sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Melhores de 2017 - Internacional

Discos (não existe ordem de preferência - No order of preference):


CRADLE OF FILTH - Cryptoriana - The Seductiveness of Decay

CARACH ANGREN - Dance and Laugh Amongst the Rotten

DRAGONFORCE - Reaching Into Infinity

THE NIGHT FLIGHT ORCHESTRA - Amber Galactic

MOONSPELL - 1755

BATTLE BEAST - Bringer of Pain

KREATOR - Gods of Violence

EZOO - Feeding the Beast

DECAPITATED - Anticult

ACCEPT - The Rise of Chaos

SUFFOCATION - ...Of Dark Light

DOOMSDAY KINGDOM - Doomsday Kingdom

IMMOLATION - Atonement

BODY COUNT - Bloodlust

PRONG - Zero Days

INCURSED - Amalur

ALICE COOPER - Paranormal

VENOM INC. - Avé

RAGE - Seasons in Black

WINTERSUN - The Forest Seasons

Melhor disco ao vivo

HANSEN & FRIENDS - Thank You Wacken

Melhor DVD

DIMMU BORGIR - Forces of the Northern Night

Melhor EP

ROCK GODDESS - It’s More Than Rock and Roll

Melhor show

BORKNAGAR (Teatro Odisséia- RJ)


Decepções:

Falta de renovação no Metal mainstream, nada de novo disco de estúdio do DIMMU BORGIR.


Esperanças para 2018:


Que o mundo seja melhor para todos, e que o Metal, o Hardcore, o Punk, o Rock em geral, sejam ferramentas nessas mudanças.

Melhores de 2017 - Nacional

Discos (não existe ordem de preferência):

MIASTHENIA - Antípodas

ALÍRIO NETO - João de Deus

DARK AVENGER - The Beloved Bones

WAEL DAOU - Sand Crusader

POP JAVALI - Resilient

NOTURNALL - 9

MYRKGAND - Myrkgand

RUINS OF ELYSIUM - Seeds of Chaos and Serenity

THIAGO BIANCHI'S ARENA - Thiago Bianchi’s Arena

WEAKLESS MACHINE - Manipulation

SODOMA - Mutapestaminação

FORCEPS - Mastering Extinction

LE CHANT NOIR - Ars Arcanvm Vodvm

PEDRO ESTEVES - Novos Tempos

FIRE STRIKE - Slaves of Fate


SHADOWSIDE - Shades of Humanity


GREYWOLF - The Beginning


TRANSCENDENT - Awakening

METALMORPHOSE - Ação & Reação

PRIMORDIUM - Old Gods



Melhor disco ao vivo

MORCROF - Live at the Brazilian Swamp

Melhor DVD:

-

Melhor EP: 

KAMALA – Consequence of Our Past – Vol. 1


Revelações

WEAKLESS MACHINE



RUINS OF ELYSIUN



VILETALE



Melhor show

Headbanger Fest (NERVOSA, SIRIUN, VORGOK - La Esquina - RJ)

No Class Festival (REBAELLIUN, LACERATED AND CARBONIZED, FUNERATUS, FORCEPS, D.I.E., VORGOK, 7PELES - Casarão Ameno Resedá - RJ)


Decepções:

Bolsobangers, brigas no cenário, preconceitos (homofobia, machismo, racismo, e outros), conservadores contra artes degeneradas (sendo o Metal, o Punk, o Hardcore artes degeneradas), ausência de grandes nomes do Metal no Rock in Rio.


Esperanças para 2018:

Que o mundo seja melhor para todos, e que o Metal, o Hardcore, o Punk, o Rock em geral, sejam ferramentas nessas mudanças.

MAQUINAMENTE - Bom Dia Vó


Full Length (CD+DVD)
2017
Selo: Independente
Nacional

Tracklist:

CD:

1. Bom Dia Vó
2. Voar Alto
3. Máquinas Pensantes
4. Hélice do Tempo
5. Bom e o Bem
6. Amizade Colorida
7. Noite de Caça
8. Variações
9. Parte à Parte
10. Mudar o Mundo
11. Antes Ser do Que Tarde


DVD:

Vídeos para todas as canções, documentário, extras.


Banda:


Glébo - Baixo, guitarras, vocais
Marinho - Guitarras
Fefo - Pick-up, Teclados
K-Reca - Bateria

Convidados:

Felipe Coelho - Trombone
Bruno Brito - Trompete
Heber Souza - Saxofone/Clarinete
Wagner Mariano - Bateria em “Máquinas Pensantes”
Vó Mariana - Voz em “Bom Dia Vó”
  

Contatos:

Twitter:
Bandcamp:
Assessoria:


Texto: Marcos “Big Daddy” Garcia


O caos sempre rendeu bons furtos musicais. E por caos, definimos aquela forma de fazer música que para muitos não faz sentido, porque ela transcende limites, atravessa limites e funde estilos. Bandas como FAITH NO MORE, BAD BRAINS, MINISTRY, NINE INCH NAILS e outros mostraram que era possível fazer isso (para desespero dos conservadores mais puritanos). Hoje, essa fórmula já foi usada muitas vezes, mas no nosso país, devido à latinidade musical que o brasileiro carrega em seu DNA, esse jeito de fazer música nunca fica esgotado. Que o diga o quarteto MAQUINAMENTE, que chega com seu primeiro disco, “Bom Dia Vó”.

Em termos de estilo, o quarteto monta um quebra-cabeça eclético. No meio do Rock cheio de energia do grupo, surgem ritmos e timbres diferentes do que muitos estão acostumados, com passagens de Jazz, Reggae, Funk, Samba, Hip-Hop, música eletrônica e MPB. Mas não fique preocupado: tudo flui de forma consensual no meio do caos sonoro, sempre soando de primeira, cheio de energia. E a cada nova ouvida em “Bom Dia Vó”, se percebe algo novo. E algo sempre bom!

O próprio grupo (que é bem experiente em termos musicais, já que compuseram e gravaram mais de 3.600 músicas para programas de TV em 3 anos) fez a produção do álbum. E em termos de sonoridade, não há do que reclamar: tudo soa perfeito, no devido lugar, coeso e muito bem feito. A timbragem, a alma das músicas, foi cuidada com muito esmero.

A arte gráfica, usada em um digipack muito bem feito, é simples, toda em preto e branco. Mas ela casou perfeitamente com a proposta do grupo, além de nos permitir prestar atenção somente no aspecto musical. William Estrela fez um ótimo trabalho na arte e no design, verdade seja dita.

Pode-se afirmar que o MAQUINAMENTEé focado na criatividade. O grupo não tem pudores de ousar, sendo que criar algo novo e diversificado seu compromisso maior em termos musicais. E em termos de arranjos, ninguém segura o quarteto, já que o que parece caótico e intragável para muitos, nas mãos deles vira algo sensacional!

Musicalmente, em 11 canções, o grupo mostra maturidade e ousadia, além de uma energia absurda. Mas o jeito funkeado e com elementos de Reggae de “Voar Alto”, o jeitão Jazz/MPB com seus inserts eletrônicos de “Máquinas Pensantes”, a curta e intimista “Hélice do Tempo”, o clima forte e intimista cheio de metais de “Bom e o Bem” (reparem no protesto pró-arte das letras), o Reggae/Rock hipnótico de “Amizade Colorida”, o jeitão meio Blues meio MPB com toques de Pop em “Variações”, e a força densa de “Parte à Parte” são os melhores momentos do álbum.

O segundo disco, como já dito, é um DVD.

O caos continua nele, pois temos vídeos para todas as faixas do CD, cada um deles com sua devida expressividade visual, sua mensagem para o ouvinte. Nos extras, documentários da banda sobre sua trajetória, gravações e algumas surpresinhas muito interessantes, que manterei o segredo para que o leitor possa ter a experiência por si mesmo.

Um ponto que precisa ser salientado: música e letras forma um contexto, pois a banda tem mensagens para os ouvintes, manifestos para que a mente do ouvinte possa se abrir e atingir a independência.

No mais, “Bom Dia Vó”é um disco que faz você ficar pensando quando virá o próximo, pois é viciante. Mas no caso do MAQUINAMENTE, o novo álbum já está vindo por aí, a ser lançado em 2018.

Nota: 10,0/10,0