terça-feira, 12 de setembro de 2017

Heavy Metal band TYTUS back in the recording studio!


Following the great response to their first album "Rises" (Sliptrick Records - 2016) and a bunch of killer live gigs in festivals like MetalDays (Slovenia), Home Fest (Italy) and others, TYTUS are back to their beloved Track Terminal Studio (Italy) to record some new stuff. 

The ten songs on the new album are going to be something in between the NWOBHM and the speed/thrash metal of the early days.

Contacts:

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

DRAGONHAMMER: band returns on the scene with "Obscurity"


"The same instant I received and listened to the final master of our new album "Obscurity", sent by Simone Mularoni at Domination Studio, I had clear the idea that we did a great job indeed, without any doubt the best, the most complete and the heaviest album of our almost twenty-year career".

With these words Gaetano Amodio, bass player and DRAGONHAMMER's co-founder with the singer and guitarist Max Aguzzi, presents the new album, the fourth full-length and the first one after the acclaimed "The X Experiment" released in 2013 and that signed the return of the Roman act and the subsequent incredible European tour with FREEDOM CALL.

It is also the occasion to present the new line-up with Flavio Cicconi on guitars and Andrea Gianangeli on drums already part of the quintet for the last live shows of the band.

"Obscurity" with its ten songs will be released on October 27th once again on My Kingdom Music which has re-newed their co-operation with a new record deal.

You can pre-order the CD at: http://smarturl.it/DRAGON-CD

Keep your eyes well open!

Official sites:
- MY KINGDOM MUSIC: www.mykingdommusic.net * 

ONYDIA: releasing their first official videoclip!


“A New Safe Path”is the first official videoclip for the Female progressive metal band ONYDIA.

The song is the prelude of the upcoming debut album.



Contacts:


CODE 3-7 - Resilience (EP)


2017
Selo: Independente
Nacional

Nota: 9,2/10,0

Tracklist:

1. Resilience
2. Apocalypse
3. Cybergenesis
4. Standby 2.0
5. Nine


Banda:


Michael Oliveira - Guitarras
Murillo Xavier - Guitarras
Wallace Ribeiro - Baixo
Rafael Cardoso - Bateria


Contatos:

Site Oficial:
Instagram:
Bandcamp:
Assessoria:


Texto: Marcos “Big Daddy” Garcia


Poucos parecem compreender que o chamado Djent Metal é uma evolução do Metal, assim como este é uma evolução do Rock. Mas ao mesmo tempo, suas características estilísticas o tornam diferenciado, ao mesmo tempo em que de difícil digestão para aqueles com a mente domada por regras e dogmas dentro do Metal (como se música precisasse dessas coisas). E é um prazer poder ouvir o trabalho do CODE3-7 mais uma vez. Após 5 anos depois do lançamento do EP “Main Entrance”, chega o EP “Resilience”, uma aula de como se faz música moderna, técnica e de bom gosto.

Groove, peso, belas melodias e energia surgem da música do grupo (que tem no guitarrista Michel Oliveira seu centro criativo). Mas mesmo assim, usando um trabalho instrumental, a fluência técnica é enorme, já que influências diferentes se aglutinaram ao trabalho do grupo (como os “inserts” orientais que são claros em “Apocalypse”). Poderíamos dizer que toda esta fluência musical nos permite dizer que Michel é um Joe Satrianido Djent Metal, já que sua técnica surge de forma espontânea, sendo consequência da música em si, não sua causa primordial. E se preparem, pois mesmo diferente e azedo (por conta da baixa afinação), é muito envolvente, criativo e ganchudo.

A produção sonora do EP é de primeira, mantendo a clareza necessária para que possamos compreender a música em si, mas intensa e pesada, com os timbres azedos das guitarras de 8 cordas comuns ao gênero. E digamos de passagem: captar todos esses timbres não á algo simples.

Musicalmente, “Resilience”é um passo adiante, pois como dito além do Djent bruto e azedo de antes, algumas melodias bem elaboradas e fascinantes se aglutinaram ao som do grupo. É agressivo e intenso, mas com um “insight” mais melodioso e maduro.

“Resilience”mostra tempos quebrados, mas com uma agressividade latente que chega a respingar, cheia de arranjos minimalistas (e um bom trabalho de baixo e bateria). O peso do Djent Metal se encontra com melodias orientais envolventes em “Apocalypse”, onde algumas debulhadas nas 8 cordas surgem de forma espontânea. Ao mesmo tempo em que uma aura moderna e pesada preenche “Cybergenesis”, vários momentos de efeitos eletrônicos surgem, dando aquele sabor mais Industrial à canção. Sobre o paralelo com Joe Satriani escrito acima, ele fica bem claro durante a audição de “Standby 2.0”, onde lindas linhas melodiosas surgem durante os solos (já que a base rítmica é quebrada e muito pesada). E de um jeitão mais experimental e preenchida por um Groove abrasivo, vem “Nine”, com momentos bem hipnóticos e algumas partes mais melodiosas, encerrando o EP em alto nível.

Um disco que agradará gregos e troianos, mas se for radical que vive no passado, passe longe.

DICAS: como fazer um presskit digital.



Por Marcos “Big Daddy” Garcia


A modernidade tem trazido mais e mais a necessidade do uso dos famosos kits digitais a serem usados em resenhas.

Sim, o uso dos mesmos surge da necessidade das bandas, já que o enfraquecimento das gravadoras (que investiam nas bandas), a expôs aos uso do meio digital, e mesmo das plataformas na internet.

Por este motivo, este autor postou em sua página pessoal no Facebook um mini-tutorial sobre como fazer um kit digital, o chamado presskit, ponto onde muitas bandas estão falhando absurdamente.

As dicas:

Presskit (arquivo compactado):

O que precisaestar presente:

1. Músicas em boa qualidade sonora: evite arquivos gigantescos, mas que as músicas estejam com uma boa compactação. No caso de MP3, a compactação 320 Kbps seria uma boa alternativa (é um padrão usado por muitos, inclusive). Frisando: falamos da qualidade de compactação de áudio, não da gravação.

2. Capa do disco:o arquivo, em geral, a imagem deve estar em alta resolução, uma vez que revistas necessitam que ela esteja assim.

3. Foto da formação da banda que GRAVOU o disco: nem todos os sites o revistas usam, mas é bom ter a mão. E a foto não deve ter o logo da banda.

4. Logotipo da banda SEPARADO da foto: mais uma vez, nem todos usam, mas é bom ter à mão.

5. Release atualizado e com as seguintes informações:

- Tracklist do disco: porque o que tem de bandas que não numeram as canções e nem colocam informações nos arquivos não é um número pequeno. E isso força o autor a ter que pesquisar na internet, o que já é um gasto extra de tempo.

- Links de contatos: Facebook, YouTube, Soundcloud, Bandcamp, página oficial na internet, e-mail de contatos, enfim, tudo que tiverem de links da banda. Novamente: não force o escritor a gastar mais tempo que o necessário.

- Formação QUE GRAVOU o trabalho: é preciso dar crédito a quem tocou no disco.

- Uma pequena biografia do grupo: com as informações mais essenciais, como qual cidade e estado de onde vem, quando foi formada, bem como estilo e proposta sonora. E como falamos em biografia, conte um pouco da história do grupo de forma resumida, no máximo 5 parágrafos (não enfeite o pavão, não precisa, seja conciso).

- Dados sobre a produção: quem produziu, mixou e masterizou, nome do estúdio, período de gravação, nome do artista que fez a capa e a arte do disco. E se a banda tiver um selo, que diga o nome e link da mesma.

- Link para audição:se a banda possuir um vídeo oficial, lyric vídeo, ou mesmo uma ou mais faixas do disco em questão para a audição, faça a gentileza de colocar os links no release, pois economiza tempo.

6. Pelo amor dos meus filhinhos, TUDO ISSO EM UM ÚNICO ARQUIVO COMPACTADO: não dê mais trabalho que o necessário, pois ficar dando download em arquivo por arquivo é um processo repetitivo, chato e que toma tempo. E se não deseja que o disco seja divulgado abertamente, use serviços de transferência de arquivos como o WeTransfer ou mesmo o Google Drive.


Há ainda aqueles que preferem usar links digitais no YouTube, Soundcloud ou Bandcamp. O autor não indica o uso dessa estratégia para resenhas por muitos motivos, especialmente pela dependência de internet ativa, o que como sabemos, nem sempre está à mão. Peço que se lembrem de que muitas empresas de internet deixam seus clientes horas, e mesmo dias, sem o serviço, basta olhar as reclamações no Facebook vez por outra (e que não são incomuns em cidades distantes dos grandes centros).

Mas se insistir e for investir nas plataformas musicais da internet, mantenham nas suas páginas do Facebook atualizadas os quesitos como formação, biografia e links de contatos. O Bandcamp também oferece espaço para isso. No YouTube, tenham a delicadeza de criar uma lista de músicas que permita o escritor a retornar ao início de cada uma das canções.

E mesmo nesses casos da opção pelas plataformas digitais, recomendo que enviem ao escritor foto da banda, release e a capa do disco.

Estas dicas nascem da experiência deste que vos escrever como autor de resenhas.

Muitas vezes, escrevemos algo que não está correto e a banda reclama. Mas quem nos nega a informação acertada é ela mesma, e tudo fica mais difícil.

E sobre o tempo em que bati vezes seguidas acima, 5 ou 10 minutos para um autor que tenha que resenhar uma quantidade grande de discos, é um tempo precioso. Pense se um autor tiver que gastar tempo com os pontos citados em 10 resenhas. Serão 50 minutos/1 hora que foram gastos com fatores que tomaram um tempo de uma resenha!

Antes que surjam discordâncias ou mimimis injustificados dos discípulos de Naruto (querendo ver o que está atrás do que está atrás, e em geral, arrumam problemas), não estou falando de mandarem discos físicos (pois estes contém 80% das informações que cito), mas de fazer um kit digital decente. É o seu trabalho que se torna valorizado.

Não é um tutorial perfeito, mas só de seguir essas dicas, já ajuda muito.

sábado, 9 de setembro de 2017

DECAPITATED - Anticult (álbum)


Ano de lançamento: 2017
Nacional

Nota: 10,0/10,0


Tracklist:

1. Impulse
2. Deathvaluation
3. Kill the Cult
4. One-Eyed Nation
5. Anger Line
6. Earth Scar
7. Never
8. Amen


Banda:


Rafał Piotrowski - Vocais
Vogg - Guitarras
Hubert Więcek - Baixo
Młody - Bateria


Contatos:

Assessoria:

E-mail:

Texto: Marcos “Big Daddy” Garcia


Nos tempos atuais, é muito simples para qualquer banda continuar fazendo o famoso “mais do mesmo”, ou seja, uma repetição infindável da fórmula que o grupo já abordou. Os fãs muitas vezes preferem isso, quase como uma consequência destas tendências setentistas e oitentistas dos últimos anos, onde muitos batem no peito dizendo com um estranho orgulho: “não queremos fazer nada de novo”. Mas ainda bem que existem aqueles que não cruzam os braços e não aceitam regras, que bancam o desafio e peitam quem quer que seja com coragem. E neste grupo está o quarteto polonês DECAPITATED, que retorna à carga com “Anticult”, seu mais recente álbum, lançado no Brasil pela parceria entre a Shinigami Records e a Nuclear Blast Brasil.

Desde “Blood Mantra”, o quarteto tem aglutinado mais e mais influências de estilos modernos do Metal, bem como algumas doses de Rock ‘n’ Roll e Groove Metal, o que anda deixando os fãs mais antigos do grupo de cabelos em pé. Mas ao mesmo tempo, o que se percebe é que esta evolução não está fora do que o grupo criou para si, onde se percebe uma massa sonora agressiva e brutal, cheia de uma energia absurda e uma personalidade musical toda própria. Mas “Anticult”é um disco brutal e agressivo, que nos mostra um peso descomunal. Mas ao mesmo tempo, é esteticamente bem cuidado, soando moderno e vivo, capaz de esmagar ossos e destruir pescoços!

Cuidado, pois o material é altamente bruto!

A produção do álbum é assinada pelo próprio Vogg (guitarrista e líder do grupo), tendo a mixagem de Daniel Bergstrand(que também produziu as partes de bateria também) e a masterização de Lawrence Mackrory. E tudo isso para garantir que “Anticult” soe pesado, agressivo e brutal, mas com uma clareza instrumental perfeita. Sim, somos capazes de ouvir os arranjos do grupo perfeitamente, e o toque de modernidade ficou por conta dos timbres instrumentais, muito bem escolhidos e alinhados com a proposta sonora do álbum. E um detalhe: a bateria foi gravada sem o uso de trigger!

A arte de capa, uma criação de Lukasz Jaszak (que também fez o layout) é sombria e maravilhosa, mostrando que o quarteto tem muito a dizer em suas letras contra todas as formas de cultos que vemos em nossos cotidianos. E ficou perfeita para apresentar o que a banda está fazendo musicalmente.

Se preparem, pois “Anticult”veio para ser um divisor de águas na carreira do DECAPITATED. E por isso a banda soa coesa, rejuvenescida, sem medo de encarar seus fãs ou quem quer que seja. Os vocais de Rafał estão muito bem encaixados na proposta do álbum, com timbres guturais mais claros do que conhecemos, enquanto a base rítmica do estreante Hubert (baixo) e de Młody (bateria) é sólida como uma muralha, pesada e muito técnica, dando uma aula. Já as guitarras de Vogg dispensam apresentações: ele é um Guitar Hero do Metal extremo, criando riffs insanos e técnicos, solos ótimos e é responsável por manter o DNA do grupo presente desde sua criação.

Papo reto: “Anticult”é uma moenda de ossos, mas sempre bem trabalhada e com muito bom gosto. E embora todas as 8 canções sejam ótimas, a mistura de técnica e brutalidade de “Impulse” (onde vemos um trabalho ótimo em termos de baixo e bateria, criando uma tempestade de mudanças rítmicas ótimas, mas sem perder a coesão e o peso), as linhas harmônicas cheias de groove intenso e azedo apresentadas em “Deathvaluation”e “Kill the Cult”, a violenta “One-Eyed Nation” (com um trabalho ótimo dos vocais e guitarras fenomenais), a agressividade cativante e charmosa de “Angerline” (outra em que baixo e bateria mostram eficiência, com boas variações de tempo), o trabalho perfeito do grupo como um todo no hino “Earth Scar” (riffs hipnóticos, solo melodioso, vocais com uma expressividade enorme, fora baixo e bateria segurando o ritmo com muito peso e boa técnica, e um refrão excelente), e o jeitão um pouco mais tradicional em termos de Death Metal polonês de “Never” (embora alguns momentos mais cheios de groove surjam perto do refrão), e a instrumental sinistra “Amen”, que fecha o álbum com maestria, são a expressão de um grupo maduro, forte e disposto a garantir seu lugar de honra no Metal extremo. Ou mesmo no Metal como um todo!

O que nos resta dizer sobre “Anticult”: o disco causará reações extremas, pois é bem no estilo “ame ou odeie”. Mas creio que os fãs da banda não têm do que reclamar.

No mais, o DECAPITATEDestá aí, renovado e vigoroso, pronto para triturar seus ossos e transformá-los em poeira!


AGORHY - Infrator (EP)


2017
Nacional

Nota: 9,2/10,0


Tracklist:

1. Apoteose Encarniçada
2. Infrator
3. Maquila Infernal
4. Amazônia Nunca Mais
5. Stressofrenia
6. Capitalist Perversion


Banda:


Leonardo Lavatori - Vocais, guitarras
Hugo Bott - Baixo
Rodrigo Pina - Bateria


Contatos:

Site Oficial:
Twitter:
Instagram:
Assessoria:


Texto: Marcos “Big Daddy” Garcia


Desde que o Grindcore se popularizou no Brasil no inicio dos anos 90, muitas boas bandas surgiram por aqui, com trabalhos de primeira, e dispostos a causar a sensação que os mais desavisados e puritanos estão tendo os tímpanos massacrados com uma serra elétrica. E ainda bem que eles estão por aí, pois toda contestação é bem vinda, como uma porradaria sonora faz bem ao coração. E nisso, o trio carioca AGORHYé um mestre. Um veterano de 20 anos de muita resistência e com música de alto nível, e depois de 9 anos desde o lançamento do álbum “Ruptura” (de 2008), eles retornam à carga com o ótimo “Infrator”, um EP com seis canções.

Como dito, o trio é um especialista em fazer Grindcore direto e muito agressivo, só que cheio de influências de Hardcore, Death Metal e estilos afins. Em relação aos trabalhos anteriores, tem-se a clara idéia de que as mudanças de formação (antes um quinteto, agora um trio) e os anos os levaram a algo mais equilibrado e seco, mais raivoso e direto. Não, de forma alguma isso implica que é ruim, mas o oposto: o AGORHYclaramente evoluiu para um formato mais conciso e simples, e assim atraente e muito envolvente. É ouvir, gostar e cair no Slamdancing desenfreado!

A sonoridade de “Infrator”é realmente de uma estética crua e direta. Como dito, a sonoridade está mais seca, mais justa, e por isso, a compreensão do que eles estão tocando fica evidente. Os timbres estão bem diretos e com uma estética mais orgânica, sem aparentes edições digitais, causando assim o derretimento encefálico dos menos acostumados, mas a alegria de muitos. E a capa é justamente um manifesto político diante da ambição que está correndo o mundo em ritmo acelerado, antenada com as letras do CD.

O AGORHY, como dito acima, é um veterano da cena carioca, com calos evidentes das dificuldades da região. Mas são justamente esses calos da experiência que transpiram na musicalidade honesta do grupo, que não busca ser extremamente técnica, mas brutal e opressiva, vomitando seu descontentamento com a corrupção. Mas se repararem bem, a espontaneidade dos arranjos não tira o brilho dos mesmos, logo, não se iludam: existem mentes pensantes dando um duro dos diabos sob essa colcha de vocais gritados, guitarras com riffs diretos e agressivos (mas de muito bom gosto), fora o baixo distorcido e a bateria mostrarem uma técnica não muito convencional ao estilo. E a aposta em canções com duração mais curta é um acerto, pois nos faz querer ouvir mais e mais.

“Apoteose Encarniçada”é repleta de mudanças rítmicas ótimas e um trabalho de primeira de bateria (fora os riffs certeiros e o solo de guitarra providencial darem uma dose extra de peso), enquanto “Infrator” vem em uma porradaria Punk/Crust de primeira, onde o baixo se evidencia no meio das mudanças de tempos (sim, o trio não é de fazer algo muito reto). Puxando um pouquinho mais para o Crossover extremo à lá RDP, “Maquila Infernal”é ganchuda, com um refrão de primeira, ótimos vocais ferozes (os timbres são ótimos em termo de voz), e dista do simplório em termos de ritmo. Já “Stressofrenia” é uma música que realmente evoca o Grindcore puro e simples, com alguns momentos bem “pogo dance”, e certo groove surge no trabalho da base baixo-bateria. Mas o EP ainda tem duas surpresas agradáveis: a primeira é uma versão atualizada e suja de “Amazônia Nunca Mais” do RDP, que a banda interpreta de seu jeito (reparem bem na força das guitarras), mas mantendo sua estética original (com assobio no final e tudo); e “Capitalist Perversion”, do finado SUBTERA, onde o andamento é mais lento em certas partes, onde o peso impera e o baixo gorduroso fica evidente, e em outras, o pau quebra para todos os lados, em um caos Grindcore pesado e bruto (reparem nos efeitos usados no vocal, como casaram bem com a banda).

No mais, “Infrator”é um ótimo lançamento, e que apesar das dificuldades, o AGORHY não leve mais tanto tempo para nos brindar com um trabalho novo. 

O Underground brasileiro agradece.

Ah, sim: “Infrator” está disponível nas plataformas digitais abaixo.

Spotify: https://open.spotify.com/artist/7udhS4hRk0AtLSILgkjYBV
Deezer: http://www.deezer.com/br/album/44507611
Soundcloud: https://soundcloud.com/user-711689804