quarta-feira, 16 de agosto de 2017

BROKEN JAZZ SOCIETY: banda lança novo disco com nove faixas inéditas


O power trio mineiro BROKEN JAZZ SOCIETY lançou, nesta sexta-feira (11), o novo CD “Rubber Talk” que está disponível em todas as plataformas digitais de música. Com nove faixas inéditas, este é o segundo CD da banda e mostra a evolução do trio, composto por Mateus Graffunder (vocal e guitarra), João Fernandes (baixo) e Felipe Abreu (bateria e vocal), nestes 4 anos de estrada.

O disco vem com um som mais sólido e visceral do que os trabalhos anteriores da banda e tem o objetivo de apresentar uma estética musical baseada no peso, na intensidade e na melodia. “Nossa intenção é que as pessoas ouçam o disco, batam cabeça, curtam, dancem e divirtam-se”, afirma Mateus Graffunder. O trabalho é fruto da imersão da banda por mais de 10 dias em estúdio.


O CD foi gravado, mixado e masterizado em Goiânia e conta com a assinatura de Gustavo Vazquez (que já produziu bandas como Hellbenders, Black Drawing Chalks e Macaco Bong).

As letras continuam escritas em inglês e a leveza dos assuntos do cotidiano ganham a visão autêntica do rock’n’roll e sua pitada de sarcasmo incorporadas em um som inspirado no stoner rock.

Neste CD, a BROKEN JAZZ SOCIETY foi além da proposta do power trio, agregando violões, percussão e sintetizadores. A cada novo trabalho, a banda de Uberaba (MG) mostra que não há limites quando o assunto é rock e que o maior desafio é fazer, a cada lançamento, um som melhor que o outro. 

Confira: 


Contatos:


SEU JUVENAL: Com financiamento pelo programa Música Minas, banda embarca em Setembro para sua primeira turnê europeia

Grupo de Ouro Preto vai realizar oito shows em três países diferentes e as despesas serão custeadas pelo governo do estado de Minas Gerais (Foto: Hugo Coelho).

Itamar Assumpção, Sonic Youth e Venom só podem pactuar no universo musical do SEU JUVENAL. Nenhum outro rock seria tão errado para permitir um encontro politicamente incorreto como esse.

De fato, o SEU JUVENAL vem traindo movimentos desde que foi formado em 1997. E "Rock Errado", o elogiado terceiro e mais recente álbum da banda, vem mantendo viva essa tradição. 

"Rock Errado" foi muito bem recebido, e compreendido, pela imprensa especializada. O site Rock On Stage, que avaliou o disco com nota 9,5, sublinhou a pluralidade musical do trabalho: "Poderia dizer que Rock Errado é um disco de Punk, Indie, Alternativo, mas não é.... trata-se de um som elétrico, incansável, ácido, perturbado e que demonstra uma banda sem limites para tocar."

Outras declarações super positivas publicadas na imprensa sobre "Rock Errado" incluem: “SEU JUVENAL é Rock Errado, é música da melhor qualidade! Um raro sinal de inteligência no meio do Rock nacional” (A Música Continua A Mesma); "(...) um novo ângulo do gênero, um novo timbre, novos horizontes. O 'Rock Errado' que nos leva ao certo" (Riff And Destroy); “Música autoral inteligente” (Zona Punk); “(...) para deixar nos ouvidos algo curioso e novo no repetitivo mercado musical nacional da atualidade” (Consultoria do Rock); “Brilhante” (Heavy And Hell); "(...) produção impecável (...) trabalho primoroso e de muito bom gosto" (Heavy Metal Brasil); "Desafiador" (Galeria Musical); "(...) banda madura que acerta na escolha do repertório, fugindo das fórmulas fáceis... O rock pode estar errado, mas o SEU JUVENAL não está..." (Blog Na Mira).

"Rock Errado" também foi indicado para o Prêmio Dynamite 2016 na categoria "Melhor Álbum de Rock", onde também figuraram outros grupos de destaque como Far From Alaska, Cidadão Instigado e Nação Zumbi. 

O SEU JUVENAL alimenta um sentimento de gratidão à sua própria obra de título “Rock Errado” por ter sido ela a responsável por projetar a carreira da banda nacionalmente, para além das fronteiras de Minas Gerais.

Não obstante, no ano em que o SEU JUVENAL comemora duas décadas de história, Bruno Bastos (vocal), Edson Zacca (guitarra), Alexandre Tito (baixo) e Renato Zaca (bateria) vão carimbar seus passaportes pela primeira vez. O quarteto embarca no próximo dia 18 de setembro para sua primeira turnê europeia. Serão ao todo oito shows por três países: República Tcheca, Polônia e Eslováquia.

A “Rock Errado European Tour” será financiada pelo "Programa Música Minas", iniciativa do Governo do Estado de Minas Gerais, por intermédio da Secretaria de Estado de Cultura, que visa apoiar a cadeia criativa e produtiva da música mineira. O projeto de turnê do grupo foi um dos 12 selecionados entre as 51 propostas inscritas para a terceira chamada anual do edital e agora receberá apoio financeiro para sua realização.

“Não teria melhor forma de celebrar nossos 20 anos de estrada do que com uma turnê como essa”, afirma o vocalista Bruno Bastos.“Será nossa primeira vez no exterior com a banda e estamos muito empolgados! Temos muito a agradecer ao Som do Darma e à Secretaria de Cultura do Estado de Minas Gerais, que possui este enorme incentivo à arte chamado Programa Música Minas, que todo ano proporciona a dezenas de artistas mineiros a possibilidade de divulgarem seus trabalhos no âmbito nacional e também internacional. Com certeza será uma experiência única e incrivelmente memorável!”

O repertório da turnê europeia do SEU JUVENAL será baseado em toda sua discografia que, além de “Rock Errado”, também conta com os álbuns "Guitarra de Pau Seco" de 2004 e "Caixa Preta" de 2008. Algumas músicas do show “Maldito Rock” que o SEU JUVENAL vem apresentando no Brasil no momento e que reúne versões rock ‘n’ roll para clássicos “Lado B” da música popular brasileira, também deverão estar no setlist.

Detalhes de todas as datas da turnê serão divulgados nos próximos dias.

Quem ainda não teve a oportunidade de conhecer o som da banda, o álbum "Rock Errado", que foi lançado originalmente em LP pela gravadora Sapólio Rádio, está disponível para download gratuito no site oficial da banda: www.seujuvenal.com.br

Confira também o videoclipe oficial da música “Burca” presente no álbum: https://youtu.be/4HjdJ2_Kk4A


Mais Informações:

Press Release e Gestão Cultural
A/C Eliton Tomasi

DOOMSDAY HYMN: Gil Lopes anuncia nova proposta para o cenário musical


O paulista músico e compositor Gil Lopes (vocalista do DOOMSDAY HYMN) traz ao cenário musical mais uma revolução. Seu novo projeto tem suas raízes no Deathcore e Metalcore, com uma pegada de Groove, e tem como objetivo a revitalização da cena no país. Guturais impecáveis que nos remetem aos grandes nomes como Tim Lambesis (As I Lay Dying) e Trevor Phipps (Unearth), mesclando vocais limpos com o tom marcante de Gil, fatores esses que, somados à qualidade musical excepcional, criam esse novo conceito musical sobre o que é o metal brasileiro. O projeto teve seu nascimento em Curitiba, Paraná, cidade berço de grandes nomes da cena musical do Brasil. 

No instrumental temos as mais diversas referências e inspirações, inclusive passagens que nos remetem à complexidade do Prog Metal. As composições são dignas de no mínimo orgulho. Orgulho esse que, se você é um apreciador de boa música, saberá reconhecer, mesmo que o estilo não lhe agrade. Gil Lopes estará sempre presente na história do metal nacional, e é um grande exemplo de que o Brasil luta de frente com os grandes nomes mundiais da música. 



Atuando no cenário musical a mais de 10 anos, Gil já tocou dentro e fora do Brasil, experiência e comprometimento com a música são virtudes que não faltam nele e naqueles que são escolhidos a dedo para compor seus projetos. 

O projeto já conta com nomes de peso, tanto na composição da banda, quanto na equipe de suporte, já tendo parcerias profissionais nos equipamentos, divulgação, estrutura etc. Alguns dos nomes envolvidos na produção e apoio da banda são: Vox Dei Estúdios, que cuidará da produção das músicas. AED Pedais e Efeitos que além de fabricar e fornecer pedais de efeitos, também está cuidando da parte elétrica. A magnífica Harpia Custom Guitars e Luteria assume o apoio ao time das cordas, Guilherme Laso é o responsável pela arte visual da banda, e por fim mas não menos importante, Insane Desire, que está cuidando do site e da parte de web - design. 


Não se deve esperar menos que uma revolução no metal nacional. Em breve o primeiro single estará disponível. O nome do novo projeto e de seus integrantes ainda permanece em sigilo, porém, todas as atualizações serão postadas em sua página oficial no Facebook (link abaixo). 

Curtam, compartilhem e se envolvam, todo o esforço e espera valerá a pena! 


EYELINER: confira as plataformas que já está liberado o “The Eyeliner EP” e a data oficial de lançamento do disco físico


No dia 31 de maio o grupo EYELINER liberou oficialmente seu primeiro registro de estúdio, o “The Eyeliner EP”, que possui cinco faixas envolventes que mesclam Hard/Glam Rock.

A banda que gradativamente foi disponibilizando o disco em várias plataformas, sendo primeiro liberado no Soundcloud, YouTube, Itunes, Deezer e Spotify, agora possui data oficial de lançamento físico programado para o dia 09 de setembro de 2017.

O “The Eyeliner EP” foi gravado no Projeto Paralelo Records e produzido por Diego Henrique Santiago Sanches, a capa do álbum foi idealizada pelos próprios músicos do grupo, que incluíram na arte informações escondidas que apresentam o nome de cada integrante da EYELINER.

O álbum fala sobre assuntos característicos do estilo, diversão, festas, mulheres e muito Rock and Roll, são apenas alguns dos elementos que a banda paulista apresenta em sua proposta musical.

Atualmente o EYELINER vem confirmando participação em vários shows e festivais, em breve o grupo irá anunciar as datas já confirmadas do tour do “The Eyeliner EP” 2017.


Escute o “The Eyeliner EP” pelas principais plataformas de áudio.




EYELINER é formada por:

Ray Walter: Vocal
Zafra: Guitarra
Tony Alex: Baixo

Mais informações:


A/C Gleison Junior

PÉTALAS INSANAS: banda participa da coletânea Hard Rock Paradise


A PÉTALAS INSANAS é uma das bandas que fazem parte da coletânea “Hard Rock Paradise” do Programa com o mesmo nome que faz parte da programação da Rádio Web Stay Rock Brazil. O grupo liberou a música “Hey Menina”, gravada e mixada no Estúdio Hurricane, com produção de Sebastian Carsin, lançada como single em 2015 para comemorar os dez anos da banda.

A coletânea é uma iniciativa do radialista e produtor do programa Hard Rock Paradise, Paulo “Destroyer” Maia e traz 16 bandas do estilo de todo o Brasil, a capa ficou criada pela artista Blair Gagliardi. Além da PÉTALAS INSANAS, as bandas Gueppardo e Savannah também representam o Hard Rock Gaúcho na coletânea. Paulo fala sobre o lançamento: “Eu vivo e amo o Hard Rock e o Heavy Metal há mais de 35 anos, mas eu sinto que a cada dia que passa o cenário brasileiro está cada vez mais tomado pela desunião. Por esse motivo eu comecei o programa Hard Rock Paradise e juntei todas essas bandas na coletânea, é uma forma realmente de tentar unir as bandas. Para que possamos divulgar e ver esses grupos crescerem. Afinal de contas é uma coletânea maravilhosa, só com bandas boas e músicas legais. Então a motivação geral em fazer a coletânea é ajudar a propagar todas essas bandas” – explica Paulo.

Por se tratar de um trabalho independente e sem custos para as bandas, a coletânea Hard Rock Paradise está disponível somente no formato digital, para baixar é só clicar aqui (https://goo.gl/tdAGZp).


Confira o track list completo:

Fire Strike - Night Fever
Karittah - Never Say Never
Clavion - Its My Cross
Gueppardo - Fúria e Paixão
Indiscipline – Indiscipline
Savannah - Die for Freedom
Caveman - Let me go Again
LeatherJacks - People (We´re Chosen Ones)
Rose Red - Four Roses
Sex Trigger - Hard Rock Hurricane
Pétalas Insanas - Hey Menina
Jukebox From Hell - O Tolo Que Pensava Ser Rei
Tublues - em lugar nenhum
Melyra - Silence
Krull - Metal Swords and Fire
Crom - The Vickings Are Coming



Formada em 2005 por Mateus Insano (baixo); Guilherme “Guida” Cardoso (vocal); Israel Boca (guitarra); e Jailson “Véio” Dias (bateria), a PÉTALAS INSANAS segue com Mateus Insano, há alguns anos já acumulando as funções de vocalista e baixista, e Jailson “Véio” Dias. Enquanto não anuncia a nova formação, o grupo continua trabalhando para finalizar o seu debut, que deve ser lançado no primeiro semestre de 2018. 

Entre os apoiadores do projeto estão: Hot Stomp Custom Pedals e Luthier; Morozesk Custon Hand Made; Blair Gagliardi; Jorge Willian Costa e Produtora Metal Vídeos.
A/C Mateus Rister

ANGUERE: novo clipe da música “N.O.I.A.” mostra triste realidade da “Cracolandia”


A banda ANGUERE acaba de liberar seu novo vídeo clipe da música “N.O.I.A.”, a mesma apresenta imagens fortes de viciados da cracolandia em pleno uso de substancias pesadas como o Crack.

O vídeo é um retrato realista sobre um dos grandes problemas sociais que o país enfrenta, a desestruturação do ser e sua completa dependência física das drogas, sendo que muitos já foram pessoas respeitadas antes de se entregarem a esse mundo.



“N.O.I.A.” é uma abreviação criada pelo grupo que em sua transcrição significa (Ninguém Olha para Indivíduos Atormentados), a música faz parte do último EP lançado pelo grupo, intitulado de “Cadeia”, o mesmo está disponível para audição através das principais plataformas de áudio do mundo.

ANGUERE é formada por:

Thiago Soares: Vocal
Cleber Roccon: Guitarra
Adriano R. Prado: Bateria

Mais informações:


A/C Gleison Junior

DIMMU BORGIR - Forces of the Northern Night (Duplo DVD ao vivo)


2017
Nacional

Nota: 10,0/10,0


Tracklist:

DVD1 - Live at Oslo Spektrum (28/05/2011):

1. Xibir (orchestra)
2. Born Treacherous
3. Gateways
4. Dimmu Borgir (orchestra)
5. Dimmu Borgir
6. Chess with the Abyss
7. Ritualist
8. A Jewel Traced Through Coal
9. Eradication Instincts Defined (orchestra)
10. Vredesbyrd
11. Progenies of the Great Apocalypse
12. The Serpentine Offering
13. Fear and Wonder (orchestra)
14. Kings of the Carnival Creation
15. Puritania
16. Mourning Palace
17. Perfection or Vanity (orchestra)

18. Mini Documentário

DVD2 - Live at Wacken Open Air (03/08/2012):

1. Xibir (orchestra)
2. Born Treacherous
3. Gateways
4. Dimmu Borgir (orchestra)
5. Dimmu Borgir
6. Chess with the Abyss
7. Ritualist
8. A Jewel Traced Through Coal
9. Eradication Instincts Defined (orchestra)
10. Vredesbyrd
11. Progenies of the Great Apocalypse
12. The Serpentine Offering
13. Fear and Wonder (orchestra)
14. Kings of the Carnival Creation
15. Puritania
16. Mourning Palace
17. Perfection or Vanity (orchestra)


Banda:



Shagrath - Vocais
Silenoz - Guitarra base
Galder - Guitarra solo
Gerlioz - Teclados (músico contratado)
Cyrus - Baixo (músico contratado)
Daray - Bateria (músico contratado)

Convidados:

Agnete Kjølsrud - Vocais femininos em “Gateways”
The Norwegian Radio Orchestra - Orquestra (DVD1)
The Czech National Orchestra - Orquestra (DVD2)
Schola Cantorum Choir - Corais


Contatos:

Bandcamp:
Assessoria:

E-mail: 

Texto: Marcos “Big Daddy” Garcia


Existem aqueles que sempre farão mais do mesmo, aqueles que preferem se prender a limites e velhas fórmulas, muitos com trabalhos relevantes, e outros nem tanto. Mas os mais importantes são justamente aqueles que quebram barreiras, que vêm para criar e ampliar limites. Não importa se estão nas vertentes mais melodiosas do Metal no Classic Rock ou nos estilos extremos essa verdade é inexorável, rígida como um diamante. E uma das mais belas jóias do Metal atual é, sem sombra de dúvidas, o DIMMU BORGIR, que depois de 7 anos de ausência, nos presenteia com um DVD duplo ao vivo, “Forces of the Northern Night”, aguardado há muito tempo pelos fãs da banda. E que a parceria entre a Shinigami Records e a Nuclear Blast Brasil nos possibilitou o acesso mais fácil e em conta.

Diferentemente do CD duplo (que também foi lançado no Brasil pela dobradinha Shinigami Records/Nuclear Blast Brasil), o DVD nos brinda com dois shows da banda: o já clássico show de 28/05/2011, no Oslo Spektrum (Noruega), e o de 03/08/2012, no Wacken Open Air (Alemanha). Sim, a banda cumpriu a promessa feita de lançar ambos os shows.

Basicamente, como todos já sabem, o DIMMU BORGIR é uma banda de Black Metal com o amplo uso de elementos sinfônicos e melodias. Mas sempre com um enfoque que vai surpreender os fãs, já que o balanço entre esses elementos nem sempre é constante, o que faz o trabalho deles se desenvolver de forma imprevisível. E isso é bom, nos leva a termos que esforçar os sentidos.

No show do Oslo Spektrum, se percebe que todos os takes de câmera são perfeitos, pegando a banda em seus grandes momentos e com ângulos privilegiados. A TV norueguesa NRK exibiu o show, logo, vemos tomadas aéreas, closes, panorâmicas, todos excelentes, tanto para o sexteto quanto para a orquestra e o coral. São tão boas e cheias de detalhes que vemos membros do coral e da orquestra usando “corpse paint”. 

Já a produção de imagens do Wacken Open Air comete alguns gafes. A qualidade do vídeo é ótima, o número de câmeras é bem grande, mas os cortes são abruptos muitas vezes, deixando momentos antológicos de fora, como a queda da cortina no início do show. E a velocidade dos takes é alta (chega a ser claustrofóbico às vezes), não nos permitindo um momento de fôlego. Mas em contrapartida, os takes do público são excelentes, bem como a imagem de fundo, pegando a todos os presentes, mostra como o sexteto é capaz de captar todas as atenções, mesmo dos fãs mais distantes.

Como foi no caso do CD, o DVD foi produzido pelo próprio grupo. O áudio foi masterizado por Chris Sansom. E a qualidade sonora resultante é primorosa, de alto nível, e perfeita em termos de show ao vivo, pois não perde a vibração do público e a energia da apresentação. Mas ao mesmo tempo, a agressividade do DIMMU BORGIR está ali, como se pode ouvir em “Vredesbyrd” e “Mourning Palace” claramente. Tudo perfeito, mas vibrante.

A arte gráfica é de Joachim Luetke, tal qual no CD. Na realidade, a capa e encarte de “Forces of the Northern Night” são quase que idênticas ao do CD, formando um pacote fechado (embora a arte da capa do encarte seja diferente).

Para que o projeto que chamamos de “Forces of the Northern Night” ganhasse vida da forma que foi, Gaute Storaas teve trabalho. Se ele já havia cuidado das orquestrações em “Abrahadabra”, aqui ele teve mais trabalho, adaptando músicas antigas ao formato exigido. E vemos essa diferença em “Mouning Palace”, “Kings of the Carnival Creation” e “Progenies of the Great Apocalypse” (onde as partes de vocais limpos conhecidas foram substituídas por corais), músicas mais antigas. E ainda temos versões orquestrais meramente instrumentais para “Xibir”, “Dimmu Borgir”, “Eradication Instincts Defined”, “Fear and Wonder”, e “Perfection or Vanity”, permitindo que a banda descanse entre partes do show.

O repertório de ambos os shows é o mesmo, e é até previsível que seja assim uma vez que a logística para se fazer um show dessa forma já deve custar bem caro, imaginem dois. Isso justifica o foco da em material de “Abrahadabra” (7 faixas do disco, contando a intro “Xibir”), que ocupam a primeira parte do show, enquanto na segunda, a banda procurou apanhar algumas mais antigas e rearranjadas para serem apresentadas em formatos orquestrados. Óbvio que o setlist vai causar reclamação nos fãs mais antigos e puritanos, mas lembrem-se do que foi dito acima: rearranjar e orquestrar uma canção são processos pagos e caros.

Mas verdade seja dita: ambos os shows são arrasadores, algo que o DIMMU BORGIR sabe fazer bem.

Como dito no review do duplo CD ao vivo, as canções mecânicas de “Abrahadabra” ganham energia e espontaneidade, e se tornam ainda mais grandiosas, e o grupo ao vivo está solto e com uma performance excelente (especialmente Shagrath, um frontman de primeira, que comunica-se muito bem com o público e possui uma postura de palco como poucos), fazendo com que “Born Treacherous” (grandiosa e pesada), o hino “Gateways” (onde os vocais de Shagrath e Agnete Kjølsrud roubam a cena, algo quase vitoriano), a energia envolvente de “Dimmu Borgir” (uma das melhores canções da banda, com Silenoz e Galder mostrando belos duetos, além do belíssimo trabalho dos corais) sejam experiências únicas, e adicione a isso clássicos como a poderosa “Vredesbyrd” e a maravilhosa “Progenies of the Great Apocalypse” (onde baixo, bateria e teclados estão excelentes), ao peso soturno de “The Serpentine Offering” e de “Kings of the Carnival Creation” (reparem como os corais se encaixam perfeitamente nas partes de vocais limpos), e ao sabor de nostalgia da belíssima “Mourning Palace”. O show é sensacional, sem sombra de dúvidas! E só para constar, no show de Oslo estavam fãs do Canadá, Chile, Japão, Austrália, Reino Unido e outros só para aquele evento único. E para não deixar dúvidas, o show do Wacken é igualmente arrasador, só um pouco mais espontâneo.

O mini-documentário que está no DVD 1 é sobre todos os aspectos que envolveram a produção de “Forces of the Northen Night”, entrevistas com a banda, com o regente da Orquestra Nacional da Noruega, com Gaute Storaas, e takes dos ensaios (que são cômicos), depoimento de membros do coral e da orquestra, fãs que foram a Oslo apenas para aquele show... 

Tudo muito bem feito e registrando um momento especial: a primeira vez em que uma banda de Black Metal se uniu a uma orquestra e quebrou paradigmas, talvez dando uma prova conclusiva sobre as raízes clássicas do Metal (tema abordado no documentário “Metal: a Headbanger’s Journey”, de Sam Dunn).

Se uma banda pode aferir que Black Metal não é apenas barulho (como alguns xiitas adoram pregar por aí), essa é o DIMMU BORGIR.

E “Forces of the Northern Night” é um lançamento imperdível!