segunda-feira, 13 de novembro de 2017

WARFIELD DEATH (Death Metal - Aracaju/SE)


Início de atividades: 16 de Julho 2009

Discos lançados: “Death” demo. “Sucumbindo ao Medo” full-lenght

Formação atual: Carlos Morte, Eduardo Vysceral, Marcos P. Viking e Thiago Madness

Cidade/Estado: Aracaju/Sergipe


BD: Como a banda começou? O que os incentivou a formarem uma banda?

Thiago Madness: A banda começou como uma reunião de amigos que viviam próximos e que gostavam de tocar, ou pelo menos tentávamos tocar. A vontade de expressar nossas ideias e tê-las compreendidas pelos outros foram o que nos incentivaram a criarmos uma banda e também porque achamos foda tocar e ouvir o som no volume máximo.

BD: Falem um pouco sobre este atual álbum. Como foi feita a parte de composição, gravação e lançamento?
           
Thiago Madness: “Sucumbindo ao Medo” é um compilado de várias músicas criadas no decorrer dos anos na banda. As que achamos que deveriam estar nele, nós as colocamos. Gravamos até uma música a mais, mas não achamos que combinaria com a proposta do “Sucumbindo ao Medo” e a deixamos de fora.

BD: Quais as maiores dificuldades que estão enfrentando no cenário?

Thiago Madness: Há quase nenhum apoio. Existe essa rivalidade estranha entre o pessoal que compõe a cena que faz com que todos percam. Até hoje nunca tivemos nenhum patrocínio financeiro. Quase nenhum cachê. As vezes nem o dinheiro do transporte nós temos. Mesmo assim tocamos para a cena não parar. Procuramos produzir conteúdo em áudio e vídeo para que isso incentive a cena a produzir mais e assim todos crescerem e consumirem mais.  

BD: Como estão as condições em sua cidade em termos de Metal/Rock? Conseguem tocar com regularidade? A estrutura é boa?

Thiago Madness: Não há público suficiente para que seja economicamente viável produzir eventos aqui na cidade e no estado, assim a oferta se shows é baixíssima. Acontecem alguns, mas é pela insistência e determinação de quem organiza, de quem não quer ver tudo parar. Quase sempre a estrutura é precária. Teve um ou dois shows onde o retorno era bom o suficiente para nos escutarmos, mas quase sempre tocamos no “tato”. Sem alimento. Às vezes umas cervejas.


BD: Hoje em dia, muitos gostam de declarar o fim do Metal, já que grandes nomes estão partindo, e outros parando. Mas e vocês, que são uma banda, como encaram esse tipo de comentário?

Thiago Madness: Acreditamos que há uma queda sim no interesse do público e na produção de metal com um todo, mas isso não quer dizer que é o fim. As bandas estão muito desmotivadas com o público, assim elas não produzem conteúdo. Estamos muito mal acostumados a não sairmos de nossas casas para um show, pois agora é muito mais cômodo ir à internet e assistir um show da sua banda predileta sentado no sofá de casa tomando uma cerveja que estava na geladeira a poucos passos de distância. Isso é muito bom, não substitui a experiência e o prazer de ir a um show e ter o contato direto com as entranhas das músicas sendo feita naquele momento. De conhecer outras pessoas que gostam das mesmas músicas com você. De conversar e aprender com os outros que também estão lá. Também há a triste ideia de que só prestam os sons antigos e assim não valorizam o som novo que está atualmente na estrada.


BD: Em termos de Brasil, o que ainda falta para o cenário dar certo? Qual sua opinião?

Thiago Madness: Falta publicidade. Falta gente participando. Nacionalmente o metal não está bem das pernas, dos braços, de tudo. Há muitas bandas boas que estão ativas atualmente, mas a mídia de massa praticamente monopoliza o estilo de música que será vista pelo público. Se o público não conhece o que é metal, como eles podem saber se se agradarão do estilo? Hoje é muito fácil procurar e achar ótimos sons de metal na internet, mas se não souberem que existe, como é que saberão procurar por isso? A meu ver o que precisamos fazer é produzir conteúdo de alta qualidade para incentivarmos o público a ir aos eventos e as bandas à produzirem mais conteúdo.

BD: Quais são os projetos futuros da banda?

Thiago Madness: Procuraremos produzir mais um videoclipe ainda em 2017 para fechamos com o álbum “Sucumbindo ao Medo” e assim partirmos para o próximo. Já temos uma ideia consolidada de como será o próximo álbum que começaremos a produzir em 2018 e que tentaremos corrigir tudo que nos foi exposto de erros em todas as resenhas que lemos até então.

BD: Deixem sua mensagem final para os leitores.

Thiago Madness: Ouçam, assistam, participem e apoiem o metal da sua cidade. Sem público, não há banda que siga em frente.


Links para contatos:


http://sanguefrioproducoes.com/artistas/WARFIELD+DEATH/49 (Imprensa - Sangue Frio Produções)

Links para audição:


THREESOME (Rock 'n' Roll - Campinas/SP)


Início de atividades: 2012

Discos lançados: “Get Naked”

Formação atual: Juh Leidl (vocal/guitarra), Fred Leidl (guitarra/piano/vocal), Bruno Manfrinato (guitarra), Bob Rocha (baixo) e Henrique Matos (bateria)

Cidade/Estado: Campinas/SP



BD: Como a banda começou? O que os incentivou a formarem uma banda?

Fred Leidl: A banda teve início no término de uma banda chamada The Bugs em 2012. Eu estava compondo músicas desde 2008. Com o término da The Bugs, me juntei com Juh Leidl e Bruno Baptista para finalizar algumas músicas.O resultado surpreendeu e decidimos montar uma nova banda e chamar os músicos que faltavam para completar a THREESOME. O excepcional e virtuoso Bob Rock, que já era baixista da The Bugs, aceitou o convite e Rick veio logo em seguida assumindo as baquetas. Por volta de 2010, Fred Leidl e Juh Leidl assistiram um show do The Who cover em campinas, em que Rick estava substituindo o baterista da banda, o resultado foi surpreendente e marcante, tanto que depois de muito trabalho para localizar a extinta The Who cover e o baterista em questão, existia uma certeza de que esse era o baterista perfeito para nosso som.


BD: Quais as maiores dificuldades que estão enfrentando no cenário?

Henrique Matos: São muitas hahaha. Falta de incentivo, pouco espaço na grande mídia e a cultura musical deficiente da população talvez sejam as maiores dificuldades.


BD: Como estão as condições em sua cidade em termos de Metal/Rock? Conseguem tocar com regularidade? A estrutura é boa?

Henrique:Apesar de contar com várias bandas boas, o espaço pra bandas de Rock autoral é pequeno, como em qualquer outra cidade do Brasil que conheço. Algumas casas abrem as portas pra esse mercado, algumas com boa estrutura, outras não, algumas pagam, outras não. Embora haja alguns festivais com apoio municipal, ainda é muito pouco. A maioria das casas do estilo acaba tendo o cover como carro chefe, pois é o que a maioria do público procura, mas algumas ainda mantêm o autoral na agenda, o que é louvável, pois o retorno financeiro é menor.


BD: Hoje em dia, muitos gostam de declarar o fim do Metal, já que grandes nomes estão partindo, e outros parando. Mas e vocês, que são uma banda, como encaram esse tipo de comentário?

Henrique:Já faz mais de 50 anos que tentam matar o Rock. Desde que o estilo surgiu, quando foi colocado como uma moda passageira. O Rock e suas vertentes (Heavy, Hard, etc) não depende da grande mídia pra viver e se propagar. O ouvinte desses estilos não liga o rádio ou a TV pra ouvir música e não tem seu gosto musical definido por produtores da grande mídia. Existem muitas bandas novas boas, e festivais de sucesso voltados para o estilo pelo mundo todo. Quem diz que não tem mais bandas boas como antigamente e que falta criatividade, é por que tem preguiça de procurar. Hoje em dia uma banda boa dificilmente vai cair no nosso colo pela mídia. Temos que pesquisar.


BD: Em termos de Brasil, o que ainda falta para o cenário dar certo? Qual sua opinião?

Henrique:Na minha opinião, há motivos internos e externos que dificultam o desenvolvimento da cena. Externamente, o maior problema é a falta de educação e cultura, comprometendo a percepção musical da população. A arte, além de entretenimento, é um instrumento de conscientização e crítica. Obviamente, um governo corrupto não vai querer que a população seja educada, esclarecida, e com acesso a cultura, pois não quer ser questionado. Dessa forma, o menor incentivo e a falta de espaço na grande mídia dificulta o crescimento do Rock, ficando difícil de produzirem material de qualidade, que é caro, e geralmente sai do bolso do próprio artista, sem patrocínio. Internamente, é a desunião e segregação entre bandas e público de Rock/Metal, não prestigiando bandas locais. Criticam a sociedade, mas acabam agindo dentro da própria cena da mesma forma, com preconceito, ódio, desconfiança e falta de empatia. Uma cena dividida não cresce.


BD: Deixem sua mensagem final para os leitores.

Henrique:Se divirtam, vão em shows de bandas novas, bandas velhas, desconhecidas, famosas... Abusem da sensação de conhecer algo novo que te faz emocionar, sem se prender a regras e ditaduras da moda.

Mais Informações:


sábado, 11 de novembro de 2017

JEV - Jev (Álbum)


2017
Nacional

Nota: 9,0/10,0

Tracklist:

1. The Racing
2. Driver
3. Move it On
4. Syren
5. Wildest Youth
6. Your Look
7. When is Love
8. Heaven
9. Over This Time
10. Everytime I’ll Loose my Mind (Long Live Rock and Roll)


Banda:


Hebert Davis - Vocais
Cleiton Soman - Guitarras
Allan Tavares - Baixo
Jéssica Alessandra - Bateria


Contatos:

Twitter:
Instagram:
Bandcamp:
Assessoria:

E-mail:

Texto: Marcos “Big Daddy” Garcia


De alguns anos para cá, o Hard Rock/Glam Metal parece estar retornando com toda força pelo mundo todo, em especial na Europa. Mas como é legal saber que os ecos de tal renascimento estão chegando ao Brasil e trazendo uma nova geração de bandas do estilo por aqui. E de São José dos Campos (SP), lá vem o quarteto JEV, descendo o malho em seu primeiro disco, “Jev”.

Sim, é Hardão de primeira à lá SKID ROW, com toda aquela carga pesada e intensa, mas óbvio que existem toques de DEF LEPPARD, KISS e mesmo MOTLEY CRUE em alguns momentos, mas se percebe também que há muitas influências de sonoridades mais modernas na música do grupo. O instrumental é bem pesado e melodioso, mas cheio daqueles toques mais acessíveis e cada refrão que não sai mais da cabeça. E como a música deles flui com energia e espontaneidade. É ouvir e gostar.

Glaubert Ribatcuidou da produção, mixagem e masterização de “Jev”, tendo o vocalista Hebert Davis na co-produção. E a sonoridade do disco soa agressiva e bruta, cheia, justamente o que mostra como o grupo tem uma pegada bem moderna. Mas ela permite que as melodias e arranjos musicais fluam sem problemas. Poderia ser um pouquinho mais limpa e com timbres mais simples, mas está muito bom como está.

O JEV tem como ponto positivo não viver de passado, já que o disco não soa datado ou acumulando clichês dos anos 80. Longe disso, temos que “Jev” tem uma energia jovem, com músicas bem dinâmicas, melodias bem feitas e pesadas, sem exageros técnicos e apostando em canções grudentas. E a energia que transpira das canções vai nos envolvendo facilmente.

O disco é ótimo, mostrando em suas oito músicas muita energia e vida (tendo em mente que “The Racing” é uma introdução, e “Syren”e uma curta faixa feita com efeitos). Mas não destacar o peso melodioso, moderno e grudento de “Driver” com seu refrão marcante e guitarras bem arranjadas, as melodias arrasa-quarteirão e bicuda na porta de “Move it On” e seus vocais de primeira, o trabalho fundamental de baixo e bateria na mais cadenciada “Wildest Youth” (onde o lado mais KISS dos anos 80 fica bem evidente na base rítmica), a beleza sedutora da balada “When is Love”, e a energia mais crua e ríspida que surgem nas melodias de “Over This Time” e “Everytime I’ll Loose my Mind (Long Live Rock and Roll)”.

Um bom disco, mas o potencial da banda, pelo que pode ser percebido, é enorme. Logo, esperemos que “Jev”tenha sucesso e leve o quarteto a um segundo disco.

Aliás, “Jev” pode ser ouvidos nas plataformas digitais abaixo.

Google Play - http://bit.ly/2y8JIxO

BELLINI - Bellini (Álbum)


2017
Selo: Independente
Nacional

Nota: 8,7/10,0

Tracklist:

1. O Que Aconteceu Aqui?
2. A Rua e a Lua
3. Não
4. Quase Sempre Disfarço
5. Meu Bem
6. Seguir
7. Como Ser Sincero
8. Música!
9. Sonho
10. Queria Bem Mais


Banda:


Bellini - Vocais, bateria
E. Damm - Baixo, guitarras, B3, backing vocals
Glauber Ribat - Bateria
Dudu Chermont - Guitarras em “O que Aconteceu Aqui?” e “A Rua e a Lua”
Fred Nascimento - Violão, gaita em “Sonho”


Contatos:

Site Oficial: www.bellinirock.com
Twitter:
Bandcamp:
Assessoria:


Texto: Marcos “Big Daddy” Garcia


Para que certas coisas sejam bem entendidas em termos de Rock no Brasil, é preciso deixar claro que duas vertentes estão presentes no consciente coletivo de todos, mas é preciso defini-las: de um lado temos as que preferem algo mais sujo e com energia, apesar do forte acento melódico (caso de bandas como CASA DAS MÁQUINAS, GOLPE DE ESTADO, GOATLOVE e outros), e aquelas que conhecemos do chamado Rock Brasil dos anos 80, que tanto fizeram sucesso. Mas temos que falar uma verdade: transitando entre estes estilos está “Bellini”, primeiro disco do cantor BELLINI, de São Carlos (SP).

O estilo de BELLINIé simplesmente Rock ‘n’ Roll sem muito compromisso com vertentes. Momentos mais voltados ao Classic Rock podem ser ouvidos em muitas músicas (como fica claro em “O Que Aconteceu Aqui?”), outros mais Pop, e por aí vai. Mas se percebe que o cantor é bem talentoso, sabendo usar bem sua voz em todo disco, bem como cria melodias de fácil assimilação. Podemos dizer que o disco é um autêntico “tem pra todo mundo”, mas sempre bem feito e que irá satisfazer os ouvidos dos menos radicais.

Mixado e mixado no Estúdio Urca, no RJ, podemos dizer que a sonoridade de “Bellini” é bem interessante. Embora se perceba que não houve exageros que poderiam tirar a ambientação espontânea do disco, deixando tudo um pouco mais visceral, percebe-se que houve uma preocupação em soar claro e inteligível. Poderia ser melhor, óbvio, mas está bom.

O fato é: o cantor soube criar um disco interessante, com músicas que possuem melodias ótimas, refrãos que grudam nos ouvidos, e bom nível técnico nos instrumentos (sem exagerar, pois a proposta do trabalho não é essa). Os arranjos são bem simples, mas eficientes para se encaixar no objetivo de Bellini: ser um disco que seja, antes de tudo, divertido, descompromissado, e que possa entreter a todos.

Em dez canções, percebe-se a competência do disco em momentos mais clássicos em termos de Rock, como em “O Que Aconteceu Aqui?”, cheia de teclados inteligentes e linhas melódicas bem simples, com certo acento Bluesy; nas linhas harmônicas de “A Rua e a Lua”, onde alguns backing vocals ficaram bem encaixados e o refrão seduz o ouvinte, e mesmo partes mais pesadas como se ouve em “Meu Bem”, que possui toda aquela carga densa vinda do Blues. Mas o lado mais Pop Rock anos 80 surge com força em “Não” (as melodias dessa canção a tornariam um hit das rádios em 1985 ou 1986, com certeza), a melodiosa e mesmo ingênua “Quase Sempre Disfarço” (puro Pop Rock, cheia de alguns arranjos de guitarras bem legais, e que você na segunda audição já começa a cantar), a belíssima balada de voz, violão e teclados em “Como Ser Sincero”. Estas são as melhores canções, em que pese que o disco inteiro é muito bom.

No mais, “Bellini”é um disco convidativo, daqueles que se coloca no carro nas sextas à noite e se vai para as baladas curtir uma cerveja, um beijo, uma noite.

Ah, sim: você pode ouvir “Bellini” nas plataformas digitais.


quinta-feira, 9 de novembro de 2017

PRIMATOR (Heavy Metal - São Paulo/SP)


Início de atividades: 2010

Discos lançados:  “Involution”

Formação atual: Rodrigo Sinopoli (vocal), Márcio Dassie (guitarra), André Anjos (baixo) e Lucas Assunção (bateria)

Cidade/Estado: São Paulo/SP


BD: Como a banda começou? O que os incentivou a formarem uma banda?

André Anjos: A banda nasceu entre amigos e a motivação foi a paixão comum de todos pelo gênero: heavy metal. Todos já tinham tido alguma experiência musical anterior em bandas cover e desta vez, desde o início, nosso desejo foi em ser uma banda autoral, que produzisse conteúdo e participasse ativamente da cena.


BD: Quais as maiores dificuldades que estão enfrentando no cenário?

André:  A maior dificuldade tem sido a falta de espaço em casas de shows e a ausência de eventos que promovam a divulgação de novas bandas. Atualmente tem sido bem difícil encontrar oportunidades destas bandas mostrarem seus trabalhos. Mas acreditamos que isso se dá pela baixa procura do público também.

Com relação a isso, vemos o cenário bem “morno”. Parece que há um certo saudosismo no público que consome este gênero que cria uma barreira que impede o fomento do cenário e a viabilização de novos trabalhos, mantendo o público como consumidor apenas das grandes bandas, de trabalhos de décadas atrás, ou ainda de bandas covers.


BD: Como estão as condições em sua cidade em termos de Metal/Rock? Conseguem tocar com regularidade? A estrutura é boa?

André : Aqui em São Paulo o cenário não é diferente. Existem muitas casas destinadas ao público rock e com excelente estrutura para apresentações, mas a maioria, para não dizer a totalidade, destina seu espaço à grandes bandas, que trazem grandes públicos, ou a bandas que fazem covers de bandas famosas. Este cenário desfavorece a cena autoral e principalmente as bandas com trabalhos recentes.
O gênero por aqui tem se mantido pela força das bandas mesmo, que hoje produzem suas músicas e discos de maneira totalmente independente e com recursos próprios. O mesmo vemos acontecer com shows, onde as bandas participam ativamente da produção dos eventos, divulgação, estruturação e execução.


BD: Hoje em dia, muitos gostam de declarar o fim do Metal, já que grandes nomes estão partindo, e outros parando. Mas e vocês, que são uma banda, como encaram esse tipo de comentário?

André: É um comentário bem estranho (rs). Sei lá, dizer que está morrendo um gênero que já tem umas cinco décadas de existência, gerou e ainda gera tanta influência não só na música, mas também na cultura, estilo de vida... Não creio que o Metal esteja morrendo ou que um dia morrerá. Quem participa do meio e acompanha o que acontece sabe que boas bandas, nas mais diferentes vertentes do Metal, estão surgindo e renovando o gênero. Tem sido assim no Brasil e no mundo.

Acho que esse comentário é fruto desse saudosismo de parte do público, que ainda está agarrado aos grandes nomes do metal que estão a se aposentar com o passar do tempo, naturalmente. Também, cabe as novas bandas se posicionarem dentro deste cenário e assim encontrar um caminho de comunicação com esse público “órfão”, que após o luto da perda há de abrir os olhos para novas paixões (rs).

Essa é a dualidade que vivemos hoje, natural de um processo de renovação.


BD: Em termos de Brasil, o que ainda falta para o cenário dar certo? Qual sua opinião?

André: Pergunta difícil! Mas acho que falta os atores da cena (público, bandas, produtores) entenderem que é responsabilidade compartilhada destas figuras fazer a cena acontecer. É frequente a reclamação de que a grande mídia não abre espaço para o gênero, que não há incentivos e assim por diante. E não que não seja verdade, mas o que cada um de nós faz de efetivo para mudar isso? Acredito que o caminho seja por aí, uma mudança de mentalidade e atitude nossa, que gere barulho e faça o Metal chamar atenção de cada vez mais gente.


BD: Deixem sua mensagem final para os leitores.

André: Antes agradecemos a oportunidade dada pelos amigos da Metal Samsara em divulgar nosso trabalho e o que pensamos. Muito bacana essa reflexão sobre a cena! Aos leitores que estão nos conhecendo, convidamos a ver nossos conteúdos nas redes sociais. E a todos, espero nos encontrarmos nos próximos shows da Primator


Mais  Informações:


Ouça To Mars, do CD “Involution”:

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Metal United World Wide: May 5, 2018!


Metal United World Wide (MUWW) is a project which brings together metal bands, fans, show organisers, media and other supporters for one big event. The idea is to have metal shows all over the world on the same date identified by the same banner. Everybody can be part and shows are individually organized. The aim is to create a world wide feeling of community as well as attract attention to the performing bands who are predominantly underground bands.

A community project needs community support. The project does not charge participation fees but relies on the support of the metal community. Around 20 show organisers have already agreed to put on a show on 5 May 2018 so far and there are a number of others interested. Below this text and at our website is the updated overview: 


Are you a band, show organiser, media representative or other metal institution? Do you already have a show or tour on that date? Do think this is a great project and you would like to get on board? Contact events@metal-roos.com.au. Everybody is welcome and can join. After all, this is Metal UNITED World Wide!!! \m/

We are proud to announce that Wacken Open Air has agreed to support our project. Please visit our list of partners to find out who else is on board. The list will be growing rapidly and of course you can be part. www.metal-united-world-wide.com/partners

Whatever you do, mark your diaries and be part of something special on 5 May 2018! \m/



EPICA: launch new 'Consign To Oblivion' live video + kick off EU tour!


Dutch symphonic metal giants EPICA are proud to announce the launch of their brand new live video for 'Consign To Oblivion'. The video was captured during EPICA's sold out show at the Zénith in Paris last February where the band closed their most successful European tour to date together with an excited legion of 5,000 fans! This live video perfectly mirrors the band's craving for non-stop innovation and for continuously improving their live performance. 'Consign To Oblivion - Live at the Zénith' will show you how the EPICA live experience has reached new dimensions once again!

Lead guitarist Isaac Delahaye comments on the video:

"Hey legion! Here's a live video we still had on the shelf. Glad we can take you into the world of 'Consign To Oblivion', the song that usually marks the end of an EPICA show. It's bombastic and builds towards an epic climax, and it's always fun to play. Enjoy watching, and see you soon during our European tour with VUUR and MYRATH!"

The video was captured and edited by Panda Productions. Check out this stunning video, here: 



This Thursday, EPICA will embark on their headline tour across Europe together with supports VUUR & MYRATH. All dates can be found below.


»The Ultimate Principle Tour 2017« w/ VUUR, MYRATH

09.11. PL Krakow - Klub Studio
10.11. CZ Zlín - Masters of Rock Café
12.11. D Berlin - Kesselhaus
13.11. D Hamburg - Markthalle
14.11. D Cologne - Essigfabrik
15.11. F Metz - La Bam
17.11. F Nantes - Stereolux
18.11. F Bordeaux - Krakatoa
20.11. E Madrid - La Riviera
21.11. P Lisbon - Meo Arena
22.11. P Porto - Hard Club
24.11. E Barcelona - Razzmatazz 1
25.11. F Marseille - Le Moulin
26.11. F Lyon - Le Transbordeur
28.11. D Stuttgart - LKA Longhorn
29.11. D Munich - Backstage
01.12. I Bologna - Estragon
02.12. CH Pratteln - Z7
03.12. F Lille - L'Aeronef


Tickets and VIP upgrades are available, here: www.epica.nl/tour

More EPICA dates:

w/ supports
06.04. UK Nottingham - Rock City
07.04. UK Glasgow - ABC1
08.04. UK Bristol - o2 Academy
10.04. IRL Dublin - Tivoli
12.04. UK Manchester - o2 Ritz
13.04. UK London - o2 Forum

14.04. NL Tilburg - 013 (w/ MYRKUR, OCEANS OF SLUMBER)
20. - 22.06. N Halden - Tons of Rock
02. - 04.08. D Wacken - Wacken Open Air
17./18.08. A Graz - Metal on the Hill



EPICA celebrates 1000th show anniversary at 013 Tilburg!

On Saturday 14th April, 2018 symphonic metal icons EPICA will celebrate their 1000th show anniversary at 013 in Tilburg, the Netherlands. After their recent sold out shows in the Netherlands, EPICA is more than proud to announce that they will perform this mile-stone event at the legendary 013 venue, the exact same venue where it all started for the band 16 years ago!

Rest assured that this night will be celebrated the right way as EPICA invited some very special guests to make sure this night will be remembered! Danish metal sensation MYRKUR and USA's progressive metallers OCEANS OF SLUMBER are already confirmed, and more guests are still to be announced!

Vocalist Simone Simons stated:

"Back in 2002, we could have never imagined that one day we'd be playing our 1,000th live show! This couldn't have happened without the support of our dearest and most loyal EPICA legion, so in order to make this an unforgettable night, we've invited some very cool guests to perform with us!"

Guitarist Mark Jansen added:

"I remember our very first show at 013, Tilburg as if it was yesterday. Back then we were supporting ANATHEMA, but now 16 years later, we'll have the honour to be celebrating our 1,000th show at the same venue as headliners. We could have never achieved this without the support of our loyal fans, so we definitely wanted to make this an amazing night to celebrate all together with also some very cool special guests! We hope to see you all in Tilburg!"

Early bird tickets are available now! You can also purchase a special bundle which includes an exclusive t-shirt of this show! You can order your preferred version via this link:


On September 1st, EPICA proudly unleashed their long-awaited EP »The Solace System«. This EP includes six brand new tracks, which were written and recorded during the process of their latest album »The Holographic Principle«, which charted worldwide!

Get your physical copy, here: http://nblast.de/EpicaSolaceSystem
Or from the EPICA webshop, here: http://smarturl.it/thesolacesystem
Purchase the digital versions or stream the songs, here: http://nblast.de/EpicaDigital

More on »The Holographic Principle«:
'The Solace System' OFFICIAL MUSIC VIDEO:
'Immortal Melancholy' OFFICIAL MUSIC VIDEO:

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