quarta-feira, 30 de agosto de 2017

MICHAEL SCHENKER FEST - sign worldwide deal with NB; new album and tour

signs worldwide record deal with Nuclear Blast; announces new studio album for spring 2018 plus North American tour!

Michael Schenker is one of the most significant rock guitarists in the history of music. He has mesmerised the rock community since the 70's with his characteristic guitar play and contributed not only to SCORPIONS classics such as 'Lovedrive', 'Coast To Coast' and 'Holiday', but also constructed himself a monument during his time in UFO by writing hits like 'Doctor Doctor' and'Rock Bottom' among others. His playing has influenced several generations of guitar players enormously.

Back in 1979, the "German Wunderkind" decided to be his own boss. He founded the MICHAEL SCHENKER GROUP aka M.S.G. and released the masterpieces »Assault Attack« and »Built To Destroy«, the live legacy »One Night At Budokan« as well as the McAULEY SCHENKER GROUP pearls »Perfect Timing« and »Save Yourself«. Around that time, outstanding musicians such as Billy Sheehan (MR. BIG etc.), Don Airey (DEEP PURPLE etc.), Cozy Powell(ex-JEFF BECK etc.), Chris Slade (AC/DC), Pete Way (UFO etc.) and Neil Murray (ex-WHITESNAKE) were all invited by Schenker to play with him. M.S.G. also became home of great vocalists, most notably Gary Barden, Graham Bonnet (ex-RAINBOW etc.) and Robin McAuley. Those guys were also a part of the comprehensive MICHAEL SCHENKER FEST, whose celebrated Tokyo show was released as live CD, DVD and Blu-ray this March recently passed.

Now the time has come for Michael Schenker to move another step forward: He fulfills the long-awaited dream of all hard rock fans by etering the studio as MICHAEL SCHENKER FEST. The band have just started the recording process for a brand-new studio album with producer Michael Voss. Its release is set for spring 2018 through Nuclear Blast, the band's new record label.

Comments Schenker, "I am very happy to have signed with Nuclear Blast Records and I am looking forward to releasing a killer MICHAEL SCHENKER FEST studio album in the spring of 2018. The album will bring together past and present in the form of 3 original M.S.G. singers - Gary Barden, Graham Bonnet & Robin McAuley - and the current MICHAEL SCHENKER'S TEMPLE OF ROCK vocalist Doogie White (ex-RAINBOW). Keep on rockin'!"

With this latest signing, a long-desired dream came true for the South Germany-based label. Owner Markus Staiger grew up with Michael Schenker's music and is also one of his greatest admirers. "I'm proud to be able to work with the ultimate guitar god, Michael Schenker. He has always been my idol and he's the reason why I started to play the guitar when I was 13 years old. But I was ungifted in that area, so I had to stop and decided to found a record label instead. It's a great day and I feel happy just like back in the day when I was listening to »Lovedrive« and »Michael Schenker Group« for the very first time, and went nuts! Thanks!"

MICHAEL SCHENKER FEST will be playing several shows this year, including two German performances at Bang Your Head!!! Festival and Capitol Offenbach.

Photo Credit: Michael Voss

MICHAEL SCHENKER FEST - Tour Dates:

2017

MICHAEL SCHENKER FEST
featuring 3 original M.S.G singers Gary Barden, Graham Bonnet and Robin McAuley

15.07. D Balingen - Bang Your Head!!! Festival
15.10. J Tokyo - Loud Park Festival
25.10. D Offenbach - Capitol
27.10. E Santander - Escenario Santander
28.10. E Pamplona - Auditorio de Burlada
29.10. E Barcelona - Razzmatazz
31.10. NL Zoetermeer - De Boerderij
02.11. UK London - o2 Shepherd’s Bush Empire
03.11. UK Sheffield - o2 Academy
04.11. UK Manchester - o2 Ritz
05.11. UK Hull - City Hall


2018

MICHAEL SCHENKER FEST
featuring 3 original M.S.G. singers Gary Barden, Graham Bonnet and Robin McAuley plusDoogie White (ex-RAINBOW, MICHAEL SCHENKER'S TEMPLE OF ROCK)

03/06 USA Silver Springs, MD - The Fillmore
03/07 USA Pittsburgh, PA - Carnegie Music Hall
03/09 USA Boston, MA - Berklee Performance Center
03/10 USA New York, NY - Irving Plaza
03/11 USA Philadelphia, PA - Theatre of Living Arts
03/12 CDN Montreal, QC - Club Soda
03/14 USA Detroit, MI - Royal Oak Music Theatre
03/16 USA Cleveland, OH - Agora Theatre
03/17 USA Chicago, IL - Concord Music Hall
03/18 USA Milwaukee, WI - Pabst Theater
03/19 USA Minneapolis, MN - Cabooze
03/22 USA Seattle, WA - Neptune Theatre
03/24 USA San Jose, CA - Events Center
03/25 USA Anaheim, CA - The Grove
03/26 USA Phoenix, AZ - Marquee Theatre
03/27 USA Las Vegas, NV - House of Blues
03/29 USA Denver, CO - Cervantes Ballroom
03/31 USA San Antonio, TX - Vibes Event Center
04/01 USA Dallas, TX - Bomb Factory
04/03 USA Tampa, FL - The Ritz

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More info:

PRECEPTOR (Death Metal - Belo Horizonte/MG)


Banda: PRECEPTOR

Início de atividades: 2004

Discos lançados: “Demo Ensaio 2007”, “Missiva Apocalíptica (EP)”, “Dogmatismo” (CD full lenght)

Formação atual: Du (vocais), Fred (baixo), Morone (bateria), Grilão  (guitarras), Sérgio (guitarras)

Cidade/Estado: BH/MG

PRECEPTOR

BD: Como a banda começou? O que os incentivou a formarem uma banda?

A banda é uma reunião de amigos que trocavam fitas K7 e tocavam Death Metal juntos no início dos anos 90. Sérgio e Grilão tocaram no MORTTHRASH em 92, Du e Morone vieram do VECTOR UNDERFATE, outra banda de BH da década de 90 e Fred entrou na banda em 2013, vindo do THROLL e PARADISE IN FLAMES.

O som de bandas como BOLT THROWER, ASPHYX, AUTOPSY, BENEDICTION e UNLEASHED nunca saiu do nosso sangue e com a vida pessoal mais estabilizada enxergamos a possibilidade de voltar à ativa com um projeto de longo prazo. Dessa ideia até hoje já se vão 13 anos. Acabamos de lançar nosso debut, o “Dogmatismo”, e ele representa bem toda essa trajetória.


BD: Quais as maiores dificuldades que estão enfrentando no cenário?

Tocamos música underground, não esperamos muito apoio, mídia, casas lotadas e estrutura de grandes festivais. Se fosse assim não se chamaria underground. Temos que nos unir e fazer os corres por nós mesmos e duvido muito que um dia será diferente. Pare de reclamar, levante a bunda da cadeira e tenha atitude. O que realmente é complicado é que estamos em um país de dimensões continentais, as distâncias dificultam bastante uma tour, por exemplo. 


BD: Como estão as condições em sua cidade em termos de Metal/Rock? Conseguem tocar com regularidade? A estrutura é boa?

Assim como as bandas amadureceram o cenário também tem se profissionalizado. Por aqui as bandas estão se juntando para promover eventos de forma sustentável. Shows de todos os tipos para todos os bolsos. Temos organizadores de shows de todos os portes, desde shows pequenos, passando pelos festivais com dezenas de bandas e também os grandes shows de bandas gringas. O Coletivo Metalpunk, por exemplo, é uma iniciativa que traz bandas inimagináveis de se ver tocando no Brasil e cobra valores irrisórios de entrada com todo mundo se ajudando.

Recentemente tocamos no Music Hall com o DEICIDE e não temos do que reclamar. Equipamentos, mesários, técnicos de iluminação, passagem de som como manda o figurino, 40 minutos de palco disponível com um som impecável. É claro que não é sempre assim, mas mesmo em shows pequenos temos percebido uma constante preocupação pelo menos com a qualidade do som.


BD: Hoje em dia, muitos gostam de declarar o fim do Metal, já que grandes nomes estão partindo, e outros parando. Mas e vocês, que são uma banda, como encaram esse tipo de comentário?

O Metal nunca vai acabar. Nós estamos velhos e continuamos na estrada, assim como grande parte das bandas que sempre foram referência para nós. Os dinossauros têm mesmo que largar o osso. Existe uma molecada chegando e tocando muito. O futuro, é claro, está nas mãos deles. Por isso, procuramos sempre incentivar e passar para essa molecada um incentivo que não tivemos lá no final dos anos 80. A tecnologia veio para facilitar. Uma faca pode cortar o pão ou matar uma pessoa, tudo depende do uso que se faz dela. Apesar de ainda estarmos aumentando nossas coleções de discos, revistas e zines, o material digital é uma realidade. Não vemos isso com maus olhos, temos que aprender a tirar proveito das facilidades que a tecnologia nos traz, como a de divulgar os materiais em qualquer parte do mundo com muito mais facilidade, por exemplo.


BD: Em termos de Brasil, o que ainda falta para o cenário dar certo? Qual sua opinião?

O cenário é uma engrenagem, faltou uma peça a coisa desanda. As pessoas que comparecem aos eventos são a força motriz. Sem público o cenário não existe. Acho que as bandas que resistem ao teste do tempo já fazem a sua parte. Os organizadores de eventos, casas de shows, técnicos de som, donos de estúdio, também tem participação fundamental nessa engrenagem. O público só sai de casa se todas essas outras peças estiverem desempenhando bem o seu papel.

Já em termos de banda, o conceito de “dar certo” é muito relativo. O que é dar certo? Gravar, vender, rodar o Brasil, ter reconhecimento e tocar lá fora? Ganhar dinheiro? Passar uma vida tocando por diversão e bebendo cerveja depois dos ensaios? Se dar certo é ter sucesso comercial, isso é difícil para qualquer banda de qualquer estilo no mundo todo, imagine para bandas de metal no Brasil.


BD: Deixem sua mensagem final para os leitores.

Ninguém tem obrigação de ouvir banda que não gosta, muito menos comprar material, mas se na sua cidade alguém está fazendo um trabalho que você curte, procure apoiar, conhecer melhor, ir aos shows, interagir com os caras. Isso é a gasolina que nos mantém nessa “roubada”.


Links para contatos: preceptorbr@gmail.com

Links para audição:
https://youtu.be/IiWzLuk3OAk

PÄNZER: Schmier talks about the lyrics in part two of the album trailer series!


Heavy metal saviours PÄNZER will unleash their sophomore record entitled »Fatal Command« on October 6th, 2017 through Nuclear Blast Records. After revealing why they picked such politically charged artwork in the first album trailer, the band has now launched a second trailer covering the lyrical content. Watch as front man Schmier opens up about what he was influenced by when writing the album:



Schmier comments:

"The lyrics of the album are a personal view of mine on the world and of my life also - I have some personal lyrics in there about a friend of mine who turned schizophrenic, which is of course very intimate and for me it's been a great relief to write about it. But I'm also an old punk and like to create lyrics about stuff that's going on in the world."

Pre-order »Fatal Command« in various formats (DIGI, CD, 2LP (black, clear)) now: nuclearblast.com/panzer-fatalcommand

Pre-order »Fatal Command« digitally and receive 'We Can Not Be Silenced' and 'Satan's Hollow' instantly or stream both tracks: http://nblast.de/PaenzerDigital

More on »Fatal Command«:

'Satan's Hollow' OFFICIAL TRACK: https://www.youtube.com/watch?v=KaWLHy2nrvk


'We Can Not Be Silenced' OFFICIAL LYRIC VIDEO: https://www.youtube.com/watch?v=HoLLWKwkM-4


Trailer #1 - Schmier talks about the album artwork: https://www.youtube.com/watch?v=8sdheckZJ7E


»Fatal Command« - Track Listing:

01. Satan's Hollow
02. Fatal Command
03. We Can Not Be Silenced
04. I'll Bring You The Night
05. Scorn And Hate
06. Afflicted
07. Skullbreaker
08. Bleeding Allies
09. The Decline (…And The Downfall)
10. Mistaken
11. Promised Land
Bonus (DIGI and 2LP only!)
12. Wheels Of Steel


"With »Fatal Command«, we pay tribute to our early days and the era of NWOBHM," Schmiercommented. "The new songs are faster, heavier, catchy and even more melodic, without being commercial at all. We wanna keep the old and original metal spirit alive."

»Fatal Command« lives and breathes heavy metal like few other albums of recent years do. It is a monolith of a record on which the tempestuous music, the provocative artwork and Schmier's social-criticism come together under a metallic and indestructible hide, courtesy of Little Creek Studio in Basel, Switzerland. One thing, however, is setting »Fatal Command« apart from the perfect heavy metal record: "There's no ballad! But as the singer, I wanted to spare mankind," he laughs. Consequently, PÄNZER prefer to hit the throttle and concentrate on kicking as much ass as possible. »Fatal Command« proudly wears the insignia that so many current bands are lacking, a bold statement against wimps and posers. PÄNZER swear a solemn oath on »Fatal Command«: They will be true to heavy metal in good as well as in bad times, in sickness and in health. They will love it and honour it all the days of their lives until death does them part. Amen!

After the departure of Herman Frank (VICTORY), PÄNZER recruited Pontus Norgren of HAMMERFALL to aid their warfare, as well as V.O. Pulver (GurD, POLTERGEIST) on guitar, who already helped out for their latest live shows and has now become a full time member ofPÄNZER. "After producing the debut with PANZER, the guys asked me to help them out live to provide the double axe-attack on stage," remembers V.O. Pulver. "Of course I took the chance to rock out with my buddies. And when the opportunity came up to join them permanently, I didn't hesitate to accept and now I can't wait to play the sound of my youth!" Also Pontus was just as excited to join the heavy metal war machine: "It was not a hard decision when I got asked to join PÄNZER, it was a straight YES! To be able to create music with good friends is the most important thing in my world and in this band, having fun when making music, is number one." 

PÄNZER is:
Schmier | vocals, bass
Pontus Norgren | guitars
V.O. Pulver | guitars
Stefan Schwarzmann | drums

More info:

THRESHOLD: Richard West discusses the new album title!


UK progressive metal quintet THRESHOLD are set to release their colossal double album »Legends Of The Shires« on September 8th via Nuclear Blast. In anticipation of the new release, the band have started rolling out trailers discussing various aspects of the album. In today's trailer, keyboard player Richard West discusses the new album title and whether or not the band were influenced by Tolkien: https://www.youtube.com/watch?v=aJStwMgnQtk


Pre-order »Legends Of The Shires« now: http://nblast.de/ThresholdLOTSNB
Pre-order »Legends Of The Shires« digitally: http://nblast.de/ThresholdDigital

Watch Richard discuss Glynn Morgan returning to take on vocal duties for the first time since 1994's »Psychedelicatessen« album, as well as the cameo appearance by founder member Jon Jeary: https://www.youtube.com/watch?v=pSwnotvwGio


Watch the stunning official video for 'Small Dark Lines', here:


Speaking about the track and video, Karl Groom commented: "The people at Sitcom Soldiers have created just the right atmosphere in our new video clip and it was an enjoyable experience to film for the band. We managed to find some excellent extras and tortured them with freezing showers in the clip, with some travelling as far as Sweden for the pleasure! It is great to have Glynn back in the band with 'Small Dark Lines' showcasing all his power and versatility. This single should give people another glimpse into the double album »Legends Of The Shires« and an idea of what is to come on release day 8 September 2017."

»Legends Of The Shires« - Track Listing:

CD 1
01. The Shire (Part 1) 2:03
02. Small Dark Lines 5:24
03. The Man Who Saw Through Time 11:51
04. Trust The Process 8:44 
05. Stars And Satellites 7:20
06. On The Edge 5:20

CD 2
07. The Shire (Part 2) 5:24
08. Snowblind 7:03
09. Subliminal Freeways 4:51
10. State Of Independence 3:37
11. Superior Machine 5:01
12. The Shire (Part 3) 1:22
13. Lost In Translation 10:20
14. Swallowed 3:54


ICYMI:

Listen to the 10 minute epic first single 'Lost In Translation': https://www.youtube.com/watch?v=MT7vFM7U9gU


One of THRESHOLD's founder members Jon Jeary, who last performed with the band in 2002 also appears on the new album. Jon can be heard performing vocals on 'The Shire (Part 3)'.

Speaking about his cameo, Jon commented: "I always look forward to hearing a new THRESHOLD album and this time I'm doubly excited because Glynn will be singing and also, I am proud to say, there will be a small cameo vocal performance from me on 'The Shire (Part 3)'. It's great to be able to appreciate what THRESHOLD do now as one of their faithful army of fans and a privilege to make a small contribution."

Jon Jeary was the band's bassist and also performed backing vocals on songs such as 'Eat The Unicorn'. He co-wrote a number of the band's early classics, including 'Sanity's End', 'Into The Light' and 'The Ravages Of Time'. Jon previously appeared on the THRESHOLD albums»Wounded Land« (1993) to »Critical Mass« (2002).



THRESHOLD live:

»Legends Of The Shires« Tour 2017

12.11. GR Athens - Kyttaro Live Club
17.11. UK Pwllheli - HRH Prog

w/ DAMNATION ANGELS, DAY SIX
28.11. NL Weert - De Bosuil
29.11. D Hamburg - Markthalle
30.11. D Berlin - Lido
01.12. D Aschaffenburg - Colos-Saal
02.12. D Munich - Feierwerk
03.12. CH Pratteln - Z7
05.12. D Stuttgart - Club Cann
06.12. D Hanover - Musikzentrum
07.12. B Kortrijk - De Kreun
08.12. D Essen - Turock
09.12. NL Zoetermeer - Boerderij
10.12. UK London - o2 Islington Academy

THRESHOLD is:
Steve Anderson | bass
Karl Groom | guitars
Glynn Morgan | lead vocals
Richard West | keyboards
Johanne James | drums

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More info:

terça-feira, 29 de agosto de 2017

ACCEPT - The Rise of Chaos (Álbum)


2017
Nacional

Nota: 9,6/10,0

Tracklist:

1. Die by the Sword
2. Hole in the Head
3. The Rise of Chaos
4. Koolaid
5. No Regrets
6. Analog Man
7. What’s Done is Done
8. Worlds Colliding
9. Carry the Weight
10. Race to Extinction


Banda:


Mark Tornillo - Vocais
Wolf Hoffmann - Guitarras
Uwe Lulis - Guitarras
Peter Baltes - Baixo
Christopher Williams - Bateria


Contatos:

Bandcamp:
Assessoria:

E-mail:

Texto: Marcos “Big Daddy” Garcia


Alguns nomes no Metal são icônicos, apesar de não terem nos dias de hoje a projeção do seu passado de glórias. E o melhor exemplo para ilustrar estas palavras é o quinteto alemão ACCEPT. Antes de tudo, o grupo é o pai por direito do que viemos a chamar de “Heavy Metal Germânico”, com sua energia envolvente, corais e refrãos marcantes, e a base instrumental de primeira. Eles tiveram suas glórias maiores nos 80, pararam, voltaram nos 90, pararam, e desde que voltaram, estão mantendo o alto nível de seus discos. Que o diga o mais recente disco deles, “The Rise of Chaos”, lançado no Brasil ela Shinigami Records e a Nuclear Blast Brasil em mais uma parceria.

É preciso estabelecer algo: o disco não tem absolutamente nada de novo. Não, é apenas o bom e velho ACCEPTde sempre, com seu estilo melodioso, agressivo e marcante (o que já é bem mais que suficiente). Assim como “Stalingrad: Brothers in Death” e “Blind Rage”,podemos dizer que “The Rise of Chaos” honra o nome do grupo, mesmo estando longe do nível de seus discos mais clássicos.

As guitarras do novato Uwe Lulis (ex-GRAVE DIGGER, REBELLION) e do veterano Wolf Hoffman estão excelentes, om riffs envolventes e de fácil assimilação, e solos de primeira. A base rítmica de Pete Baltes (baixo) e do também novato Christopher Williamsé sólida e pesada, mantendo a coerência e solidez dos ritmos das canções. E Mike Tornillo está cada vez mais entrosado, cantando bem e impondo agressividade em sua voz em cada uma das faixas. Talvez “The Rise of Chaos”tenha sua melhor performance em um álbum desde que entrou na banda.

Esclarecendo: “The Rise of Chaos” não inova, mas o ACCEPTprecisa inovar mais o que?

A produção, mixagem, masterização e gravação são, mais uma vez, de Andy Sneaps. A parceria que vem dando certo não foi mexida, justamente para quilo que Wolf tem dito em algumas entrevistas: a fusão da velha essência e identidade do ACCEPT com uma sonoridade mais forte e “cheia” que os equipamentos modernos permitem. Dessa maneira, a sonoridade se torna híbrida, com muita energia e pesada, mas sempre com o feeling de que existe uma banda tocando.

A arte da capa e o layout são de Gyula Havancsák, artista húngaro que já fez capas para bandas como ANGELUS APATRIDA, ANNIHILATOR, DESTRUCTION, GRAVE DIGGER e outros. E a imagem da capa é icônica, deixando clara a idéia do título. E a versão nacional é em formato Digipack!

O que se pode dizer de “The Rise of Chaos” além de que é um dos fortes concorrentes ao Top 10 de muitos ao final do ano?

Como dito acima, seguindo o velho estilo eles lançaram um disco ótimo, com músicas excelentes e arranjos fantásticos. A banda parece mais cheia de vigor que em “Blind Rage”, com vontade de fazer música de alto nível. E quem ganha somos nós.

Pedradas como a energia seca e cativante de “Die by the Sword” (andamento com velocidade média, esbanjando melodia, ótimo refrão e Mike pondo os pulmões para fora, cantando muito bem), a trampada e com aquele jeitão clássico do quinteto “The Rise of Chaos” (aqui a sessão rítmica mostra sua força e peso, sem exagerar na técnica), a levada pegajosa e mamutesta de “Koolaid” (aquela pega em meio tempo tão ACCEPT, um refrão com bons backing vocals e um trabalho primoroso das guitarras), o peso “Metal Made in Germany” de “No Regrets” e “Analog Man” (a primeira com boas passagens mais melodiosas, e mesmo certo tom de acessibilidade musical, e a segunda com aquelas pequenas paradas que o quinteto sempre fez muito bem, com os vocais ótimos, excelentes backing vocals e guitarras excepcionais), aquelas melodias bem feitas e grudentas do grupo apresentadas em “Worlds Colliding”, e as melodias em um andamento “up tempo” de “Race to Extinction”.

“The Rise of Chaos” veio para mostrar que o grupo está vivendo um ótimo momento na carreira. E usando a frase de um grande amigo meu, quem gosta de Metal, gosta de ACCEPT.


OS CAPIAL - Emboscada Caipira de Plasma (Álbum)


2017
Nacional

Nota: 8,7/10,0


Tracklist:

1. Aguacero
2. Ácaro
3. Agrotóxico
4. Alfobre
5. Anarkofobocolatras
6. Arreio
7. Baruio
8. Brejo
9. Cabaça
10. Carreador
11. Cevar
12. Colonião
13. Comitiva
14. Dois Potros
15. Emboscada Caipira de Plasma
16. Esterco
17. Farpa
18. Flatulando e Andando
19. Fossa
20. Forquilha
21. Gabiroba
22. Geada
23. Lobeira
24. Metalinguagem Grindcoreana
25. Praga de Bicho Pega - Oxiuríase Mandada
26. Tríplice Lavagem
27. Xepa
28. Zinabre


Banda:


Dito Paieiro da Silva - Guitarras, vocais
Bento Chapéu de Paia Pereira - Bateria


Contatos:

Site Oficial:
Twitter:
Instagram:
Assessoria:

E-mail: marcelocaraciolotucci@hotmail.com

Texto: Marcos “Big Daddy” Garcia


Antes de tudo, a música precisa ser divertida. Sim, pois ouvir algo por mera militância é chato (que o diga os fãs de certos músicos da MPB, pois sabem ser um chute no saco), e aliar a isso música de alto nível dentro da proposta que o grupo adota para si. E sabendo entreter e apresentar um trabalho musical muito bom vem a dupla de Araraquara (SP) OS CAPIAL, dispostos a causar surdez precoce nos ouvintes com seu mais recente disco, “Emboscada Caipira de Plasma”.

É o terceiro disco dos matutos do Death/Grind nacional. Visual e liricamente evocando a vida do trabalhador braçal das roças, mas musicalmente explodindo ouvidos e sangrando pescoços com uma música com bastante influência de NAPALM DEATH, MACABREe outros nomes da extrema podridão do Metal extremo, percebe-se que o dueto desce a marreta (ou a enxada) em todos com uma música muito agressiva e extremada, mas sempre de bom gosto. Sim, a música dessa dupla caipira é de muito bom gosto, e cheia de personalidade.

Artur Rinaldi é o produtor de “Emboscada Caipira de Plasma”, bem como ele mesmo fez a mixagem e masterização. Embora o grupo não necessite de uma superprodução em termos sonoros, Arturfez um bom trabalho, já que a podreira aqui fica na música e a agressividade vem dos timbres instrumentais, já que a qualidade sonora é bem limpa e seca, nos permitindo entender bem o que esses dois sujeitos estão aprontando.

A capa de Luciano Salles ficou muito boa, com um desenho simples que enfoca os temas líricos do grupo.

OS CAPIAL é mesmo um grupo diferente, já que é preciso, antes de tudo, ter coragem de fugir do ponto comum de muitos, e usar essa temática lírica e visual requer colhões. E esses caipiras conseguiram, pois sua música é divertida e um prato cheio para os fãs de estilos extremados. Só aquele seu coleguinha mais trevosos vai ficar triste, mas não ligue: um pirulito e um toddynho gelado, e ele fica quieto e não enche mais o saco.

Arranjos bem feitos, uma música madura e com muito potencial, tudo isso transforma a audição de “Emboscada Caipira de Plasma” em algo muito agradável. São 28 esporros sonoros pesados como um trator, mas destacamos os urros guturais e passagens diversificadas de “Ácaro”e “Agrotóxico”, o massacre caipira presente nos riffs de “Alfobre”, “Anarkofobocolatras” e “Arreio”, a barulheira de porcos sendo castrados em “Baruio” (reparem nos urros), na trinca-botinas “Cabaça”, os arranjos bem feitos de “Cevar”, a matança extrema de “Dois Potros”(ritmos mais cadenciados e azedos de cara, mas logo a velocidade retoma seus picos elevados, com a bateria indo muito bem) e de “Emboscada Caipira de Plasma” (o contraste entre urros guturais e berros rasgados, e solos doentios fazem a festa), a cômica “Flatulando e Andando” (ouça e entenderão o que digo), a levada mais Death Metal/Hardcore de “Forquilha”, e os riffs extremos e tempos mais lentos de “Metalinguagem Grindcoreana” formam uma espinha dorsal excelente do trabalho do OS CAPIAL.

É melhor tomarem cuidado, pois esses dois “Matutos from Hell” vieram mostrar que existe um ponto comum entre Jeca Tatu e Death/Grindcore. E ai de quem discordar deles, pois pode levar uma enxadada ou um golpe de facão no lombo!


MYRKGAND (Black/Death/Power/Epic Metal - João Pessoa/PB)


Banda: MYRKGAND

Início de atividades:2012

Discos lançados: “Myrkgand” (2017)

Formação atual: Dmitry Luna (todos os instrumentos, vocais)

Cidade/Estado:João Pessoa/PB

Dmitry Luna (MYRKGAND)

BD: Como a banda começou? O que os incentivou a formarem uma banda?

Começou quando eu criava músicas por conta própria e guardava essas composições com a intenção de formar uma banda, mas como aqui na região é muito difícil (pra não dizer impossível) encontrar músicos que sejam ao mesmo tempo bons e responsáveis, acabei eu mesmo tomando a iniciativa de gravar tudo sozinho. Demorei uns anos até poder gravar, pois estive juntando a grana necessária pra isso. Sempre fui eclético, e sou fã de muitas bandas de várias vertentes do Metal, então pensei que seria uma boa dar uma mesclada nos gêneros que eu mais me identifico (Death, Black, Folk e Power Metal). Sempre fui fã de RPGs, fantasia, mitologia, monstros, demônios, espadas e magia, nisso tenho facilidade em tratar desse tipo de temática, como também um prazer especial pelo assunto. O que mais me incentivou foi minha paixão por música e arte, a vontade de fazer algo totalmente meu, sem interferências, e também sem me moldar de acordo com mercado ou com o gosto alheio. Busco agradar a mim mesmo acima de tudo, se alguém gostar, massa! Falando de incentivo, um músico que sempre me incentivou e até hoje é minha maior influência é o Chuck Schuldiner, fundador do DEATH, que sem dúvidas é minha banda favorita. A banda alemã BLIND GUARDIANé outra que sempre me influenciou como músico e pessoa, me baseio muito neles e me influencio. Os livros de J.R.R. Tolkien também me incentivaram muito e ajudaram a construir quem sou, a mitologia nórdica também... E por aí vai. Muitas bandas, leituras e jogos me influenciaram durante a vida, e com o MYRKGANDeu busco depositar toda a minha essência, algo que eu faço com toda sinceridade, do fundo da minha alma.


BD: Quais as maiores dificuldades que estão enfrentando no cenário?

A cena brasileira enfrenta vários problemas... Desunião e ignorância reinam, inversão de valores, antiprofissionalismo de todas as partes em todos os âmbitos, rixas sem sentido e rivalidades criadas a troco de nada. Acho que o problema maior do brasileiro com o Metal é a falta de visão: é não apoiar os eventos como se deve fazer, é não comparecer e não fortalecer os shows, é ir beber na frente e não pagar ingresso... coisas desse tipo. As pessoas usam a desculpa que “ah, só vou pro show da banda que eu gosto”, mas não pensam que se são sempre os mesmos produtores trazendo, no dia que eles tiverem prejuízo com uma banda que você não gosta, eles acabam por não trazer no futuro as bandas que você gosta. Ir aos eventos, estar vivendo o Metal e trocando brindes e vivência com as pessoas das variadas cenas (estados diferentes) deveria ser algo mais frequente, algo que estivesse realmente em nossas veias, deveria ser tradição! Isso daqui é cultura, mas por vezes nos deparamos com retardados que sequer sabem o que significa cultura. Muitas vezes vejo pessoas das próprias bandas da cena que sequer comparecem a evento NENHUM, só os que eles tocam. Egoísmo reina, falta de visão e falta de noção e humildade. Mas é claro que há exceções, tem também uma galera que resiste e faz sua parte! Tomara que um dia consigamos reverter este quadro.


BD: Como estão as condições em sua cidade em termos de Metal/Rock? Conseguem tocar com regularidade? A estrutura é boa?

João Pessoa não tem estrutura nenhuma, deplorável. Quando tem show é um milagre, e quando tem vemos pseudo-produtores amadores e meia-boca... Geralmente um povo que defende que “Ahhh o underground é assim mesmo, tudo na doideira”. Mais uma vez falamos aqui de inversão de valores, hehe. Uma galera que acha que ser underground é não ser nada profissional, é ser atrasado, não cumprir horários, é não ter PA, não fazer o que foi acertado em contrato, não ter o mínimo pra uma banda se apresentar... Isso é quase que frequente por aqui. Fora o público que ainda é uma merda, mal comparece. Eu há anos organizo excursões saindo daqui pra cidades próximas como Recife, Natal, Fortaleza, que trazem bem mais shows, e mesmo assim é bem difícil arrumar a galera pra ir, mesmo nos shows internacionais, pois muitos se contentam em ficar no YouTube assistindo shows. E repetindo o que falei na resposta da pergunta anterior: as pessoas não possuem visão suficiente pra chegar à conclusão que: ao fortalecer outros shows da cena você está contribuindo para no futuro acontecer os shows que você mais deseja.


BD: Hoje em dia, muitos gostam de declarar o fim do Metal, já que grandes nomes estão partindo, e outros parando. Mas você, como banda, como encara esse tipo de comentário?

Eu não concordo com isso de “fim do Metal”. É ser radical e conservador demais! Há boas bandas surgindo e mesclando Metal com vários outros gêneros musicais, inovando e surpreendendo muita gente. Muitos dos que falam isso são só ranzinzas que têm preguiça de procurar e conhecer novas bandas. Bandas brasileiras como Cangaço, que mistura baião e cultura nordestina no Death Metal progressivo; o Hate Embrace, que lançou um disco na mesma pegada falando sobre a saga do cangaceiro Lampião pelo nordeste, com um instrumental espetacular; Arandu Arakuaa que mescla com cultura dos índios brasileiros (inclusive explorando línguas indígenas em suas letras)... isso estou só citando bandas brasileiras, mas pelo mundo há muita banda boa surgindo. Bandas inovadoras e promissoras! Inclusive há bandas antigas que estão lançando novos trabalhos espetaculares, caso de KREATOR, TESTAMENT, DARK FUNERAL, ABBATH, que fizeram discos ótimos recentemente, deram verdadeiras aulas. Creio que: essas bandas que estão ficando velhas, morrendo/se acabando, esses anciões deixam legados, ensinamentos, fazem escola e influenciam as novas bandas a criar, não só imortalizando seus trabalhos, mas com a convivência que muitos desses astros do Metal têm com outras bandas mais novas, em shows e turnês mundo afora. Isso deixa marcas fortes e muda realidades. Fora que em todas as gerações da humanidade vemos seres humanos geniais com capacidade de criação de coisas magníficas, no futuro não será diferente.


BD: Em termos de Brasil, o que ainda falta para o cenário dar certo? Qual sua opinião?

Acho que isso já foi respondido nas questões anteriores. Resumindo: falta visão, união, compromisso com a cena e encarar o Metal como um movimento realmente cultural, não só um entretenimento em eventos isolados.


BD: Deixem sua mensagem final para os leitores.

Valorizem as novas bandas, não só do Brasil, mas também de todos os outros países. Contribuam para o crescimento do Metal no Brasil comparecendo aos shows da sua cidade e região, viajando para assistir alguns, comprando material das bandas nos eventos ou na internet, CDs, camisas, e todo o resto. Fortaleçam, pois todos têm muito a ganhar com isso! Eventos melhores, com mais estrutura, e ocorrendo com muito mais frequência também! Se instruam, se aprimorem, busquem mais conhecimento e raciocinar mais sobre o que é realmente necessário para uma melhoria da cena como um todo, como uma unidade! Faça sua parte. Se divirtam mais e discutam menos, curtam mais e se confrontem menos. Rivalizem menos e apoiem mais, não percam tempo e saúde em confusões, ganhem tempo e felicidade com o que vocês mais gostam. Vamos manter essa chama acesa \m/


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