March Against the Tyrant
9. Clash of Times
10. The Legend Goes On
11. The Wind, the Rain and the Moon
12. Tales of a Hero’s Fate


Banda:


Giacomo Voli - Vocais
Roberto De Micheli - Guitarras
Alex Staropoli - Teclados, pianos, orquestrações, corais 
Alessandro Sala - Baixo
Manuel Lotter - Bateria


Ficha Técnica:

Alex Staropoli - Produção
Sebastian “Seeb” Levermann - Mixagem, masterização
Alex Charleux - Arte da capa
Raffaele Albanese - Vocais (corais)
Christopher Lee - Narração


Contatos:

Assessoria: 
E-mail: 

Texto: “Metal Mark” Garcia


Introdução: Mudanças de formação, em geral, causam debates apaixonados entre os fãs. E a tendência é que eles nunca sejam de todo superados (podem ver a questão OzzyX Dio quando se fala de vocais no BLACK SABBATH), mas ao mesmo tempo, surpresas podem surgir quando isso venha a ocorrer. “The Eighth Mountain”, novo disco do quinteto italiano RHAPSODY OF FIRE chega em um momento em que o grupo andou sendo contestado por seus fãs mais antigos.

Mas o disco em si daria espaços para tantas críticas assim?

Análise geral: Antes de tudo, é necessário deixar claro que é óbvio que a saída do vocalista Fabio Lione em 2016 causou frissons extremos em muitos. O que se pode aferir é que o grupo não se deixou abalar, e que Giacomo Voli tem uma voz excelente, que se encaixou muito bem no trabalho musical do grupo, pois tem uma ótima diversidade de timbres (vai de agudos altos a passagens onde sua voz natural flui haroniosamente).

O que fica óbvio: a entrada de Giacomo não alterou o Power Metal épico do grupo, grandioso pelo uso de ótimas orquestrações dos teclados (Alexcontinua sendo um mestre nisso). O grupo aparenta também estar mais agressivo em alguns momentos (onde o foco passa a ser a guitarra de Roberto de Micheli), mas ao mesmo tempo, com ótima diversidade de ritmos (os novatos Alessandro Sala no baixo e Manuel Lotter na bateria são ótimos).

Logo, resta dizer que “The Eighth Mountain” dá continuidade à tradição musical do quinteto.

Arranjos/composições: Em termos de estilo, o grupo não mudou tanto assim em relação a tudo que já fez. A quantidade de detalhes minimalistas continua enorme (reparem bem em “Master of Piece”, onde partes de teclados e guitarras criam uma multiplicidade de arranjos incrível), com tudo se encaixando perfeitamente. Algo que o quinteto sempre fez, e sempre mantendo uma pegada melódica cativante, cada refrão polido de forma que os ouvintes assimilem com facilidade.

Ainda soa épico, grandioso, bem trabalhado e com suas doses corretas de peso e agressividade.

Qualidade sonora: O trabalho de Sebastian “Seeb” Levermann (com quem a banda já havia trabalhado em “Legendary Years”, além de ter trabalhos com nomes como ARMORED DAWN) na mixagem e masterização deixou tudo doando claro, mas sempre com as devidas quantidades de peso e agressividade. O que poderia sem melhor são os timbres da guitarra em vários momentos (ficou um pouco “choco” em alguns riffs). A tutela é mais uma vez do líder Alex Staropoli.

De resto, ficou excelente, verdade seja dita.


RHAPSODY OF FIRE
Arte gráfica/capa: O nome do quinteto sempre implica em algo que leva o ouvinte ao universo literário de J. R. R. Tolkien ou George R. R. Martin. E Alex Charleux (outro que já trabalha com o quinteto há algum tempo, tendo feito a arte de “Legendary Years” e para Singles da banda) captou bem a ideia dessa nova saga épica que o grupo chama de “The Nephilim’s Empire Saga” (sim, mais uma vez, temos um trabalho conceitual deles em mãos).


Destaques musicais: O conteúdo musical de “The Eighth Mountain” não tem o mesmo nível de clássicos do grupo como “Legendary Tales” ou “Symphony of the Enchanted Lands”, mas está longe de ser algo ruim. Este é mais um disco de alto nível, recheado de ótimas composições, entre elas:

“Seven Heroic Deeds”: o disco já abre com uma canção com guitarras pesadas, ótimos corais, mas com um peso absurdo graças ao trabalho ótimo de baixo e bateria, mas existem uns toques técnicos bem evidentes Existem suas partes mais melodiosas, e o refrão é um momento épico.

“Master of Peace”: Sabem aqueles corais melódicos que grudam nos ouvidos? Essa canção tem desses em profusão, além de boas melodias.

“Rain of Fury”: é a canção do vídeo de divulgação, logo, é um dos pontos mais fortes do disco. Linhas harmônicas diretas e pegajosas, e maior foco no trabalho dos teclados, mas se os vocais estão perfeitos, mostrando um alcance vocal impressionante. E que refrão!

“Warrior Heart”: aquela típica canção com maior ênfase Folk/Épica, com maior prevalência dos teclados e vocais (e sinceramente, a ambientação introspectiva ficou perfeita).

“March Against the Tyrant”: 9 minutos de pura energia e empolgação, cheia de mudanças de atmosferas (do denso e introspectivo ao veloz e pesado sem pudores). Muita técnica, com passagens perfeitas onde guitarras e teclados criam contrastes musicais grandiosos.

“The Legend Goes On”: o andamento mais comportado permite uma bela evolução dos teclados, mantendo a aura épica em alta. Mas as guitarras estão muito bem, isso sem mencionar o refrão grandioso.

“Tales of a Hero’s Fate”: outra música grande (mais de 10 minutos de duração), recheada por todos os elementos que os fãs da banda já estão acostumados. E se preparem para corais grandiosos, vocais bem colocados e mais mudanças de ritmo.


Conclusão: Com o grupo, não tem erro, pois sabem explorar bem o estilo que delinearam para si mesmos. Além disso, “The Eighth Mountain” vem para provar que o RHAPSODY OF FIRE não depende de seu passado, mas que está pronto para desafios maiores no futuro.


Nota: 91%


“Master of Peace”: http://bit.ly/2EAxYXD



Rain of Fury”: http://bit.ly/2NwsIqD



“The Legend Goes On”: http://bit.ly/2H8q2yt



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