terça-feira, 10 de julho de 2018

FUSILEER (Thrash Metal - Guarapuava/PR)


Início de atividades: 2010
Discos lançados: War Triumph (EP)
Formação atual: Kiko (baixo, vocais), Fernando (guitarras), Adilson (bateria)
Cidade/Estado: Guarapuava/PR


MG: Como a banda começou? O que o incentivou a formarem uma banda?

Kiko: A banda começou em setembro 2010 com o nome de Immortality dois irmãos e um primo que pensavam em fazer um Heavy Metal tradicional com o passar do tempo o som foi ficando mais pesado e aí houve uma reformulação do estilo passando então a se chamar FUSILEER e adotando o Thrash Metal a partir de 2014.


MG: Falem um pouco sobre este atual álbum. Como foi feita a parte de composição, gravação e lançamento?

Kiko: O “War Triumph” é uma Demo com 6 músicas bem Thrash Metal Old School fizemos tudo com o sangue Thrash nas veias mesmo, gravada e mixada em apenas 2 meses e lançada sem nenhum selo ou apoio totalmente independente alcançou lugares que a banda não imaginava que ia chegar.


MG: Quais as maiores dificuldades que estão enfrentando no cenário?

Kiko: As dificuldades são as mesmas de sempre lugares que abram as portas pra bandas dependentes para o underground e principalmente os que se dizem tão a favor do movimento mais querem que as bandas paguem pra tocar; todos ganham em um evento segurança, bar, organizador e na maioria das vezes a banda não, uma banda tem custos (e não são poucos) acredito que esta seja a maior dificuldade.


MG: Como estão as condições em sua cidade em termos de Metal/Rock? Conseguem tocar com regularidade? A estrutura é boa?

Kiko: As coisas não são tão simples assim em qualquer parte mais acredito que para o tamanho da cidade aqui é bem movimentado o cenário underground. Tem uma estrutura ótima quando se propõe a fazer algum evento aqui por aqui. Estamos tocando bem ultimamente e a ideia é aumentar esse número de shows assim que saia o novo álbum!!!


MG: Hoje em dia, muitos gostam de declarar o fim do Metal, já que grandes nomes estão partindo, e outros parando. Mas e vocês, que são uma banda, como encaram esse tipo de comentário?

Kiko: Tudo tem que ser renovado, lendas são lendas jamais serão esquecidas, mas tem muita coisa boa por aí. Somos fãs de Metal também, não cabe a nós só criticar mais também ter esperança e o que gostamos de ouvir e fazer tenha seu reconhecimento, como já diz a música do VIOLATOR, uma das referências para nós no Underground: “The Plague Never Dies.


MG: Em termos de Brasil, o que ainda falta para o cenário dar certo? Qual sua opinião?            

Kiko: A minha opinião é que devemos valorizar e respeitar o que temos em nosso país tem bandas que são ótimas ou tão quanto as chamadas “gringas”.


MG: A banda já trabalha em um novo álbum certo? Fale um pouco mais dele para os nossos leitores.


Kiko: Estamos trabalhando a quase um ano já desde a composição,gravação e mixagem já estamos em fase final acertando alguns detalhes. Tudo foi feito bem planejado sem pressa para que o resultado seja o melhor possível. O álbum conta com 8 músicas todas seguindo a linha Thrash Metal,a sonoridade e qualidade de som bem produzidas em questão do primeiro trabalho estamos bem satisfeitos com o que está sendo feito.

Quem conhece a banda pode se preparar para a pancada sonora!!!


MG: Além deste novo material, quais são os projetos futuros da banda?

Kiko: A princípio é o lançamento deste álbum aí vamos planejar um sistema de divulgação em massa, toda banda quer alçar lugares mais altos acredito eu.

MG: Deixem sua mensagem final para os leitores.

Kiko: Agradecemos o apoio de quem está sempre acompanhando a banda as críticas o público que sempre incentiva e quer saber quando sai o novo CD pode ter certeza que vai valer a pena a espera.

Agradecemos ao Patrick (Sangue Frio Produções) que é um dos idealizadores desse projeto ao Thiago (Fug Design) pela arte e também ao Alessandro (Space K Studio) pela parceria paciência e apoio para que o resultado final seja o melhor possível, e principalmente ao espaço que nos permitiram para essa entrevista.

E a mensagem que deixamos é que o Metal precisa de nós e resta a nós não deixar esse estilo morrer o underground corre em nossas veias!

“Thrash 'till Death”.


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segunda-feira, 9 de julho de 2018

OCULTAN - Quintessence


Ano: 2018
Tipo: Full Length
Nacional


Tracklist:

1. Intro
2. Kalima
3. Dragão Negro
4. Queen of Shadows
5. Apophis
6. Set-Typhon
7. Father of the True Light
8. Anti Cosmic Legion


Banda:


C. Imperium Vociferous Necrocosm - Vocais
Lady of Blood - Guitarras
Kazoth Bey - Baixo
Mephisto Luciferius - Bateria


Ficha Técnica:

C. Imperium Vociferous Necrocosm - Produção, mixagem, masterização, arte da capa, layout, design
Lady of Blood - Produção, mixagem, masterização
Márcio Rogério Silva - Arte do encarte
Dara Mortimer - Corais


Contatos:

Site Oficial:
Assessoria:


Texto: M. Garcia


Certa vez, em um show em junho de 2004, este autor conversava com um amigo músico. Ele me falou de quanto gostava do jeito mais simples e direto de algumas bandas de Black Metal. Inclusive ele já endeusava o quarteto OCULTAN naqueles dias. Hoje, 14 anos depois e com vários discos lançados após “The Coffin” (que é o disco da época em que eu e este músico amigo conversamos), o grupo paulista continua sendo uma das grandes forças do Black Metal brasileiro, e seu décimo álbum, “Quintessence”, só prova isso. Um lançamento que a Heavy Metal Rock Records botou no mercado.

Óbvio que eles evoluíram muito nesses anos, lançando discos excelentes m atrás do outro. Talvez porque o OCULTAN não fuja de sua personalidade, porque não abrem mão de seu jeito de fazer música. Mas mesmo assim, a evolução é clara, lapidando muito bem o talento deles. Continua sendo sujo, distorcido e cru, como é uma tradição deles, mas ainda encorpado com a sabedoria que o tempo lhes deu. E digamos de passagem: eles não erram!

A produção musical está um pouco mais crua do que se ouve no trabalho anterior, o ótimo “Nexion Chaos”. Mas como dito antes, a sabedoria em equilibrar a sujeira dura de sua sonoridade com a necessidade de se fazer entender, o quarteto já desenvolveu há anos. O peso é garantido, a agressividade é ótima (embora usando de uma estética mais melodicamente obscura), e o grupo se mostra inspirado.

No que tange a arte gráfica, dessa vez, o grupo busco algo mais elaborado, visualmente mais bonito, talvez para contrastar com a rispidez sonora. Mas ficou ótima, com capa instigante e a arte do encarte, perfeita. Além disso, tudo vem em um formato Digipak de 3 painéis (veja na foto ao lado).

Há alguns anos o OCULTAN vem promovendo uma sequência de grandes álbuns. E “Quintessence” não foge à regra. Os vocais continuam mostrando uma ótima alternância entre timbres guturais e outros mais rasgados (embora mais evoluídos desde que C. Imperiumassumiu a função integralmente), assim como a base rítmica de Kazoth Bey (baixo) e do estreante Mephisto Luciferius (bateria) é sólida, pesada e bem trabalhada (tanto que as mudanças de tempos estão presentes no disco todo, dando maior diversidade ao trabalho da banda), e o excelente trabalho em termos de riffs de guitarras realmente aclimatam o som do grupo, dando aquele jeito soturno e obscuro à lá SWOBM (Second Wave of Black Metal). Mas não se enganem: eles não são tão puristas, pois se percebem algumas influências de Death Metal aqui e ali, aglutinando ainda mais valor ao trabalho da banda.

Após uma introdução bem climática, temos a rigidez brutal e atmosférica de “Kalima” (recheada de ótimas passagens de ritmo, fora o conjunto de riffs de guitarra seja ótimo), seguida do jeitão mais tradicional (em termos de OCULTAN) de “Dragão Negro” (ou seja, é uma canção mais simples, direta ao ponto, mas com ótimos vocais). Uma ambientação bem obscura aguarda o ouvinte em “Queen of Shadows”, uma canção de andamento mais lento, privilegiando o peso, e mostrando guitarras excelentes, enquanto a brutalidade técnica de “Apophis” mostra-se mais veloz, embora com ritmos alternados excelentes (ótimas conduções nos dois bumbos). Já buscando algumas passagens melodiosas que remetem ao Black Metal praticado por bandas do Oriente Médio (e que encaixam como uma luva) é “Set-Typhon”, onde os vocais novamente se destacam (espero que nunca mais C. Imperium pense em tocar e cantar ao mesmo tempo, pois é um dos melhores vocalistas do Black Metal brasileiro, sem exageros). “Father of the True Light”novamente mostra uma pegada melodiosa e azeda até os ossos, com riffs simples e de fácil assimilação pelo ouvinte (e se reparem, existem trechos de vocais agonizantes de fundo, mostrando como este aspecto da banda não ara de evoluir). E fechando, a causticante “Anti Cosmic Legion” vem mostra parte de guitarras empolgantes demais (não canso de escrever isso: Lady of Blood é uma das melhores guitarristas do gênero do Brasil), adornada por arranjos muito bons.

E assim, o OCULTAN mostra que permanece fiel às suas raízes e convicções, mas sem abrir mão de saberem crescer musicalmente. Ou seja, existe um equilíbrio, e por isso, “Quintessence” já nasce como um dos melhores discos de Metal extremo do ano.

Nota: 100%


terça-feira, 3 de julho de 2018

ORPHANED LAND - El Norra Alila (remasterizado)


Ano: 1996 (original) / 2018 (lançamento brasieiro)
Tipo: Full Length
Nacional


Tracklist:

1. Find Your Self, Discover God
2. Like Fire to Water
3. The Truth Within
4. The Path Ahead
5. A Neverending Way
6. Takasim
7. Thee by the Father I Pray
8. Flawless Belief
9. Joy
10. Whisper My Name When You Dream
11. Shir Hama’alot
12. El Meod Na’ala
13. Of Temptation Born
14. The Evil Urge
15. Shir Hashirim


Banda:


Kobi Farhi - Vocais
Yossi Sassi - Guitarra solo
Matti Svatizky - Guitarra base
Uri Zelcha - Baixo
Sami Bachar - Bateria


Ficha Técnica:

Kobi Farhi - Produção, mixagem, artwork
Yossi Sassi - Produção, mixagem
Udi Koomran - Engenharia, mixagem, masterização
Ran Bagno - Masterização
Ehud Graff - Artwork
Patrick W. Engel - Remasterização (2016)
Hadas Sasi - Vocais femininos
Amira Salah - Vocais femininos
Abraham Salman - Kanun
Avi Agababa - Tamborim, darbuka, zil, tar, bendir, darbuka
Yariv Malka - Samples, shofar
Sivan Zelikoff - Violino
Felix Mizrahi - Violino
Avi Sharon - Oud, backing vocals
David Sasi - Vocais, backing vocals


Contatos:

E-mail:

Texto: Marcos Garcia


Muitas vezes, algumas pessoas se perguntam o motivo de certos discos serem relançados em versões remasterizadas. A mais óbvia das respostas é a mais certa: por um motivo ou outro, muitos fãs ainda não possuem aquele disco em questão. Logo, os relançamentos têm esse fundo nobre, além de despertarem certa nostalgia. Para nós, que moramos no Brasil, o lançamento da versão remasterizada de “El Norra Alila”, segundo disco do grupo israelita ORPHANED LAND, vem não só para despertar a paixão dos fãs, mas acessibilidade, já que nunca foi lançado oficialmente por aqui. Ponto para a Shinigami Records mais uma vez.

Se nós podemos dividir a carreira do quinteto em duas, “Sahara” e “El Norra Alila” estão na parte que antecede um silêncio de 8 anos sem lançamentos oficiais deles (que só será rompido em 2004, com o lançamento de “Mabool - The Story of the Three Sons of Seven”). E embora ainda mantenha certa crueza sonora devido às influências de Metal extremo, este CD já está bem próximo dos últimos discos do quinteto, com maior esmero em termos de arranjos, mas mantendo a fórmula de Metal + música regional do Oriente Médio, apenas de uma forma mais bem lapidada. Inclusive os vocais limpos tão característicos do grupo começam a ter maior proeminência em relação o que ouvimos em “Sahara”, onde a maior parte deles se focada em tons quase góticos.

Desta forma, se percebe que “El Norra Alila” faz a ponte entre a agressividade do passado com a estética mais elaborada do futuro.

Assim como “Sahara”, este disco foi gravado e mixado nos Sigma Studios, em Tel-Aviv (Israel), exceto “Shir Hashirim”, que foi gravada no The Infinite Studio. A qualidade sonora melhorou bastante, com maior clareza, bem como uma estética mais burilada em termos de tons instrumentais (agora nem tão voltados ao Metal extremo assim). Embora ainda use de certa crueza sonora, ela está paralela ao que o disco nos mostra. Inclusive a remasterização, feita mais uma vez no Temple of Disharmony na Alemanha, em 2016, deu uma melhorada, um brilho extra à sonoridade.

A arte gráfica, assim como em “Sahara”, é toda nova, trazendo uma nota introdutória do vocalista Kobi ao que é o Oriental Metal. Ficou elegante e vistosa, como se vê em relançamentos remasteriados.

Um dos pontos fortes desse álbum são os contrastes entre as partes pesadas e aquelas onde temos a presença de elementos orientais. Tanto o é que o nome “El Norra Alila” é a junção dos termos hebraicos ‘El Nor’ (deus da luz) e ‘Ra Alila’ (mal da noite). O disco também mostra maior presença de percussões, além da utilização de violinos, vocais femininos e outros elementos que, se por um lado já eram presentes antes, agora ganham maior evidência. Sim, o ORPHANED LAND evoluiu bastante de um disco para o outro.

15 músicas são apresentadas ao ouvinte (embora algumas sejam temas bem curtos em que o lado oriental do trabalho deles seja bem mais evidenciado). E mesmo formando um contexto homogêneo, destacam-se as melodias sinuosas e densas de “Find Your Self, Discover God” (um belo trabalho nas guitarras, verdade seja dita, com riffs muito bons), a complexidade rítmica de “Like Fire to Water” (realmente, baixo e bateria mostram-se ótimos, e a presença de percussões regionais deixa tudo ainda mais interessante), a densa e bem emotiva “The Truth Within” (embora os vocais estejam ótimos, é impossível não citar os belos solos de guitarra), o peso evolvente à lá anos 90 de “Thee by the Father I Pray” (que nos remete ao Melodic Death Metal praticado naqueles dias em suas partes mais cruas) e de “Whisper My Name When You Dream” (os vocais mais limpos e sem entonações sussurradas contrastam muito bem com as incursões de vozes femininas), a calmaria melodiosa de “Shir Hama’alot” (outra canção deles que é focada apenas em elementos regionais, que ficou excelente), o mix de Metal com estilos musicais do Oriente Médio que surge em “El Meod Na’ala”, além da agressividade delineada por partes melancólicas de “Of Temptation Born”. Todas são músicas excelentes, assim como as que não foram mencionadas.

Óbvio que as letras do grupo já estão melhores do que se vê em “Sahara”, pois a banda evoluiu em todos os sentidos. O chamado à paz que é feito está ainda mais claro, com o grupo usando letras em hebraico e mesmo latim. As mudanças que explodirão no futuro começam a aparecer.

Dessa forma, “El Norra Alila” vem até nós, fãs brasileiros, pela primeira vez em um lançamento nacional. E é um disco ótimo, que tende a conquistar ainda mais fãs para o grupo.

Shalom!
  
Nota: 94%

ORPHANED LAND - Sahara (remasterizado)



Ano: 1994 (original) / 2018 (lançamento brasileiro)
Tipo: Full Length
Nacional


Tracklist:

Sahara:

1. The Sahara’s Storm
2. Blessed Be Thy Hate
3. Ornaments of Gold
4. Aldiar Al Mukadisa

The Beloved Cry:

5. Seasons Unite
6. The Beloved’s Cry
7. My Requiem
8. Orphaned Land, the Storm Still Rages Inside...


Banda:


Kobi Farhi - Vocais
Yossi Sassi - Guitarra solo, oud
Matti Svatizky - Guitarra base
Itzik Levi - Teclados, piano, samples
Uri Zelcha - Baixo
Sami Bachar - Bateria


Ficha Técnica:

“Neve Israel” Synagogue - Backing vocals
Abraham Salman - Kanun
Hadas Sasi - Vocais femininos
Amira Salah - Vocais femininos
Albert Dadon - Darbuka
Asaf Bar-Lev - Mixagem
Tamir Muskat - Engenharia, mixagem
Gary Gani - Mixagem, engenharia (assistente)
Yotam Agam - Engenharia (segundo assistente)
Eran Zira - Engenharia (segundo assistente)
Kobi Farhi - Artwork
Uri Zelcha - Artwork
Patrick W. Engel – Remasterização (2016)


Contatos:

E-mail:

Texto: Marcos Garcia


Cada dia que passa, vemos as famosas versões “remaster” de discos antigos, ou seja, aqueles que passam por uma nova masterização, visando adequar a qualidade aos tempos atuais, e ao mesmo tempo, dar mais peso e brilho ao som. Nisso, somos sortudos, pois a Shinigami Records nos presta mais uma vez um serviço maravilhoso: disponibilizou as versões nacionais remasterizadas de 2016 de “Sahara” e “El Norra Alila”, que vieram ao mundo para comemorar os 25 anos do grupo israelita ORPHANED LAND.

Nesta resenha, falaremos do primeiro disco do grupo, “Sahara”, de 1994.

Digamos que aqueles tempos eram bem conturbados. Ainda haviam brasas intensas devido à Guerra do Golfo de 1991, bem como se buscavam saídas pacíficas. Yitzhak Rabin e Yasser Arafat (líder da Organização para a Libertação da Palestina) buscavam soluções diplomáticas, mas como sabemos, em novembro de 1995, Rabin foi assassinado. Em um contexto tão caótico, o Metal se torna uma possibilidade para lidar com as frustrações. Nisso, juntando o amor pelo Heavy Metal às influências de música oriental e World Music que o líder do grupo, o vocalista Kobi Farhi, adquiriu com a família (ele é natural de Jaffa, uma cidade de população heterogênea, com muitos cristãos, israelitas e muçulmanos), e pronto: nasceu o mix de Metal com música do Oriente Médio, que chamamos Oriental Metal.

Em “Sahara”, mesmo com um estilo novo, o sexteto já mostra uma veia muito experimental, algo incomum naqueles anos. Mas apesar disso, a maior contribuição ao lado “Metal” do ORPHANED LAND ainda tem profundas raízes no Death Metal e no Doom Metal (reparem bem nos timbres dos vocais limpos e nos das guitarras). Por isso, a música da banda ainda está bem crua e cheia de agressividade, mas ainda assim, mostram uma técnica instrumental rebuscada, além de criatividade. Óbvio que o tempo iria lapidar bastante o trabalho deles, mas já se mostravam uma banda e tanto na época.

Esta versão de “Sahara”é remasterizada das fitas DAT originais da época, sendo que o disco foi gravado no Sigma Studio, em Tel Aviv, Israel, no mês de junho d 1994. E imaginem gravar, produzir e mixar o disco eles mesmos, sendo que eram todos adolescentes, e sem quem os ajudasse. É, não foi simples, ainda mais que gravar Metal em Israel era algo totalmente novo. Por isso, o que eles conseguiram não deixa de ser surpreendente, pois fazer com que o balanço entre a crueza, a agressividade de sua música não sobrepusesse suas influências orientais ou destruísse a clareza (o que nos permite compreender a complexidade de sua música) nesse estágio e com essas condições é um trabalho muito difícil. E com um resultado ótimo, digamos de passagem.

Além disso, o CD nos mostra a arte original na capa (embora diferente daquela vista na primeira versão), uma foto tirada da Mesquita Azul, em Istambul (Turquia). O encarte é todo novo, com uma editoração mais bonita, e ainda possui uma introdução sobre o Oriental Metal, escrita pelo próprio Kobi.

Apesar de tantos percalços para lidar, o grupo fez de “Sahara” um disco marcante, que mostra estruturações melódicas e complexidades em termos de arranjo que irão pavimentar sua carreira, anos depois. A raiz que daria frutos em clássicos como “Mabool” e “All is One” está clara, apesar da crueza vinda das influências extremas. Tanto o é que o grupo mostra a participação de vozes femininas,

As oito canções do álbum foram divididas em duas partes.

A primeira é “Sahara”, que mostra faixas novas, todas mixando as influências da banda. E é interessante ver a alternância entre partes melodiosas, outras mais agressivas e toques de estilos musicais do Oriente Médio que permeiam a diversificada “The Sahara’s Storm”, a mais agressiva e pesada “Blessed Be Thy Hate” (esta mostra aquele jeitão Doom/Death das bandas da Europa, mas reparem bem como os toques regionais surgem em vários momentos), a complexa e cheia de passagens mais introspectivas “Ornaments of Gold”, e a totalmente oriental “Aldiar Al Mukadisa” (aqui, parece uma canção tradicional, com trechos das palavras de louvor Halel e do livro do Tehilim, que nada mais é que o livro de Salmos).

A segunda parte, “The Beloved Cry”, é composta de canções um pouco mais duras e agressivas, pois pertencem ao EP de mesmo nome, lançado em 1993. Isso pela comparação das anteriores com elas, mas mesmo assim, a consensualidade é evidente. E “Seasons Unite”, “The Beloved’s Cry”, “My Requiem”, e “Orphaned Land, the Storm Still Rages Inside...” são as sementes que germinaram e nos deram um dos melhores grupos da atualidade.

As letras merecem uma citação especial. A mensagem pacifista e em prol da união dos povos já está nas músicas do grupo, embora ainda em um estágio inicial.

Desta forma, “Sahara”não é apenas um disco que serve como documentação ou para completar coleção, pois não soa datado. E ele nunca havia sido lançado oficialmente no Brasil, logo, aproveitem a chance!

Nota: 91%

segunda-feira, 2 de julho de 2018

DEEP PURPLE - Graz 1975


Ano: 2018
Tipo: Duplo CD ao vivo
Selo: Shinigami Records / earMUSIC
Nacional


Tracklist:

CD 1:

1. Burn
2. Stormbringer
3. The Gypsy
4. Lady Double Dealer
5. Mistreated

CD 2:

1. Smoke on the Water
2. You Fool No One
3. Space Truckin’


Banda:


David Coverdale - Vocais
Jon Lord - Teclados, órgão
Ritchie Blackmore - Guitarras
Glenn Hughes - Baixo, vocais em “Burn”, “The Gypsy”, Smoke on the Water” e “Space Truckin’”
Ian Paice - Bateria, percussão


Ficha Técnica:

Martin Birch - Produção
Martin Pullan - Mixagem, masterização
Geoff Barton - Notas
Alexander Mertsch - Layout, artwork


Contatos:

Assessoria:
E-mail:

Texto: Marcos Garcia


O passado ainda guarda muitos discos nas gavetas, com tapes que estão juntando poeira. Mesmo hoje, na época em que o formato digital está cada vez mais relevante no meio musical, existem discos de décadas atrás que ainda não viram a luz do dia. Um dos que finalmente chegam a nós é “Graz 1975”, mais um disco ao vivo do quinteto inglês DEEP PURPLE. E esta versão, lançada pela Shinigami Records, nos apresenta este show histórico completo pela primeira vez.

Gravado em 04/03/1975 no Eishalle Liebenau, em Graz (cidade encravada no coração da Áustria, a segunda maior do país, perdendo apenas para Viena), e nos trás um show da turnê de “Stormbringer”, ou seja, um show da MK III. O que o torna especial é o fato de que, dois shows depois, o irritadiço guitarrista Ritchie Blackmore (que já andava muito aborrecido pelas influências de Soul Music que David e Glenn estavam trazendo para a banda) deixaria o grupo, ou seja, é um disco que (assim como “Live in Paris 1975”) vai marcando a saída dele e o fim da MK III.

Óbvio que ouvir um disco ao vivo do quinteto, naqueles anos, significava ver uma aula de improvisos, transformando versões de estúdios mais curtas em gigantes. Que o digam “Mistreated”, “Smoke on the Water”e “Space Truckin’”. E isso mostra a força mais Bluesy e melodiosa da MK III, e digamos de passagem: esses sujeitos ao vivo eram difíceis de serem batidos por seus contemporâneos. Talvez o DEEP PURPLE seja, dos anos 70, a banda mais coesa e forte em termos de shows.

Mesmo para os exigentes padrões modernos dos dias de hoje, a produção sonora de “Graz 1975” não soa ruim ou datada. Gravado com o estúdio móvel dos ROLLING STONES, e tendo a produção feita pelas mãos do mago Martin Birch, não é de estranhar que tudo soe tão claro aos ouvidos. Ainda mais com a remixagem e remasterização de 2014, ambas assinadas por Martin Pullan, sem falar na história por trás do disco escrita nas notas de Geoff Barton, além do encarte com fotos e cartazes da época, em um trabalho muito bom de Alexander Mertsch.

Se algo pode ser dito do DEEP PURPLE nesta época é a força de sua coesão. Nada soa fora do lugar, nada é errado, e isso sem que o grupo soe forçado. Longe disso, a espontaneidade e energia reinam o disco inteiro, algo que realmente é diferente dos tem. E sim, “Graz 1975” nem parece ser um disco com uma banda que está em ponto de rachar.

O CD é duplo, com o show inteiro durando uma hora e quase 20 minutos. E com 8 canções, já sabem que existem gigantes em termos de improviso.

No CD 1, já temos logo de cara as pedradas de “Burn” e “Stormbringer”, ambas icônicas e cheias de energia (com um trabalho fenomenal de baixo e bateria, sem falar nos duetos de David e Glenn). Logo em seguida, a belíssima e forte em termos de melodias “The Gypsy” e a rocker “Lady Double Dealer” (um dos hits da MK III). E fechando, começam as aulas de improviso, pois vem a densa e climática “Mistreated”, preenchida por improvisos de guitarras em seu início, sem falar na interpretação rascante e cheia de feeling; alguns teclados diferentes podem ser ouvidos, além da comunicação com o público ser de primeira.

O CD 2 é onde os improvisos ficam ainda maiores, dando um valor ainda maior à clássica “Smoke on the Water” (uma das músicas mais icônicas e conhecidas do Metal/Hard Rock, e onde a interpretação mais macia e bluesy de David deu uma diferenciada bem interessante em relação à versão original), os improvisos clássicos e experimentais de teclados do mestre Jon Lord que dão início a “You Fool No One” (que encaixaram perfeitamente nesse Rockão com jeito Progressivo). Agora, os mais de 20 minutos de “Space Truckin’” são uma viagem e tanto, inclusive com gritos agudos de Glenn em certas partes onde os teclados são mais evidentes, partes “noir” com jeito “bar, violão e voz”, mas o grupo caprichou bastante.

“Graz 1975” é um senhor disco, e por ser antigo, não existem overdubs posteriores. Logo, temos a experiência ao vivo de forma impactante.

O DEEP PURPLE não decepciona...

Nota: 91%

STATIK MAJIK - Eternamente viciados em música (Entrevista)



Por Marcos Garcia


Para quem conhece o cenário underground do RJ, o nome do veterano STATIK MAJIK é bem conhecido, com um trabalho que transita entre o Metal tradicional, o Stoner Metal/Rock e o Hard Rock. Mas a banda, após vários EPs, demos e dois álbuns, encerrou suas atividades em 2015. Mas como tudo que é bom retorna, eis que eles estão de novo na ativa, tendo junto ao veterano Luis Carlos “Carlinhos” (bateria, backing vocals) o novato Alexandre Pontes (baixo, vocais, também do grupo AS DRAMATIC HOMAGE) e o regresso de Artur Círio (guitarras, vocais, o mesmo que gravou “Stoned on Musik”). E lá fomos nós bater um papo com a banda e saber sobre o passado, o presente e as ambições do trio nesse retorno.

Luis Carlos

MG: Antes de tudo, quero agradecer muito por esta oportunidade, e vamos entrar quente (sem duplo sentido, risos): por mais que a pergunta seja chata e repetitiva, o que levou o STATIK MAJIK a parar em 2015? Aparentemente, a banda vivia um ótimo momento.

Luis Carlos: Não percebi em mim, durante aquela época, que isso estava para acontecer, tanto que volta e meia era algum rompante de acabar com a banda, ou mesmo, sair da Statik. A banda acabou em 2015, mas isso já vinha acontecendo desde 2013. A decisão de sair do grupo, na pior das hipóteses, foi a pior decisão possível, porque muitas pessoas passaram a me dizer que não haveria sentido a banda continuar sem aquele que fundou o grupo e que tanto batalhou para que ela acontecesse, mas elas não sabiam que a Statik estava se tornando mais um fardo do que um prazer para mim. Poucas pessoas percebiam isso, ou, pelo menos aquelas que se importavam comigo e não com o “Luis Carlos baterista da STATIK MAJIK”. Sempre acontecia uma coisa boa aqui e ali, e isso ia amenizando e fazendo com que eu continuasse, mas que no final acabou refletindo em uma péssima escolha de minha parte. A banda vivia um bom momento, mas não eu, porque ninguém ou poucos ainda sabem que o último show da STATIK MAJIK foi um inferno astral devido aos conflitos internos no grupo e que encerrar as atividades da banda alguns dias depois foi um alívio para mim, como foi uma forma de preservar uma banda íntegra e possível de retorno. Vendo hoje, a decisão foi a mais correta possível.


MG: Na época, vocês estavam colhendo os frutos do lançamento de “Wrath of Mind”. Como foi a aceitação do CD, a recepção de público e crítica? Chegaram a ter um bom feedback do exterior?

Luis Carlos: A aceitação foi ótima, e acredite, continua sendo até hoje. Durante todo esse tempo a banda não foi esquecida, tanto que sempre acontecia de alguém vir falar comigo. Tivemos feedback, mas não tanto quanto deveria, já que a turnê europeia não funcionou tão bem quanto as sul-americanas, provavelmente por termos feito com uma agência ruim e amadora. Mas outras coisas que foram se mostrando ruins dentro da Statik foram as turnês, porque nelas é que os problemas começaram a vir à tona. Foi válido tocar em muitos países europeus, vale a experiência, mas não é como muitos ventilam por aí de que tudo é sucesso e um mar de rosas. (risos)


Alex Pontes
MG: Outra pergunta daquelas: você é um workaholic dentro do Metal, pois escreve artigos no A Arte Condenada, colabora em outras publicações, já teve produtora de shows, ou seja, não para nunca. Como lidar com tudo isso agora que o STATIK MAJIK está de volta?

Luis Carlos: Em se tratando de música, a Statik se torna agora a minha prioridade, porque estou tendo que colocar a “casa em ordem” pelos três anos que a banda ficou inativa. O Blog está parado e será mais fácil escrever para algum outro veículo, pois isso não demanda tanta responsabilidade de minha parte em ter que fazer tudo, e quanto a produtora de shows, eu já cogitei voltar, mas provavelmente se eu fizer algum evento agora, será “um na vida e outro na morte”, porque eu vejo o lado comercial e mercadológico de nossa cidade hoje muito deficiente e nada que valha meu esforço e investimento.


MG: Nessa volta, a formação é bem diferente da que parou. Há alguma razão especial para essas novas cabeças contigo no grupo?

Luis Carlos: Artur e Alexandre são “novos integrantes”, mas “velhos conhecidos”. Se existe uma razão especial, essa razão se chama: talento.

MG: Falando nisso, Artur gravou o “Stoned on Musik”, mas os shows foram com foi com Thiago D’Lopes. O que o levou a sair, e como foi que ele retornou ao grupo? E como o Alexandre entrou na banda? E como está o clima na banda com eles dois?

Artur Círio: Na época, em 2010, eu tive compromissos com o COLDBLOOD pela América do Sul e precisei desfalcar a STATIK MAJIK naquela ocasião. Hoje, quase dez anos depois, é muito bom fazer parte do time de novo com pessoas sérias e amigas!

Alexandre Pontes: Eu e o Luis Carlos já trabalhamos musicalmente juntos em outros projetos, e de certa forma sempre viemos acompanhando nossos trabalhos, e digo por mim que sempre admirei e respeitei muito o trabalho que ele exercia com a STATIK MAJIK, então certo dia eu recebi a proposta, conversamos sobre muitas coisas que poderiam influenciar e trazer entusiasmo nessa nova fase e creio que chegamos em um bom consenso, pra mim será ótimo voltar a tocar contrabaixo e com pessoas engajadas musicalmente pois sei que vou aprender muita coisa com eles apesar de todos esses anos.


MG: O STATIK MAJIKé veterano, e com um som que veio evoluindo com o passar dos anos. O EP “Redemption” tem uma pegada mais Doom Metal anos 90 e Stoner Rock, enquanto o “Stoned on Musik” já nos mostra algumas influências mais Hard Rock clássico anos 70, e “Wrath of Mind” tem um jeitão Classic Rock com um toque Hard/Glam. Óbvio que a assinatura sonora não mudou, mais foi aglutinando influências, pelo visto. Dessa forma, o que podemos esperar do que vem por aí?

Alexandre Pontes:A banda tem uma identidade musical mas creio que devido as nossas influências particulares dentro do estilo próximo ao que a banda fez nos 2 CDs gravados, devemos estabelecer uma fonte de renovação no som, nada fora do contexto, e como o Luis disse, estamos trabalhando nas ideias para que as músicas façam jus ao legado da banda.

Luis Carlos: São novos integrantes, e com isso, novos pensamentos e influências. Eu acredito que venha uma STATIK MAJIK bem mais pesada. Sei que todos precisam de um rótulo, mas a Statik procura fazer sua música sem pensar dentro de um estilo. Estamos compondo, colhendo novas ideias, e no decorrer disso tudo, pode ser que acrescentemos novos elementos em nossa música ou quem sabe novos integrantes. Tudo é possível, tudo parece novo e encorajador agora, e estamos muito, muito animados para tocar.


MG: Aliás, já que falamos do que vem por aí, já existem planos para EP, Single ou mesmo álbum novo?

Luis Carlos: Estamos com novas ideias fluindo constantemente e será a partir dos resultados delas que decidiremos se isso vai valer um single ou um EP. Para um álbum novo e mais completo, eu ainda acho prematuro para esse ano, por isso, acredito eu que seja mais provável que lancemos um single, e com isso, quem sabe um lyric vídeo ou clipe.


Artur Círio
MG: Outro ponto que os diferencia de grande parte das bandas que assumem uma postura Stoner Metal/Rock é a qualidade sonora. Tanto “Stoned on Musik” quanto “Wrath of Mind” são discos com sonoridades excelentes, e nem de longe lembram bandas que preferem algo sujo como muitos fazem. O que os leva a preferir esse formato de algo mais claro a algo que beira a podridão?

Luis Carlos: Acredito que o “Stoned” se aproxime mais dessa “sujeira” do que o “Wrath”. Eu acho essas bandas atuais de Stoner um “pé no saco”, pouco me agrada, tudo soa muito parecido e cópia do Black Sabbath, inclusive no visual. Mesmo o KYUSS, banda que é considerada o pai do estilo, nunca foi referência pra Statik, pois quando formei o grupo em 2002, foi pensando em bandas como WITCHFINDER GENERAL, TROUBLE, PENTAGRAM, SAINT VITUS, COUNT RAVEN, que eu queria ter como referência pra banda. Nem é questão de preferência, mas em acreditar que por mais que você esteja inserido em um estilo, isso não significa que tenha que parecer com todas elas. A Statik já foi até criticada por usar “pedais duplos” na bateria e ter um vocal mais Heavy. Olha que ridículo (risos)


MG: Apesar do momento político ruim do país, o STATIK MAJIK volta à ativa, assim como o PAINSIDE, o SYREN anda bem ativo, o IMAGO MORTIS acaba de lançar disco novo, o METALMORPHOSEsegue firme. Isso parece mostrar que as vertentes mais melodiosas do Metal andam abrindo mais espaços no RJ. Acha que isso é fato, e se sim, existe motivos para isso?

Luis Carlos: Acredito que cada um tenha suas motivações e interesses em voltar ou continuar tocando. Nisso tudo, o que é parecido é essa vontade de tocar “Rock Pesado” em um país que não dá valor para o seu estilo.


MG: Por falar em espaços, já existe previsão do show da volta? Se sim, aproveite o espaço e divulgue!

Luis Carlos: Não, ainda não. Por enquanto nossa prioridade é fazer músicas novas e lançar em nossas redes sociais.


MG: Nunca perguntei isso a vocês, logo, é hora: quais são os músicos que te influenciam? Suas bandas favoritas? E como vê o momento em que gigantes como o BLACK SABBATHanunciam a aposentadoria?

Luis Carlos: Se eu falar do meu instrumento, posso citar Bill Ward, John Bonham e Neil Peart, mas se eu colocar a música como um todo, citaria Dave Ghrol (FOO FIGHTERS). Esse cara é sensacional. Quanto as bandas, tem aquelas clássicas, onde se inclui a “aposentada” BLACK SABBATH, porque eles são o “Pai de todos”. (risos)


MG: É isso. Por favor, deixe sua mensagem final aos fãs do STATIK MAJIK e leitores do Heavy Metal Thunder Brasil.

Luis Carlos: Quando anunciei o retorno da STATIK MAJIKas respostas foram as melhores possíveis, pois nossas redes sociais tiveram rapidamente um feedback super positivo. Eu só tenho a agradecer por todos aqueles que acreditam na Statik, e também por quem não acredita mais, isso é motivador, acreditem. (risos) Agradeço o espaço cedido, é uma honra para nós fazer parte do Heavy Metal Thunder Brasil!!!


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