terça-feira, 19 de setembro de 2017

ENSLAVED announce support acts for upcoming EU tour


To stay loyal to the underground and support fresh insider tips, they handpicked all their local opening acts. This will allow the fans to see a large variety of promising up-and-coming bands such as Germany's finest IMPERIUM DEKADENZ, post black metallers HERETOIR, atmospheric magicians DARKHER, post-rockers LOST IN KIEV and many more.

See the new tour trailer here

Make sure to secure your tickets for Enslaved special shows in the UK, where they support their label mates OPETH. See all the dates and different line-ups here, more to be announced soon! 

ROCK HARD & LEGACY & METAL.DE present:

10.11. D Hamburg - Logo (w/ IMPERIUM DEKADENZ & HERETOIR)
11.11. D Berlin - Nuke (w/ IMPERIUM DEKADENZ & HERETOIR)
12.11. D Cologne - Underground (w/ IMPERIUM DEKADENZ & HERETOIR)
13.11. NL Utrecht - Tivoli de Helling
15.11 UK Manchester - o2 Ritz (supporting OPETH)
16.11 UK Glasgow - Barrowlands (supporting OPETH)
17.11. UK Belfast - The Limelight 1 (supporting OPETH)
18.11. IRL Dublin - The Academy (supporting OPETH) *sold out*
19.11. UK Nottingham - Rock City (supporting OPETH)
21.11 UK Bristol - o2 Academy (supporting OPETH)
22.11 UK Birmingham - o2 Institute (supporting OPETH)
24.11. UK London - Islington Assembly Hall (w/ DARKHER & SVALBARD)
25.11. F Paris - Trabendo (w/ LOST IN KIEV, WOLVE)
26.11. B Vosselaar - Biebob
28.11. F Rezé - Barakason (w/ LOST IN KIEV, WOLVE)
29.11. F Lyon - CCO Villeurbanne (w/ LOST IN KIEV, WOLVE)
30.11. I Brescia - Circolo Colony
01.12. CH Pratteln - Z7
02.12. D Frankfurt - Das Bett (w/ ZATOKREV)
03.12. CZ Prague - Chelmnice (w/ ZATOKREV)
16.12. RU Moscow - Volta
17.12. RU St. Petersburg - Club Zal

EINAR SELVIK releases EP with music written for vikings


On October 20th, By Norse Music will digitally release a two-tracks EP from Einar Selvik containing an acoustic version as well as the complete studio version of his much requested piece "Snake Pit Poetry", written for History Channel´s VIKINGS and Ragnar Lothbrok's fatal encounter with a Northumbrian Snake Pit. The song features the extraordinary talent of Icelandic singer Hilda Örvarsdottir, a featured soloists on film scores such as Man of Steel (Hans Zimmer), The Eagle, Babylon AD, Mortal Instruments, Colette (Atli Örvarsson) and 300: Rise of an Empire (Junkie XL)

The EP will also be available as a 10-inch vinyl with etched B-side, exclusively in Wardruna's online stores and the upcoming European tour!


Visit the WARDRUNA online stores here: 

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

INCURSED - The Slavic Covenant (EP)


Ano: 2017
Selo: Independente
Importado

Nota: 10,0/10,0

Tracklist:

1. The Slavic Covenant
2. Akelarre
3. Wild! (2017)
4. Fear A’ Bhata
5. Take On Me


Banda:



Lander Lourido - Vocais limpos, guitarras
Asier Fernandez - Guitarras
Jon Koldo Tera “Jonkol” - Teclados, vocais agressivos e limpos
Mikel Llona - Baixo
Asier Amo “Amo” - Bateria

Convidados:

Javi Crosas - Vocais em “The Slavic Covenant”
Narot Santos - Vocais em “Wild! (2017)”
Urtzi Iza - Guitarra solo em “Take on Me”
Javi Rubio - Violinos


Contatos:

Instagram:
Assessoria:


Texto: Marcos “Big Daddy” Garcia


Sabem aquela banda que mesmo em Singles ou EPs são arrasadoras, tamanha energia, bom gosto e coração que colocam de si na própria música?

Pois é, o quinteto espanhol de Pagan/Viking Metal INCURSED, de Bilbao (Espanha), é dessas bandas, e o EP “The Slavic Covenant”chega para provar isso.

Se na época de “Morituri”e “Fimbulwinter” o quinteto soava mais cru e agressivo, em “Elderslied”começaram a transitar para uma sonoridade que equilibra a agressividade e os aspectos Pagan/Viking, em que no EP se mostra ainda bem agressivo e bruto, nunca negando seu lado musical que transita entre o Death Metal e Black Metal (especialmente pelos vocais mais guturais), mas cheio de belas harmonias das guitarras e melodias atmosféricas que surgem dos teclados, fora alguns toques de violinos aqui e ali. E meus caros, a energia que flui das composições é algo por demais envolvente, fora o grupo estar mostrando cada vez mais personalidade, com um trabalho técnico mais esmerado e belas linhas melódicas (especialmente nos solos). Além do mais, este EP nos apresenta o novo guitarrista/vocalista do grupo, Lander Lourido, bem como o novo baixista, Mikel Llona, que se mostram ótimas aquisições para o grupo.

Pedro J. Monge é quem gravou, mixou e masterizou “The Slavic Covenant”, com tudo feito nos Chromaticity Studios. Percebe-se que o quinteto optou por uma sonoridade que apresenta uma boa dose de crueza e agressividade, para manter sua identidade, mas sem que a clareza seja afetada. Os instrumentos estão bem audíveis, com timbres mais secos e orgânicos. E a capa nos mostra toda aquela aura Pagã que o grupo sempre ostentou.

Em “The Slavic Covenant”, o INCURSED mostra-se mais variado musicalmente, onde as influências musicais que antes eram mais subjetivas, agora estão ficando mais e mais evidentes, aglutinando valor ao trabalho do grupo. Muitos solos e duetos de guitarras, maior equilíbrio de vocais urrados e limpos, os teclados estão encaixados com maestria, a base rítmica do grupo se mostra mais diversificada que antes, além de maior presença de corais e mesmo partes de violinos. E isso sem mencionar no toque de classe dado por Javi Crosas, do ex-vocalista Narot Santos, Urtzi Iza e de Javi Rubio.

Em “The Slavic Covenant”, temos uma canção que mixa influências de Pagan/Folk com melodias alegres vindas das guitarras, com um jeitão meio FINNTROLL, mas bem diversificada em termos de arranjos, ótimos vocais limpos e grandes corais (fora um refrão bem marcante). Em “Akelarre”, a banda dá uma cadenciada no som, nos permitindo a percepção de como baixo e bateria estão bem no disco, com partes cantadas em timbres limpos fantásticos (fora outro refrão intenso e que nos envolve totalmente). Já “Wild! (2017)” é um “remake” de uma das melhores canções do primeiro disco da banda, “Morituri”, mostrando a mesma agressividade de antes (inclusive pelos vocais urrados de Narot), mas agora com mais enfoque no lado melódico (graças aos belos duetos nas guitarras) e maior prevalência dos corais. Em “Fear A’ Bhata”, mais uma vez o ritmo fica mais cadenciado, com um trabalho técnico precioso de baixo e bateria, boa aclimatação feita pelos teclados, e mais uma vez, os vocais limpos dominam a canção como um todo. Fechando uma versão Pagan Metal para o velho hit pop “Take On Me”, do grupo norueguês A-HA, que ganhou muita agressividade por conta das guitarras, os teclados fazem um fundo perfeito nas partes cantadas, os vocais mais agressivos mostram duetos com os limpos no refrão, e embora a estrutura inicial não tenha sido alterada, o quinteto impõe seu próprio jeito de fazer as coisas e reescreveu muitas passagens (inclusive com a presença de solos de guitarras).

O INCURSED merece maior destaque, e “The Slavic Covenant”mostra isso claramente. E em breve, a banda lançará seu quarto álbum, “Amalur”.

Disparado um dos melhores EPs de 2017!





MOONSCAPE - Entity (Álbum)


Ano: 2017
Selo: Independente
Importado

Nota: 8,7/10,0


Tracklist:

1. Entity Part I: Disconsolation (The Hidden Threat)
2. Entity Part II: A Farewell to Reality
3. Entity Part III: Into the Ethereal Shadows
4. Entity Part IV: Abandonment
5. Entity Part V: Under Absent Clouds
6. Entity Part VI: A Stolen Prayer
7. Entity Part VII: A Crack in the Clouds
8. Entity Part VIII: The Bargaining
9. Entity Part IX: Entity


Banda:

Håvard Lunde - Baixo, guitarra base, guitarra solo, violão, teclados percussão, vocais

Convidados:

Jim Brunaud as “Father” - Vocais
Matthew Brown as “Man” - Vocais, corais
Kent Are Sommerseth as “Demon” - Vocais
David Russell - Piano
Leviathan - Guitarra solo
Andreas Jonsson - Guitarra solo
Diego Palma - Teclados
Simen Ådnøy Ellingsen - Violão, guitarras limpas
Jon Hunt - Teclados
John Kiernan - Guitarra solo
Alex Campbell - Guitarra solo
Noah Watts - Guitarra solo
Sean Winter - Saxofone tenor
Justin Hombach - Guitarra solo


Contatos:

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Youtube:
Assessoria:


Texto: Marcos “Big Daddy” Garcia


Muitas vezes, alguns discos parecem que realmente nasceram para nos surpreender por sua abrangência musical. Muitos enxergam essas manifestações musicais como as dores do parto de algo novo que está prestes a vir no Metal. E nisso, o que chamamos de Progressive Metal tem nos proporcionado momentos de extremo prazer. E interessante ver como um grupo jovem como o MOONSCAPE, de Gjøvik, cidade da região de Oppland, na Noruega, vem nos mostrar um trabalho tão bom como “Entity”, seu primeiro trabalho.

Atmosférico, musicalmente denso e cheio de feeling, o trabalho do grupo mixa influências de Folk, Metal tradicional e mesmo de vertentes mais extremas, em uma linha similar a de trabalhos como VINTERSORG. Mas esta one man band idealizada por Håvard Lunde tem uma forte personalidade pulsando em suas canções, já que as canções que formam “Entity” possuem enfoque mais na criação de atmosferas do que em extremismos técnicos. E justamente por este enfoque que o trabalho tem um apelo forte, uma capacidade de nos envolver completamente.

“Entity” foi totalmente gravado e produzido por Håvardnos HLP Sound Studio (onde ele é o próprio dono), sendo que a mixagem e a masterização foram feitas pelas mãos de Shaun Rayment no SDR Audio Production, na Inglaterra. Tudo isso para garantir uma qualidade sonora muito boa, que busca equilibrar a sonoridade mais introspectiva e atmosférica de alguns momentos com as partes mais extremas e agressivas. Tudo com tons instrumentais muito bons e boa noção de clareza para a compreensão de todos.

Já a arte da capa é intrigante, mas paralela ao contexto musical como um todo, já que Mihaela Joefez um trabalho muito interessante.

Misturando as vertentes melódicas e extremas, o trabalho do MOONSCAPE em “Entity” é de primeira, cheio de passagens harmônicas muito boas e lindas melodias. Tudo isso porque estamos lidando com um disco conceitual, onde as passagens se alternam justamente para que elas deem a ambientação adequada ao que as letras vão contando da estória do disco. E para tornar tudo ainda melhor, temos convidados que deram um toque à mais de classe ao disco.

Durante as faixas de “The Entity”, o ouvinte terá uma enorme diversidade de momentos se alternando, como a introspecção bela e com momentos agressivos pontuais em “Entity Part I: Disconsolation (The Hidden Threat)”, a crueza brutal e direta da curta “Entity Part II: A Farewell to Reality” (com alguns vocais mais limpos em meio aos urros guturais), a mescla de melodias envolventes que fluem das guitarras com vocais ásperos em “Entity Part III: Into the Ethereal Shadows”, o jeito mais Stoner Metal dos riffs “sabbathícos” de “Entity Part IV: Abandonment”, a beleza melancólica e soturna da marcante “Entity Part V: Under Absent Clouds” (que possui alguns momentos acústicos providenciais e um belo trabalho de baixo e bateria) e da variada “Entity Part VI: A Stolen Prayer”(solos bem velozes quebrando os tempos mais lentos em alguns momentos), o mesclar de agressividade e melodias bem estruturadas em “Entity Part VII: A Crack in the Clouds” e em “Entity Part VIII: The Bargaining”, e o encerramento em grande estilo que se ouve em “Entity Part IX: Entity” (onde as guitarras criam riffs e linhas melodiosas excelentes).

Desta forma, podemos dizer que “The Entity” é um álbum muito bom, e que o futuro do MOONSCAPE é mais que promissor. E esperamos que o projeto não fique apenas nesse disco.

THROUGH THE SKIES - Chapter I: The Awakening (EP)


Ano: 2017
Selo: Independente
Nacional

Nota: 8,0/10,0


Tracklist:

1. Under Shadows
2. Fight for Your Life
3. Until My Last Breath


Banda:


Fernando Nemes - Vocais
Hebertt - Guitarras, vocais
Lucas - Guitarras, vocais
Rafael Souza - Baixo
André - Bateria


Contatos:

Site Oficial:
Bandcamp:
Assessoria: Lux Press


Texto: Marcos “Big Daddy” Garcia


A juventude que tem chegado cada vez mais ao Metal, com a fusão de timbres instrumentais modernos em afinações baixas, melodias que se mesclam a uma pegada pesada e envolvente, com vocais urrando entre o gutural e o rasgado (e intervenções limpas) tem sido uma alternativa que tem aglomerado jovens fãs e os unificado. E esta evolução pode estar preparando terreno para novos nomes, e entre eles, o próximo grande nome do Metal. E bandas como o THROUGH THE SKIES, que vem da Zona Oeste de São Paulo, chegando com o EP de estréia, “Chapter I: The Awakening”.

Sem medo de ser moderno e agressivo em um universo que tenderia a taxa-los negativamente de “som de garotos”, transitando entre o Deathcore e o Metalcore. O quinteto mostra-se ainda necessitando de mais amadurecimento, já que o som do grupo ainda lembra outros nomes do mesmo gênero. Mas se percebe que já pulsa uma personalidade com esses vocais agressivos (com algumas incursões mais limpas), esses riffs intensos e melodiosos (mas bem trabalhados e cheios de “breakdowns”), e nesse trabalho de peso e técnica de baixo e bateria (que apresenta boa técnica e coesão). Ainda distam de serem inovadores, mas é muito bom.

Gravado no Estúdio GR (em SP), e produzido pelo próprio quinteto, podemos dizer que a sonoridade de “Chapter I: The Awakening” é muito boa. Clara e intensa, com o peso e melodia fluindo de suas canções de forma harmoniosa, e cada um dos detalhes sonoros está perfeitamente exposto. A capa é muito bela, embora simples, deixando claro que a idéia da banda é de quebrar padrões.

O aspecto mais interessante do trabalho do THROUGH THE SKIES é: se ainda lhes falta se diferenciarem um pouco mais das bandas do gênero, lhes sobra em energia e jovialidade. Sim, o trabalho do quinteto é um murro no estômago de muitos, e sua música nos envolve completamente. O futuro é promissor.

Por agora, a explosiva e bem trabalhada “Under Shadows” e suas guitarras de primeira (com melodias e riffs à lá SOILWORK), a raivosa e mais rápida “Fight for Your Life”, com suas linhas melódicas e bem trabalhadas (e onde baixo e bateria mostram boas conduções dos ritmos, que se alternam muito bem); e a força mais azeda e opressiva de “Until My Last Breath”, que desfila um ótimo trabalho dos vocais (sem desmerecer os outros instrumentos).

Um pouco mais de lapidação, e ninguém segura esses sujeitos!

domingo, 17 de setembro de 2017

UFRAT (Old School Metal - Ivaiporã/PR)


Banda: UFRAT

Início de atividades: 2009

Discos lançados: Demo “Welcome to Reality”(2014), “Global Devastation” (2016)  

Formação atual: Alex (guitarras), Caio (vocais), Ivan (bateria), Marcelo (baixo)

Cidade/Estado: Ivaiporã/PR


BD: Como a banda começou? O que os incentivou a formarem uma banda?

Eu (Alex) e o Ivan já nos conhecíamos a mais 15 anos, e sempre tocamos juntos esporadicamente, mas nunca tínhamos formado uma banda, então em 2.009, depois de um longo período fora do Brasil, eu e ele decidimos a formar uma, no entanto havia uma grande dificuldade em recrutar alguém para o vocal e baixo, tocamos por um longo período apenas os dois, compondo varias musicas, porém apenas instrumentais, posteriormente encontramos o Eric Cobianchi que assumiu o baixo, e só dois anos depois conseguimos encontrar um vocalista com capacidade para executar o que tínhamos intenção de fazer, que foi o Caio, e aí sim a banda conseguiu chegar ao som que estava procurando, posteriormente houve a passagens de outros músicos pela banda, mas que por uma razão ou outra não puderam continuar, até que o Marceloassumiu o baixo.


BD: Quais as maiores dificuldades que estão enfrentando no cenário?

Como moramos no interior, nós temos uma falta de espaço no meio musical, afinal de contas o que se propaga na mídia geral, são estilos como sertanejo e funk, outra questão é a falta de apoio das entidades culturais administradas pelos órgãos governamentais, que gastam milhões em shows de artistas do seguimento popular, e não investem em músicos locais, oferecendo o mínimo de estrutura necessária para se desenvolver festivais com gêneros diversos do sertanejo.


BD: Como estão as condições em sua cidade em termos de Metal/Rock? Conseguem tocar com regularidade? A estrutura é boa?

Na nossa cidade as condições são péssimas, não há bares que consigam se manter abertos caso queiram tocar algo mais pesado, e quando há algum evento voltado ao metal, são os próprios músicos que organizam e investe dinheiro do próprio bolso para que se realize, cedemos equipamento, mão de obra e dinheiro.


BD: Hoje em dia, muitos gostam de declarar o fim do Metal, já que grandes nomes estão partindo, e outros parando. Mas e vocês, que são uma banda, como encaram esse tipo de comentário?

As pessoas que acreditam nisso são as que talvez nunca tiveram uma visão mais ampla do cenário musical, aqueles que certamente conheceram apenas as bandas triviais de alguns estilos. Toda semana tem uma banda nova nascendo por a, de diversas vertentes. O Metal sempre sobreviveu assim, no underground, para alguns certamente quando alguma das principais bandas acabarem, o Metal tambem haverá acabado, más será que esses caras realmente curtiam o estilo ou apenas algumas 5 bandas que conseguiram se tornar mais acessíveis comercialmente e não é porque não se vê o Rock/Metal tocando no domingo a tarde num canal de TV aberta que significa que ele morreu. Ele está aí, basta o cara buscar através das mídias especializadas que realmente apóiam a cena que irão conhecer milhares de ótimas bandas novas.


BD: Em termos de Brasil, o que ainda falta para o cenário dar certo? Qual sua opinião?

Vejo que falta uma mudança de postura da base de fãs do Metal, que geralmente reclamam que não há locais ou eventos que tenham bandas do estilo tocando, porém quando há não apóiam, não comparecem shows. Houve uma mudança cultural muito grande nos últimos 15 anos, as pessoas preferem ficar com seus celulares presos dentro de um quarto do que ter a experiência que é assistir um show seja de uma banda nova ou de uma banda já consolidada no cenário.


BD: Deixem sua mensagem final para os leitores.

Nós agradecemos a todos aqueles que nos apóiam, que curtem nosso som, e convidamos a todos aqueles que ainda não conhecem a banda a estar ouvindo.

Links para contatos:
Links para audição


TUPI NAMBHA (Metal Tribal/Brazilian Ethinic Metal - Recanto das Emas/Distrito Federal/DF)


Banda: TUPI NAMBHA

Início de atividades: Jan/ 2016

Discos lançados: EP “Invasão Alienígena” (lançado em 26/11/2016)

Formação atual: Marcos Loiola (vocais), Rogério Delevedove (guitarras), baixo e bateria gravados por nosso produtor e cineasta Caio Cortonesi (DYNAHEAD, Estudio BroadBand, Produtora Procyon)

Cidade/Estado: Recanto das Emas (Distrito Federal/DF)


BD: Como a banda começou? O que os incentivou a formarem uma banda?

Rogério Delevedove: Nos conhecemos por volta de 1996, no Recanto das Emas, o Rock nos aproximou, como amigos e logo a ideia de montar uma banda surgiu: VASSALLOS® foi nossa primeira banda; tudo começou como uma brincadeira e foi tomando um formato profissional, tocamos em alguns estados, mas este projeto chegou ao fim.

O Marcos e eu permanecemos compondo e fazendo experimentações e acima de tudo fusões de ritmos; foram anos criando e fazendo testes, até chegar ao som do TUPI NAMBHA.


BD: Quais as maiores dificuldades que estão enfrentando no cenário?

Marcos Loiola: As dificuldades são muitas, mais as principais são: A falta de apoio por parte da secretaria de cultura, os incentivos vindos dessas secretarias parecem ser destinadas a outros estilos músicas e outras artes específicas, não podemos esquecer que a falta de união das bandas ajudam bastante para esse apoio não ocorrer, pois as mesmas não pressionam as instituições governamentais que na figura da secretaria de cultura deveria apoiar o movimento metal rock.


BD: Como estão as condições em sua cidade em termos de Metal/Rock? Conseguem tocar com regularidade? A estrutura é boa?

Marcos Loiola: Os eventos de Metal/Rock são quase extintos, porque como disse antes não existe apoio das secretarias, os poucos eventos ocorridos aqui são organizados em sua grande maioria pelas próprias bandas, geralmente os eventos dispõe de estruturas que deixam muito a desejar, o pior é que o público que Metal/Rock parece ter se acostumado a prestigiar eventos com estruturas improvisadas sem conforto algum, aliás, as pessoas que vão aos shows parecem não estarem dispostas a colaborarem financeiramente para a melhora da estrutura dos eventos que as mesmas vão.


BD: Hoje em dia, muitos gostam de declarar o fim do Metal, já que grandes nomes estão partindo, e outros parando. Mas e vocês, que são uma banda, como encaram esse tipo de comentário?

Rogério Delevedove: Não compartilhamos dessa ideia, pois o Metal, não é algo passageiro, efêmero. Metal é um estilo de vida, isso não tem fim, pois esse desejo vem da alma.


BD: Em termos de Brasil, o que ainda falta para o cenário dar certo? Qual sua opinião?

Rogério Delevedove: Infelizmente ainda falta muita coisa para que o cenário mude para melhor, posso citar: Apoio governamental para eventos de Metal/Rock, fornecendo estrutura de evento com qualidade; hoje em dia não temos isonomia na distribuição desses recursos entre os distintos eventos, o que ocorre é que eventos sertanejos/pagode/funk carioca e afins são privilegiados, abocanhando a quase totalidade desses recursos; eventos que vão na contramão, desses citados,  na sua maioria são negados e quando atendidos, são contemplados  apenas a quota mínima dos pedidos dos recursos para atender formalidades legais.

Além disso, posso citar também a falta de sinergia das bandas de Metal, hoje em dia somos ilhas, quando que se juntássemos as forças seríamos mais fortes, formando uma entidade com maior representação legal perante a Secretaria de Cultura, exigindo nossos recursos integrais na realização de eventos melhorando inclusive a captação de recursos privados.


BD: Deixem sua mensagem final para os leitores.

Rogério Delevedove: Gostaria de agradecer ao Metal Samsarae ao Marcos Garcia pela oportunidade, o Metal Samsara tem uma representação gigante hoje no cenário, estamos honrados pelo convite, muito obrigado Marcos Garcia; agradecemos também ao apoio da Roadie Metal pelo profissionalismo na produção da realização dessa entrevista, nossos mais sinceros agradecimentos ao Gleison Junior. Metal é atitude, é estilo de vida, não podemos deixar esses valores se perderem, a atitude de mudança esta ao nosso alcance e a ferramenta é a vontade; Se você tem uma banda, e esta mensagem tem ressonância com suas ideias, contem com a banda TUPI NAMBHA® para unir forças. Vida Longa ao Metal!

Marcos Loiola: O que eu gostaria de deixar de mensagem para quem curti Metal/Rock é que quem faz a cena acontecer somos nós, e quanto às bandas não podemos confundir a mensagem “faça você mesmo” com a frase “faça de qualquer jeito”. Um abraço a todos e muito metal.


Links para contatos:
Celular: (61) 9.99124-9453 – WhatsApp


Links para audição:
Facebook: https://www.facebook.com/TupiNambhaOficial(menu Esquerdo Download Music)