segunda-feira, 18 de setembro de 2017

MOONSCAPE - Entity (Álbum)


Ano: 2017
Selo: Independente
Importado

Nota: 8,7/10,0


Tracklist:

1. Entity Part I: Disconsolation (The Hidden Threat)
2. Entity Part II: A Farewell to Reality
3. Entity Part III: Into the Ethereal Shadows
4. Entity Part IV: Abandonment
5. Entity Part V: Under Absent Clouds
6. Entity Part VI: A Stolen Prayer
7. Entity Part VII: A Crack in the Clouds
8. Entity Part VIII: The Bargaining
9. Entity Part IX: Entity


Banda:

Håvard Lunde - Baixo, guitarra base, guitarra solo, violão, teclados percussão, vocais

Convidados:

Jim Brunaud as “Father” - Vocais
Matthew Brown as “Man” - Vocais, corais
Kent Are Sommerseth as “Demon” - Vocais
David Russell - Piano
Leviathan - Guitarra solo
Andreas Jonsson - Guitarra solo
Diego Palma - Teclados
Simen Ådnøy Ellingsen - Violão, guitarras limpas
Jon Hunt - Teclados
John Kiernan - Guitarra solo
Alex Campbell - Guitarra solo
Noah Watts - Guitarra solo
Sean Winter - Saxofone tenor
Justin Hombach - Guitarra solo


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Assessoria:


Texto: Marcos “Big Daddy” Garcia


Muitas vezes, alguns discos parecem que realmente nasceram para nos surpreender por sua abrangência musical. Muitos enxergam essas manifestações musicais como as dores do parto de algo novo que está prestes a vir no Metal. E nisso, o que chamamos de Progressive Metal tem nos proporcionado momentos de extremo prazer. E interessante ver como um grupo jovem como o MOONSCAPE, de Gjøvik, cidade da região de Oppland, na Noruega, vem nos mostrar um trabalho tão bom como “Entity”, seu primeiro trabalho.

Atmosférico, musicalmente denso e cheio de feeling, o trabalho do grupo mixa influências de Folk, Metal tradicional e mesmo de vertentes mais extremas, em uma linha similar a de trabalhos como VINTERSORG. Mas esta one man band idealizada por Håvard Lunde tem uma forte personalidade pulsando em suas canções, já que as canções que formam “Entity” possuem enfoque mais na criação de atmosferas do que em extremismos técnicos. E justamente por este enfoque que o trabalho tem um apelo forte, uma capacidade de nos envolver completamente.

“Entity” foi totalmente gravado e produzido por Håvardnos HLP Sound Studio (onde ele é o próprio dono), sendo que a mixagem e a masterização foram feitas pelas mãos de Shaun Rayment no SDR Audio Production, na Inglaterra. Tudo isso para garantir uma qualidade sonora muito boa, que busca equilibrar a sonoridade mais introspectiva e atmosférica de alguns momentos com as partes mais extremas e agressivas. Tudo com tons instrumentais muito bons e boa noção de clareza para a compreensão de todos.

Já a arte da capa é intrigante, mas paralela ao contexto musical como um todo, já que Mihaela Joefez um trabalho muito interessante.

Misturando as vertentes melódicas e extremas, o trabalho do MOONSCAPE em “Entity” é de primeira, cheio de passagens harmônicas muito boas e lindas melodias. Tudo isso porque estamos lidando com um disco conceitual, onde as passagens se alternam justamente para que elas deem a ambientação adequada ao que as letras vão contando da estória do disco. E para tornar tudo ainda melhor, temos convidados que deram um toque à mais de classe ao disco.

Durante as faixas de “The Entity”, o ouvinte terá uma enorme diversidade de momentos se alternando, como a introspecção bela e com momentos agressivos pontuais em “Entity Part I: Disconsolation (The Hidden Threat)”, a crueza brutal e direta da curta “Entity Part II: A Farewell to Reality” (com alguns vocais mais limpos em meio aos urros guturais), a mescla de melodias envolventes que fluem das guitarras com vocais ásperos em “Entity Part III: Into the Ethereal Shadows”, o jeito mais Stoner Metal dos riffs “sabbathícos” de “Entity Part IV: Abandonment”, a beleza melancólica e soturna da marcante “Entity Part V: Under Absent Clouds” (que possui alguns momentos acústicos providenciais e um belo trabalho de baixo e bateria) e da variada “Entity Part VI: A Stolen Prayer”(solos bem velozes quebrando os tempos mais lentos em alguns momentos), o mesclar de agressividade e melodias bem estruturadas em “Entity Part VII: A Crack in the Clouds” e em “Entity Part VIII: The Bargaining”, e o encerramento em grande estilo que se ouve em “Entity Part IX: Entity” (onde as guitarras criam riffs e linhas melodiosas excelentes).

Desta forma, podemos dizer que “The Entity” é um álbum muito bom, e que o futuro do MOONSCAPE é mais que promissor. E esperamos que o projeto não fique apenas nesse disco.

THROUGH THE SKIES - Chapter I: The Awakening (EP)


Ano: 2017
Selo: Independente
Nacional

Nota: 8,0/10,0


Tracklist:

1. Under Shadows
2. Fight for Your Life
3. Until My Last Breath


Banda:


Fernando Nemes - Vocais
Hebertt - Guitarras, vocais
Lucas - Guitarras, vocais
Rafael Souza - Baixo
André - Bateria


Contatos:

Site Oficial:
Bandcamp:
Assessoria: Lux Press


Texto: Marcos “Big Daddy” Garcia


A juventude que tem chegado cada vez mais ao Metal, com a fusão de timbres instrumentais modernos em afinações baixas, melodias que se mesclam a uma pegada pesada e envolvente, com vocais urrando entre o gutural e o rasgado (e intervenções limpas) tem sido uma alternativa que tem aglomerado jovens fãs e os unificado. E esta evolução pode estar preparando terreno para novos nomes, e entre eles, o próximo grande nome do Metal. E bandas como o THROUGH THE SKIES, que vem da Zona Oeste de São Paulo, chegando com o EP de estréia, “Chapter I: The Awakening”.

Sem medo de ser moderno e agressivo em um universo que tenderia a taxa-los negativamente de “som de garotos”, transitando entre o Deathcore e o Metalcore. O quinteto mostra-se ainda necessitando de mais amadurecimento, já que o som do grupo ainda lembra outros nomes do mesmo gênero. Mas se percebe que já pulsa uma personalidade com esses vocais agressivos (com algumas incursões mais limpas), esses riffs intensos e melodiosos (mas bem trabalhados e cheios de “breakdowns”), e nesse trabalho de peso e técnica de baixo e bateria (que apresenta boa técnica e coesão). Ainda distam de serem inovadores, mas é muito bom.

Gravado no Estúdio GR (em SP), e produzido pelo próprio quinteto, podemos dizer que a sonoridade de “Chapter I: The Awakening” é muito boa. Clara e intensa, com o peso e melodia fluindo de suas canções de forma harmoniosa, e cada um dos detalhes sonoros está perfeitamente exposto. A capa é muito bela, embora simples, deixando claro que a idéia da banda é de quebrar padrões.

O aspecto mais interessante do trabalho do THROUGH THE SKIES é: se ainda lhes falta se diferenciarem um pouco mais das bandas do gênero, lhes sobra em energia e jovialidade. Sim, o trabalho do quinteto é um murro no estômago de muitos, e sua música nos envolve completamente. O futuro é promissor.

Por agora, a explosiva e bem trabalhada “Under Shadows” e suas guitarras de primeira (com melodias e riffs à lá SOILWORK), a raivosa e mais rápida “Fight for Your Life”, com suas linhas melódicas e bem trabalhadas (e onde baixo e bateria mostram boas conduções dos ritmos, que se alternam muito bem); e a força mais azeda e opressiva de “Until My Last Breath”, que desfila um ótimo trabalho dos vocais (sem desmerecer os outros instrumentos).

Um pouco mais de lapidação, e ninguém segura esses sujeitos!

domingo, 17 de setembro de 2017

UFRAT (Old School Metal - Ivaiporã/PR)


Banda: UFRAT

Início de atividades: 2009

Discos lançados: Demo “Welcome to Reality”(2014), “Global Devastation” (2016)  

Formação atual: Alex (guitarras), Caio (vocais), Ivan (bateria), Marcelo (baixo)

Cidade/Estado: Ivaiporã/PR


BD: Como a banda começou? O que os incentivou a formarem uma banda?

Eu (Alex) e o Ivan já nos conhecíamos a mais 15 anos, e sempre tocamos juntos esporadicamente, mas nunca tínhamos formado uma banda, então em 2.009, depois de um longo período fora do Brasil, eu e ele decidimos a formar uma, no entanto havia uma grande dificuldade em recrutar alguém para o vocal e baixo, tocamos por um longo período apenas os dois, compondo varias musicas, porém apenas instrumentais, posteriormente encontramos o Eric Cobianchi que assumiu o baixo, e só dois anos depois conseguimos encontrar um vocalista com capacidade para executar o que tínhamos intenção de fazer, que foi o Caio, e aí sim a banda conseguiu chegar ao som que estava procurando, posteriormente houve a passagens de outros músicos pela banda, mas que por uma razão ou outra não puderam continuar, até que o Marceloassumiu o baixo.


BD: Quais as maiores dificuldades que estão enfrentando no cenário?

Como moramos no interior, nós temos uma falta de espaço no meio musical, afinal de contas o que se propaga na mídia geral, são estilos como sertanejo e funk, outra questão é a falta de apoio das entidades culturais administradas pelos órgãos governamentais, que gastam milhões em shows de artistas do seguimento popular, e não investem em músicos locais, oferecendo o mínimo de estrutura necessária para se desenvolver festivais com gêneros diversos do sertanejo.


BD: Como estão as condições em sua cidade em termos de Metal/Rock? Conseguem tocar com regularidade? A estrutura é boa?

Na nossa cidade as condições são péssimas, não há bares que consigam se manter abertos caso queiram tocar algo mais pesado, e quando há algum evento voltado ao metal, são os próprios músicos que organizam e investe dinheiro do próprio bolso para que se realize, cedemos equipamento, mão de obra e dinheiro.


BD: Hoje em dia, muitos gostam de declarar o fim do Metal, já que grandes nomes estão partindo, e outros parando. Mas e vocês, que são uma banda, como encaram esse tipo de comentário?

As pessoas que acreditam nisso são as que talvez nunca tiveram uma visão mais ampla do cenário musical, aqueles que certamente conheceram apenas as bandas triviais de alguns estilos. Toda semana tem uma banda nova nascendo por a, de diversas vertentes. O Metal sempre sobreviveu assim, no underground, para alguns certamente quando alguma das principais bandas acabarem, o Metal tambem haverá acabado, más será que esses caras realmente curtiam o estilo ou apenas algumas 5 bandas que conseguiram se tornar mais acessíveis comercialmente e não é porque não se vê o Rock/Metal tocando no domingo a tarde num canal de TV aberta que significa que ele morreu. Ele está aí, basta o cara buscar através das mídias especializadas que realmente apóiam a cena que irão conhecer milhares de ótimas bandas novas.


BD: Em termos de Brasil, o que ainda falta para o cenário dar certo? Qual sua opinião?

Vejo que falta uma mudança de postura da base de fãs do Metal, que geralmente reclamam que não há locais ou eventos que tenham bandas do estilo tocando, porém quando há não apóiam, não comparecem shows. Houve uma mudança cultural muito grande nos últimos 15 anos, as pessoas preferem ficar com seus celulares presos dentro de um quarto do que ter a experiência que é assistir um show seja de uma banda nova ou de uma banda já consolidada no cenário.


BD: Deixem sua mensagem final para os leitores.

Nós agradecemos a todos aqueles que nos apóiam, que curtem nosso som, e convidamos a todos aqueles que ainda não conhecem a banda a estar ouvindo.

Links para contatos:
Links para audição


TUPI NAMBHA (Metal Tribal/Brazilian Ethinic Metal - Recanto das Emas/Distrito Federal/DF)


Banda: TUPI NAMBHA

Início de atividades: Jan/ 2016

Discos lançados: EP “Invasão Alienígena” (lançado em 26/11/2016)

Formação atual: Marcos Loiola (vocais), Rogério Delevedove (guitarras), baixo e bateria gravados por nosso produtor e cineasta Caio Cortonesi (DYNAHEAD, Estudio BroadBand, Produtora Procyon)

Cidade/Estado: Recanto das Emas (Distrito Federal/DF)


BD: Como a banda começou? O que os incentivou a formarem uma banda?

Rogério Delevedove: Nos conhecemos por volta de 1996, no Recanto das Emas, o Rock nos aproximou, como amigos e logo a ideia de montar uma banda surgiu: VASSALLOS® foi nossa primeira banda; tudo começou como uma brincadeira e foi tomando um formato profissional, tocamos em alguns estados, mas este projeto chegou ao fim.

O Marcos e eu permanecemos compondo e fazendo experimentações e acima de tudo fusões de ritmos; foram anos criando e fazendo testes, até chegar ao som do TUPI NAMBHA.


BD: Quais as maiores dificuldades que estão enfrentando no cenário?

Marcos Loiola: As dificuldades são muitas, mais as principais são: A falta de apoio por parte da secretaria de cultura, os incentivos vindos dessas secretarias parecem ser destinadas a outros estilos músicas e outras artes específicas, não podemos esquecer que a falta de união das bandas ajudam bastante para esse apoio não ocorrer, pois as mesmas não pressionam as instituições governamentais que na figura da secretaria de cultura deveria apoiar o movimento metal rock.


BD: Como estão as condições em sua cidade em termos de Metal/Rock? Conseguem tocar com regularidade? A estrutura é boa?

Marcos Loiola: Os eventos de Metal/Rock são quase extintos, porque como disse antes não existe apoio das secretarias, os poucos eventos ocorridos aqui são organizados em sua grande maioria pelas próprias bandas, geralmente os eventos dispõe de estruturas que deixam muito a desejar, o pior é que o público que Metal/Rock parece ter se acostumado a prestigiar eventos com estruturas improvisadas sem conforto algum, aliás, as pessoas que vão aos shows parecem não estarem dispostas a colaborarem financeiramente para a melhora da estrutura dos eventos que as mesmas vão.


BD: Hoje em dia, muitos gostam de declarar o fim do Metal, já que grandes nomes estão partindo, e outros parando. Mas e vocês, que são uma banda, como encaram esse tipo de comentário?

Rogério Delevedove: Não compartilhamos dessa ideia, pois o Metal, não é algo passageiro, efêmero. Metal é um estilo de vida, isso não tem fim, pois esse desejo vem da alma.


BD: Em termos de Brasil, o que ainda falta para o cenário dar certo? Qual sua opinião?

Rogério Delevedove: Infelizmente ainda falta muita coisa para que o cenário mude para melhor, posso citar: Apoio governamental para eventos de Metal/Rock, fornecendo estrutura de evento com qualidade; hoje em dia não temos isonomia na distribuição desses recursos entre os distintos eventos, o que ocorre é que eventos sertanejos/pagode/funk carioca e afins são privilegiados, abocanhando a quase totalidade desses recursos; eventos que vão na contramão, desses citados,  na sua maioria são negados e quando atendidos, são contemplados  apenas a quota mínima dos pedidos dos recursos para atender formalidades legais.

Além disso, posso citar também a falta de sinergia das bandas de Metal, hoje em dia somos ilhas, quando que se juntássemos as forças seríamos mais fortes, formando uma entidade com maior representação legal perante a Secretaria de Cultura, exigindo nossos recursos integrais na realização de eventos melhorando inclusive a captação de recursos privados.


BD: Deixem sua mensagem final para os leitores.

Rogério Delevedove: Gostaria de agradecer ao Metal Samsarae ao Marcos Garcia pela oportunidade, o Metal Samsara tem uma representação gigante hoje no cenário, estamos honrados pelo convite, muito obrigado Marcos Garcia; agradecemos também ao apoio da Roadie Metal pelo profissionalismo na produção da realização dessa entrevista, nossos mais sinceros agradecimentos ao Gleison Junior. Metal é atitude, é estilo de vida, não podemos deixar esses valores se perderem, a atitude de mudança esta ao nosso alcance e a ferramenta é a vontade; Se você tem uma banda, e esta mensagem tem ressonância com suas ideias, contem com a banda TUPI NAMBHA® para unir forças. Vida Longa ao Metal!

Marcos Loiola: O que eu gostaria de deixar de mensagem para quem curti Metal/Rock é que quem faz a cena acontecer somos nós, e quanto às bandas não podemos confundir a mensagem “faça você mesmo” com a frase “faça de qualquer jeito”. Um abraço a todos e muito metal.


Links para contatos:
Celular: (61) 9.99124-9453 – WhatsApp


Links para audição:
Facebook: https://www.facebook.com/TupiNambhaOficial(menu Esquerdo Download Music)


NO TRAUMA (Metalcore/Harcore Metal - Rio de Janeiro/RJ)


Banda: NO TRAUMA

Início de atividades:2011

Discos lançados:Um Single “Eis a Minha Mão”, e um álbum “Viva Forte Até o Seu Leito de Morte”

Formação atual:Hosmany Bandeira (vocal), Marvin Tabosa (bateria), João de Paula (baixo), Tuninho Silva (guitarras)

Cidade/Estado: Rio de Janeiro/RJ


BD: Como a banda começou? O que os incentivou a formarem uma banda?

A banda vem de outras formações desde 2007, Marvin conheceu Tuninho Silva em um show da banda americana AS I LAY DYING em 2011 e o convidou a integrar o que hoje é o NO TRAUMA, a fazer algo com uma proposta mais moderna, agressiva e pesado, com letras que tivesse impacto nas pessoas, acho estamos conseguindo (risos).


BD: Quais as maiores dificuldades que estão enfrentando no cenário?

No Brasil viver de musica e só dificuldade, principalmente se não for algo comercial. Mas as maiores dificuldades estão nas coisas pequenas, instrumento nacional de baixíssima qualidade (os importados são caríssimos), viajar pra tocar também é um ponto difícil (passagens caras, excesso de pedágios com estradas ruins), as mídias também não abrem espaço para novos artistas, enfim fazer sucesso no Brasil como artista independente não uma opção, e sim a única opção. E quem consegue pode ser dado como herói.


BD: Como estão as condições em sua cidade em termos de Metal/Rock? Conseguem tocar com regularidade? A estrutura é boa?

O cenário no Rio de janeiro é mediano, mas as condições atuais de violência na cidade dificultam muito a fluidez de qualquer cena, acho que isso é um ponto que atrapalha muito o desenvolvimento da cena.


BD: Hoje em dia, muitos gostam de declarar o fim do Metal, já que grandes nomes estão partindo, e outros parando. Mas e vocês, que são uma banda, como encaram esse tipo de comentário?

Não costumamos dar relevância a esse tipo de comentário, pois é coisa de saudosistas românticos. Eu posso fazer uma lista de bandas de Metal e Hardcore brasileiras que estão lotando casas de shows mesmo com a situação econômica do país estando instável. PROJECT 46, WORST, PENSE, DPR, KORZUS, BULLET BANE, etc. Uma até estão em turnê pelo Brasil nesse exato momento como o TORTURE SQUAD.


BD: Em termos de Brasil, o que ainda falta para o cenário dar certo? Qual sua opinião?

Vergonha na cara de todos envolvidos, bandas, produtores e público. Bandas profissionais, produtores sérios e profissionais, só isso já é o suficiente pra mudar a mentalidade do público, e o Brasil vira referência em circuito e cena. Claro que existem fatores como economia do país que influenciam, mas não é empecilho, mas o underground hoje está melhor do que no passado, e acreditamos que pode crescer muito mais ainda.


BD: Deixem sua mensagem final para os leitores.

Acreditem em vocês mesmos, lutem até o fim, não se deixem levar por falácias, dogmas, imposições de religiões, governos, movimentos desculturais e etc, sejam autênticos, sejam liberais, sejam mais que apenas reprodutores.

VIVA FORTE ATÉ O SEU LEITO DE MORTE!


Links para contatos:

Instagram. @notraumaoficial


Links para audição:

Aplicativos onde nosso álbum esta disponibilizado: Spotify, Deezer, Amazon, Google Play, I Tunes
Nosso álbum full também esta no Youtube: https://youtu.be/F8QrC3vzPw4



FACES OF DEATH (Thrash Metal - Pindamonhangaba/SP)


Banda: FACES OF DEATH

Início atividades: A banda foi formada no início de 1990, porém encerraram as atividades em 1996 e retornaram em maio de 2016.

Discos lançados:
DEMO TAPE: “Faces of Death” (1994)
DEMO TAPE: “Retrocession” (1996)
EP: “Consummatum Est” (2017)

Formação Atual:
Laurence Miranda(Guitarras, vocais)
Talles Donola(Guitarras)
Sylvio Miranda(Baixo)
Sidney Ramos(Bateria)

Cidade/Estado: Pindamonhangaba/SP


BD: Como a banda começou? O que os incentivou a formarem a banda?

Laurence:Decidimos montar a banda, pois escutávamos Metal o dia todo, respirávamos Metal 100%, mas era outra formação, sendo Laurence Miranda (guitarras, vocais), Flávio(bateria) e Victor Hugo (baixo). Após 20 anos chamei meu irmão Sylvio para retornar com a banda e convidamos o Sidney e o Talles.


BD: Quais as maiores dificuldades que estão enfrentando no cenário?

Laurence: Todos os problemas possíveis e imaginários para uma banda de metal underground e independente (Rsss). A carência de público nos shows é um fator preocupante.  Os moleques não vão mais a shows, o que se vê são os caras mais velhos nos shows.

Outro fator preocupante é a estrutura nos shows, aparelhagem e isso faz com que as pessoas não vão ao show, mas esta barreira depende das bandas se posicionarem e cobrar cada vez mais dos produtores.

Mas nada pode tirar o foco de algo que você faz e acredita, o metal corre nas veias e faz você trabalhar incansavelmente para mudar as coisas, entende? Problemas sempre existirão, mas a vontade de seguir em frente é maior! Trabalhamos para o metal e ponto!


BD: Como estão as condições em sua cidade em termos de Metal/Rock? Conseguem tocar com regularidade? A estrutura é boa?

Laurence: Como somos do interior do Estado de São Paulo você já deve imaginar a dificuldade de shows, mas sempre tem alguém organizando algo aqui no Vale do Paraíba. É como disse antes, trabalhamos para o metal e continuaremos na luta para mostrar nosso trabalho e de outras bandas. É assim que o underground sobrevive.


BD: Hoje em dia, muitos gostam de declarar o fim do metal, já que grandes nomes estão partindo, e outros parando. Mas e vocês, que são uma banda, como encaram este tipo de comentário?

Laurence: Totalmente desnecessário. Tem bandas grandes lançando discos espetaculares como KREATOR, SEPULTURA, SUFFOCATION, SLAYER, KRISIUN, e por aí vai...

As pessoas que gostam e amam o metal precisam ajudar e elas ajudam, mas sempre tem uns fracassados que só gostam de criticar negativamente e não ajudam.


BD: Em termos de Brasil, o que ainda falta para o cenário dar certo? Qual sua opinião?

Laurence: Organização, sempre! Não é porque você tem uma banda de metal underground que o negócio precisa ser tosco. Pelo contrário, precisamos nos organizar e mostrar que não é brincadeira. É muita coisa envolvida, muito suor e dedicação.

As coisas só dão certo se você organizar, planejar, acreditar e investir. Não espere dos outros, faça você mesmo!


BD: Deixem sua mensagem final para os leitores.

Laurence: Prestigiem a cena nacional, escutem bandas novas, vão a shows e divulguem as bandas. O público precisa prestigiar, pois o momento é importante para todos!


Links de contato:

Contato para shows: (11) 99788 4169 (Laurence)

Links para audição:


PATRICK PEDROSO (Guitar Orientated Rock/Metal - Joaçaba/SC)


Banda: PATRICK PEDROSO (artista solo)

Início de atividades:Início de 2015

Discos lançados: “Labyrinth”

Formação atual: Patrick Pedroso (guitarras), e músicos convidados

Cidade/Estado:Joaçaba/SC


BD: Como a banda começou? O que os incentivou a formarem uma banda?

Já toquei em algumas bandas da cidade, e até de outras cidades. Mas senti que deveria lançar um trabalho autoral, só com minhas ideias. Sempre gostei muito de músicas instrumentais, e resolvi lançar esse trabalho solo. O incentivo foi a liberdade de fazer um trabalho em que eu pudesse fazer o que eu quisesse, em termos de composição arranjos e timbres. 


BD: Quais as maiores dificuldades que estão enfrentando no cenário?

Acredito que o espaço para as apresentações, e a aceitação do publico pelo estilo, ainda mais sendo instrumental.


BD: Como estão as condições em sua cidade em termos de Metal/Rock? Conseguem tocar com regularidade? A estrutura é boa?

Aqui onde moro é uma cidade pequena, não há muito espaço pra tocar o meu estilo de música, tenho que estar sempre correndo atrás de eventos pra poder tocar, e a estrutura também não ajuda muito.


BD: Hoje em dia, muitos gostam de declarar o fim do Metal, já que grandes nomes estão partindo, e outros parando. Mas e vocês, que são uma banda, como encaram esse tipo de comentário?

Não acredito que o metal esteja morrendo, mas talvez essas pessoas estejam com a mente fechada, existe muita banda boa por aí, temos que valorizar e apoiar as bandas do cenário, se ficarmos focados nas grandes bandas e não dermos espaço para bandas novas, essa ideia que o metal está morrendo vai continuar por um bom tempo.


BD: Em termos de Brasil, o que ainda falta para o cenário dar certo? Qual sua opinião?

Acredito que o que falta para cenário é a união e mais respeito entre as bandas e fãs. Pra conseguirmos algo maior temos que nos unir e ter respeito ao trabalho do outro independente do estilo. E as bandas precisam buscar um profissionalismo maior, em vários sentidos, como cumprir prazos, horários, fazer um trabalho de qualidade, para assim poder exigir sem ter medo.


BD: Deixem sua mensagem final para os leitores.

Gostara de agradecer a você que está lendo essa entrevista, seu apoio é muito importante para nós músicos. Ao Metal Samsara pela oportunidade, e assim poder divulgar o meu trabalho, ao amigo Gleison Junior e toda a equipe da Roadie Metal, e aos parceiros da Lince Tattoo.


Links para contatos:

Telefone/whatssap: (49) 98428-3589


Links para audição: